sábado, outubro 22, 2005
568. O deprimido furacão
(apanhado por aí, na Net)
...
quinta-feira, outubro 20, 2005
segunda-feira, outubro 03, 2005
566. Vou ali e já volto
sábado, outubro 01, 2005
565. "Pela riqueza do mar" ! ! !
Na verdade, errou-se quando, no post “Autarquias em Setúbal – outdoors e outras coisas” , de 20 de Julho passado, foi afirmado que, pelos cartazes, parecia que o candidato almejava ao cargo de comandante da PSP local.
Novo erro quando, em 3 de Agosto seguinte, no post “Alguém anda a boicotar…” , foi dito que, afinal, parecia que o que pretendia era comandar a polícia municipal.
Uma vez mais erro se verificou, quando se alertou para a circunstância de os cartazes e as promessas/não promessas/mas afinal promessas/talvez não prometidas neles contidas apontavam para um concurso a governo do país.
E porquê tantos erros? Porque, no fim de contas, não havia mesmo qualquer hipótese de não se errar.
Pois quem é que iria lá adivinhar que o candidato estava, afinal, a tentar alcandorar-se à cadeira, não já de Pedro, o pescador, mas à do próprio Deus?!
Sim, leu bem, amigo. Do próprio Deus!
Porque só Deus é omnipresente e, mais do que isso, omnipotente. E, nessas condições, só Ele pode efectivamente velar por que o mar continue rico, nunca deixe de ser rico, volte a sê-lo, se tiver deixado de o ser. Apenas Deus, através de Seu Filho, foi capaz de multiplicar os pães e os peixes, para alimentar os famintos seguidores. Mas Deus fê-lo porque era – e é – omnipotente! E único!
Pelos vistos, até ao presente! Porque agora haverá um candidato a presidente de câmara municipal – não a primeiro ministro, não a biólogo-chefe marinho nem a algo semelhante – que promete/não promete/talvez prometa (o quid pro quod abundat et nocet), repovoar o mar da sua riqueza natural e mais evidente, os peixinhos, está bem de ver.
Apenas esta intenção se pode inferir do conteúdo do cartaz. Se o que ele significa não é isto, então, nada significa. Será, apenas e tão só, um alinhamento de palavras ocas, sem nexo de causalidade, sem qualquer propósito definido. Um absurdo completo, um zero absoluto. Nihil!
Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, que não seja aparência e equívoco.
Repito: alguém no staff anda a boicotar a campanha do candidato. Ou, então, alguém conta com a pouca inteligência do eleitor setubalense! Não se quer acreditar em tal.
* * *
Nem tudo, porém, é pouco avisado e sem conteúdo na campanha do candidato Negrão.
A campanha de cartazes (para lá do seu conteúdo, que já foi tratado ex abundante, muito embora muito mais houvesse para dizer) é um espavento. Coisa de maravilhar o gentio!
A enormidade do número de cartazes diferentes já afixados – em que o colgatiano candidato se mostra a sorrir-nos, prazenteiro – não tem paralelo nos concorrentes. Todos. E é de deixar absolutamente estupefacto qualquer observador! Tanto mais, quanto se sabe o custa de cada cartaz semelhante.
Fernando Negrão apareceu já em cerca de 15 cartazes de diferentes concepções e promessas/não promessas/talvez promessas. Enquanto isso, os concorrentes não conseguiram ir além de sensivelmente 1/3 desse número. Os mais afortunados, que os restantes nem isso.
Trata-se, pois, de uma candidatura com evidentes sinais de abundância, circunstância sempre de enaltecer, principalmente em tempo de vacas magras como o que atravessamos. Por outro lado, tem outras características que não serão de somenos:
• evidenciam que, efectivamente, não é candidatura do PSD (pelo que se justifica o apagamento deste…). É que o PSD setubalense nunca dispôs, não dispõe nem parece que alguma vez venha a dispor de tão ostensivos meios de fortuna. O partido, cá por estes lados, foi sempre muito remediado, a contar cada tostão e a recorrer aos militantes para pagar algumas contas, até mexerucas. Sim, pobrete, mas alegrete e… bem vivete!
• Demonstram que o dinheiro gasto (vão ter que ser prestadas contas, lá mais para o fim da festa) não o foi em jantaradas ou outras aventuras desgarradas e talvez mal pagas, mas sim e estrictamente no interesse da campanha, em cartazes pouco felizes, mas bem intencionados e ali à vista de todos.
Nota final:
Pena foi que o Partido Social Democrata de Setúbal não tivesse apresentado candidatura à presidência da Câmara Municipal. Crê-se que é a primeira vez que tal sucede e, embora se desculpando que não o tenha feito nesta oportunidade, para não atrapalhar a candidatura de Fernando Negrão, espera-se que seja a última vez que tal se verifica. É que os partidos constituem-se para fazer política e concorrer a cargos políticos. Aceita-se que, com eles, concorram cidadãos isolados. O que já é muito difícil de aceitar é que os partidos se demitam das suas responsablidades, em favor de meros cidadãos desenquadrados. Homens providência? Yo creo en ellos, si, pero que nos los hay, no los hay! Ai... ai...
Ámen!
...
564. "Setúbal é de todas as cores"
...
Que mal teria feito o PSD ao candidato ou ao respectivo staff, para que tanto o queiram descolorir, apequenar, apagar talvez?
Jamais passou pela cabeça de alguém com um mínimo de “social-democracia” genuína “apagar” o partido de modo tão evidente!
É que nem se justifica, ainda que seja “para ganhar Setúbal” e não “para que Setúbal ganhe”, como, aliás, deveria acontecer.
Sofrerá o PSD de qualquer maleita, qual sarna, sendo necessário disfarçar a sua existência para que os eleitores não se assustem e debandem?
E, se assim é, quem inventou tão iluminada teoria? Certamente que não foi um social-democrata. Certamente que não foi um amigo do PSD.
Poderá, quando muito, ter sido alguém a quem o PSD faz jeito para algumas coisas, tal como o primo lélé da cuca da família, que é muito bom para carregar as mobílias nas poderosas espáduas, mas, se e quando aparece alguém de fora, é pressurosamente fechado no saguão, de boca selada, para que as visitas nem sequer suspeitem da presença de tal inconveniência e não fujam assustadas… para não mais voltarem.
Pois… Ao que chegaste, PSD setubalense!
…
563. "Governar com eficácia"
Só assim se compreende que o “espírito” que presidiu à terceira série de cartazes – que se julgaria que iria melhorar em relação às anteriores, dado que, por norma, com os erros se aprende – se tenha mantido inamovível, autista, na linha das antecedentes.
Através dela e mais precisamente do cartaz acima, se constata que o candidato prossegue a sua saga na convicção de que estará a candidatar-se a primeiro-ministro para… governar, pois então!
Já as questões do “cartão do idoso” e da “promoção do emprego” haviam feito suspeitar de que esse era o objectivo perseguido. Confirma-se. Ainda ninguém desfez o engano em que se anda mergulhado.
Sabe-se o que o termo governar significa. Quanto a isso, não há dúvida. Mas, na língua portuguesa – como nas outras, aliás – as palavras assumem quantas vezes significados muito próprios, consoante a área em que se movem o emissor e o receptor das mensagens.
Assim, a nível eleitoral, é ponto assente que só governos… governam. Misturar “alhos” com “bugalhos”, para além de descuido, que não se pode ter em política, só pode significar que se pretende confundir ou… que se está confuso, muito confuso.
Por sua vez, o “Vota Fernando Negrão...................vota PSD” é um verdadeiro achado e diz muito acerca da candidatura e de quem manda em quê e em quem!
Quem diria que o PSD, partido sempre rebelde e, mais precisamente em Setúbal, habituado a todas as resistências, arrostando com as dificuldades inenarráveis de antanho, guerreiro destemido de tantas lutas e obstáculos imensos, batalhas que caldeiam as indómitas vontades, amoleceria de tal forma, caindo aos pés do e rendendo-se sem condições ao primeiro que lhe falasse um pouco mais empolado, apenas pela mirífica hipótese de arrecadar uns tantos votos mais!
Pelos vistos, nem só por dinheiro se pode perder a alma. Por uma problemática hipótese de um punhado de votos também.
...
quinta-feira, setembro 29, 2005
562. Notícia sensação de hoje: a competitividade portuguesa
(Não, não é a que pensa: não se tratava da derrota do FCP, que isso não é coisa de sensação)
A notícia realmente sensacional era outra. Assombrosamente sensacional, diga-se.
Ela aí vai, em duas parcelas separadas, porque de uma só vez poderia causar graves danos à caixa do entendimento de muita gente, eu incluído (o melhor é sentar-se depressinha, para não cair de costas):
1. Portugal subiu no ranking dos países com melhor competitividade. Encontra-se agora em 22º lugar (póóóóing!).
Confesso que esta me deixa atónito. E não encontro explicação para o facto, a menos que a fonte da notícia seja o governo que alguns - embora sem grande convicção - dizem por aí que temos. Só pode n'é?
2. Nesta ascensão (infelizmente ainda não aos céus, mas enfim!...) ultrapassámos mesmo a Espanha (póóóóóing... póóóóóing!!!!).
Esta é fácil de perceber e até de admitir. Os dados devem referir-se ao período estival que acabámos de atravessar.
Ora, em Espanha também esteve um calor danado. Pior mesmo do que o de cá. E, como eles têm, por lá, o salutar hábito de dormir uma siestita, o que aconteceu, pela certa, foi que lhes deve ter dado a moleza, a modorra, tendo-se alongado na siestita e a gente - tá bem de ver..., espertos que somos que nem melros ou gaios ou lá o que é... - não estivemos com mais aquelas. Logo aproveitámos e, apanhando-os a siestar e ainda por cima de costas, pimba, olaré! Aviámo-llhes a receita. Toma e embrulha!
Semos os maiores da Cantareira. Qualquer dia, ainda alguém nos descobre... Vão ver...
...
quarta-feira, setembro 28, 2005
domingo, setembro 25, 2005
560. Aqui teve começo esta aventura...
2005set08 - casa de Santo Estevao 007.jpg
(c) Ruvasa 2005 - Click na foto, para ampliar
Santo Estêvão
Sim, foi aqui que esta minha aventurosa passagem por este vale teve começo, há mais de seis décadas. A casa em que nasci (infelizmente já não é nossa, mas está entregue em boas e cuidadosas mãos) e a capela do baptismo. Sim, que não sou nenhum ímpio!...
...
559. O perigo mortal também pode ser belo (5)
558. Há sempre alguém...
há sempre alguém que diz não!
há sempre alguém que diz não!
557. O perigo mortal também pode ser belo (4)
sexta-feira, setembro 23, 2005
556. O perigo mortal também pode ser belo (3)
quinta-feira, setembro 22, 2005
555. O perigo mortal também pode ser belo (2)
quarta-feira, setembro 21, 2005
554. Este triste e pacóvio e estúpido rectângulo
* É agora "FF vai para tal sítio";
* é logo a seguir "FF ainda não chegou ao sítio para onde ia";
* é, um pouco depois, "FF há-de chegar e, então, cá estaremos em directo para levar a notícia aos ouvintes/telespectadores"…
Enfim!... Cretinice sobre cretinice!
. FF não praticou qualquer acto de benemerência, que enalteça o luso espírito solidário;
. FF não escreveu sequer obra literária de tomo, que engrandeça as Letras Portuguesas;
. FF não criou empresa que proporcione a milhares de pessoas um posto de trabalho e sustento.
Não. FF não fez nada disso.
FF é, tão simplesmente, alguém que se encontra a braços com a Justiça e que, antes de que fosse obrigada a ir prestar essas contas, se raspou, se pisgou, se pôs na alheta, deu de frosques para outro continente, como qualquer patifório e fujão arguido de delito comum, para se subtrair às responsabilidades, desde que tenha posses para tal.
FF volta agora por estar convicta de que tem imunidade.
E os cretinos andam loucos, esparvoados de todo e de cauda a abanar, a cheirar-lhe o rabo ou outras miudezas, como se quem chegou fosse alguém que, pelas suas capacidades e postura de cidadania impecável, se apresentasse impoluto e inamovível, para redimir a Pátria.
Que miséria!
Ah! FF é, como certamente já intuiu, caro(a) leitor(a), Fátima Felgueiras.
Que miséria!
…
553. O perigo mortal também pode ser belo (1)
segunda-feira, setembro 19, 2005
551. A pequenez humana na grandiosidade da Natureza
550. Notas do bisavô Manoel (1 )
Foram gueriadas as elleições da Camara pelos democratas e unionistas. Gainharão os democratas por 2. Ficarão 13 democratas e 11 unionistas mas para isso foi roubada a urna pellos democratas em Sernache e na de Pedrógão não deixarão votar os unionistas todos.
Já vem de longe…
1. Eleições para a Câmara Municipal da Sertã, Distrito de Castelo Branco.
2. Sernache é Cernache do Bonjardim, de Nuno Álvares Pereira.
3. Pedrógão é Pedrógão Pequeno, junto da Barragem do Cabril.
...
sexta-feira, setembro 16, 2005
548. A eternidade do autarca...
- Bem-vindo ao Paraíso! - diz este, à laia de recepção amigável - Antes de que você entre, há um problemazito que temos que resolver. Raramente vemos políticos por aqui, pelo que não sabemos bem o que fazer consigo.
- Sinceramente, não vejo onde esteja o problema… - responde o autarca - é só deixar-me entrar e pronto…
- Bem gostaria que assim fosse, mas tenho ordens superiores. Olhe, vamos fazer o seguinte: você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Depois, conhecendo um e outro, escolhe onde terá que passar a eternidade.
- Não é preciso tanto incómodo! – replica o edil - Já resolvi. Quero ficar no Paraíso.
- Peço desculpa pela insistência, mas temos as nossas regras, sabe?
- Bem, se tem mesmo que ser…
Deste modo, S. Pedro acompanha-o até o elevador e ele desce até ao Inferno.
A porta abre-se e vê-se no meio de um lindo campo de golfe. Ao fundo, o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com que havia trabalhado. Todos muito felizes.
O recém-chegado é muito cumprimentado, abraçado e inicia-se uma boa cavaqueira sobre os bons tempos em que tinham enriquecido sem causa, que é como quem diz à custa do erário dos munícipes.
Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. Quem também está presente é o Diabo, extremamente amigável, que passa o tempo a divertir todos com as belas piadas que conta.
Todos se divertem tanto que, antes de que o nosso amigo perceba, já é hora de ir-se embora. Despedem-se com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Chegado cá acima, tem S. Pedro à sua espera.
- Agora, tem que visitar o Paraíso – diz-lhe.
E, assim se fez. O nosso autarca passa 24 horas junto de um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Tudo vai muito bem e, num ai, o dia acaba e S. Pedro retorna.
- Então? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Está na hora de escolher a sua morada eterna – diz para o radiante autarca..
Este pensa um minuto e responde:
- Caramba! Nunca pensei... O Paraíso é muito bom, sem dúvida, mas acho que vou ficar melhor no Inferno.
Então S. Pedro leva-o de volta ao elevador que conduz o felizardo até ao Inferno. Chegado lá, a porta abre-se e ele vê-se no meio de um enorme terreno baldio, cheio de lixo. E nota que todos os amigos, com as roupas rasgadas e sujas, remexem o entulho e apanham coisas que vão metendo em sacos pretos.
O diabo vai ao encontro do herói da nossa história e passa-lhe o braço pelo ombro.
- Não estou a perceber… - gagueja o infeliz, já roxo de ansiedade e preocupação – Ontem, estive aqui... havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, dancei e diverti-me imenso com os meus confrades. Agora, porém, só vejo este monte de lixo e os meus amigos pelas ruas da amargura!...
O diabo sorri e diz:
- Pois é, amigo, é que ontem estávamos em campanha...
...
sexta-feira, setembro 09, 2005
546. FHC
Até aqui tudo bem.
Imagine-se, porém, que, a determinada altura, os jornalistas lhe perguntaram se, em face do que se passava, não encarava a possibilidade de vir a recandidatar-se uma vez mais à presidência da república brasileira.
Resposta:
- Oh! Não! No meu país há muitos políticos com experiência suficiente para facilmente se candidatarem e virem a exercer o cargo. Não é como em Portugal.
Apenas um desabafo, à laia de comentário:
Agora até um qualquer terceiromundista brasuca se dá ao luxo de nos insultar em público e nós nem podemos responder-lhe à letra, pois que, infelizmente, somos obrigados a reconhecer que pelo menos metade do que disse é verdade.
Porra de vida! Puta de sorte a nossa! Estamos mesmo transformados em pia de despejos de qualquer bicho careta, pois os nossos políticos não se dão nem nos dão ao respeito.
E não há quem corra de vez com esta tropa fandanga!
...
Isso, vão votando neles. Em vez de os correrem a voto nulo, vão votando nestes trastes!
...
Depois, não se queixem!...
…
quinta-feira, setembro 08, 2005
545. Tróia e cinco nótulas de registo para a posteridade
1ª nótula
Bacocos e ridículos continuamos…
Só assim se explica que tanta bacoquice e ridiculeza - só porque foram deitadas por terra duas pífias torres anãs – se tenha reunido ali para os lados de Tróia. Somos mesmo pequenos, pequenitos mesmo. E ridículos. Muito. Tão ridículos, que se montou todo um arraial com primeiro ministro e tudo, mais comes e bebes, apenas porque iam ser deitadas abaixo, num descampado areal, duas torres anãs, com trinta anos, que, nessas três décadas, jamais albergaram fosse o que fosse, nenhum préstimo tiveram, nenhuma memória do nosso passado guardando, pois.
Muitos convivas no acto. Como sempre, também muitos penetras. Os que não perdem uma. Entre os convivas (ou os penetras, não consegui destrinçar bem...) lá estava o inefável Rabiló.
Mas a suprema honra foi a do nosso primeiro. A assistir e armado em deita abaixo. É obra!
Desde o tempo de Guterres, maquinista-amador, a inaugurar pela terceira vez o combóio na ponte, que não se via motivo para tanta risota. De tristeza, claro!
Por outro lado, compreende-se: o empreendimento é do patrão de Portugal. Logo, portanto, por conseguinte, em consequência, havia que ir preiteá-lo. Ao beija-mão. Não vão as coisas azedar.
Mas que é ridículo, lá isso é. Ridículo e bacoco. Atitude pequenina, anã, como as torres. Tudo à mesma altura, portanto.
2ª nótula
O “maior” a implodir
Mas ao nosso primeiro não bastava ter assistido. Tinha mesmo que premir o botão, o botãozinho da implosão.
Assim mostrou à evidência, se é que já o não estava, que se trata do “maior” deita abaixo que temos em Portugal. O maior especialista em implosão que por aí anda. Pelo menos, o mais notório.
É bem caso para dizermos: estamos implodidos com este grande especialista em destruição!
3ª nótula
Afinal, era só show off…
… porque o nosso primeiro bem carregou no botão, no botãozinho (até teve um trejeito simpático…), mas era apenas fita. Não o deixaram ser ele a deitar abaixo as torres. Talvez porque alguém tenha entendido que a quota dele de deitar abaixo, de destruir, está já por demais esgotada…
Assim, ele lá apertou o tal botãozito, mas esse apertão apenas serviu para as câmaras, para a fotografia, pois que o verdadeiro botão fora entregue a mãos mais confiáveis, noutro local postadas.
Daqui se retira que até para deitar abaixo se recorre a meras encenações. Com este nosso primeiro, tudo é mero cenário. Bacoco.
Ora esta!...
4ª nótula
Mas vai continuar…
À chegada, jornalista pressurosa perguntou-lhe se esta era a primeira implosão de outras que estariam para vir.
Respondeu o nosso primeiro que sim, com aquele ar prazenteiro que tão bem lhe fica…
Eu não vos disse acima que, com ele estamos implodidos? E como nos paga mal, aí está a receita completa: implodidos e mal pagos! Como sempre, claro!
5ª nótula
De gargalhada…
Quem não gostou nada de toda esta “cena” foi o Coordenador da Defesa Civil do Território, de Setúbal. Deu mesmo à casca e a TSF esteve todo o santo dia a repetir-lhe o tempo de antena, pisando e repisando a mesma desassisada tecla. (Como a TSF e outras como ela, tanto gosta de fazer, aliás... Cheirando-lhe a escândalo... tanto lhe faz que o que o entrevistado-espicaçado diga verdades como sandices...).
Imagine-se que Tróia está do lado de lá da baía de Setúbal, relativamente a esta cidade. E situa-se no concelho de Grândola. Pois calcule-se que o homem estava “piurso” porque o evento esteve “guardado” pelos bombeiros de Grândola e de Alcácer e ninguém preferiu lá meter os bombeiros de Setúbal.
Neste país anda tudo doido. Positivamente. Tudo o que é bicho careta tem tempo de antena para dizer o que lhe apetece e lhe parece. Como normalmente só apetece e parece dizer coisas insensatas, é o que se vê.
Calcule-se que pretendia o homem que deveriam ter sido os bombeiros de Setúbal a assegurar a regularidade e segurança do evento e não os de Grândola ou de Alcácer. Porquê? Em que se baseava o perito-especialista?
Pois bem, defendia que, em caso de necessidade, os pompiers de Setúbal (que, para lá chegar, teriam que sair do quartel ir até ao cais, esperar que o ferry estivesse pronto, embarcar as viaturas e homens e fazer uma travessia que não demora menos de meia hora, esperar que o barco acostasse, que as comportas do ferry se abrissem, e, finalmente, desembarcarem e dirigirem-se para as torres...), chegariam a Tróia primeiro do que os outros, que apenas teriam que fazer uma estrada cheia de rectas, que, num caso e no outro, os colocariam lá em menos de um quarto de hora.
Um tal argumento causa já preocupações, porque não é normal que uma pessoa – para mais um perito a quem está entregue a defesa civil de Setúbal - ache que, nestas condições, os bombeiros setubalenses chegariam primeiro do que os outros.
Mas isto, no caso de os firemen de Grândola e Alcácer ficarem no quartel, deitaddinhos, na sesta, à espera que os chamassem, em vez de a postos em Troía. Como era o caso, evidentemente...
É assim. O homem queria protagonismo, andava morto por ter tempo de antena, já que todos os colegas espalhados pelo país e os bombeiros estão fartos de mandar bocas, só ele, coitado, nada. Ninguém lhe dava uma oportunidade.
Ofereceu-lha a TSF - que se desunha por coisas destas - e ele, claro, não se fez rogado e vá de jetter cá para foré tudo o que lhe ia na almé. Até aqui, tudo bem. O mal é que parece que o que entendia era pouco… bem pouco...
...
A governadora civil - Teresa Almeida - parece não ter gostado muito da graça - com razão, diga-se - e deu-lhe forte nas orelhas. Só se perderam as que caíram no chão, tal não está o... coordenador, hein?!
...
É ou não de gargalhada?
…
544. O nosso humorístico primeiro
O nosso primeiro mostrou-se hoje em todas as TVs e rádios (os jornais, confesso, não vi, por ter andado em viagem) verdadeiramente eufórico por o último trimestre da nossa economia, cujos dados estatísticos foram agora dados a conhecer, mostrarem que houve um crescimento da ordem dos 0,5%, relativamente a igual período do ano passado.
O Peres Metello veio fazer coro com o humorístico (não confundir com humorista, por favor). O que não admira, pois que também ele é humorístico que baste.
Dizem os economistas – que o nosso primeiro não é… – que tal crescimento significa, pura e simplesmente, estagnação.
Diz o ministro da finanças, que ele escolheu – depois de o outro não ter estado para aturar “aquilo” – que será talvez exagero falar já em recessão, mas que sem dúvida alguma temos estado e continuamos em estagnação.
O nosso humorístico (não confundir com humorista, por favor) primeiro, porém, só ouve o que lhe convém, ou seja o Peres Metello, que é da mesma capelinha.
E, vai daí, acrescenta que, comparado com igual período do ano passado, ou seja, trimestre do Euro, o crescimento teria sido mais sustentado, portanto melhor. Aí estaria a reviravolta, já para não dizer o reviralho.
Esquece-se o referido humorístico (não confundir com humorista, por favor), porém, de esclarecer que essa melhoria (que, na opinião dos economistas, que ele não é, não é melhoria mas estagnação) se ficou a dever ao consumo interno, das famílias, principalmente.
E esquece-se também – talvez propositadamente, quiçá para isso devidamente instruído – que, no trimestre a que se refere, se verificou uma corrida louca a bens duradouros e de valor, portanto, bens que não se vão acabar tão cedo e, portanto, não vai ser necessário substituí-los por outros a curto ou mesmo médio prazo, como antecipação à entrada em vigor da nova taxa do IVA.
Foi o caso dos carros, dos electrodomésticos e de tantos outros bens do mesmo género.
Logo, este crescimento tem as virtualidades do que se verificou o ano passado, mais ou menos pela mesma altura, por ocasião do Euro, ou seja, como dizia a canção, é nuvem passageira, que com o vento de vai, é sol de pouca dura, folha morta, pronta a ser levada pela mais pequena brisa que venha a soprar.
Enfim! Cada qual ilude-se com o que lhe parece… O nosso humorístico (não confundir com humorista, por favor) primeiro, deixa-se iludir com estas loas que alguém lhe segreda, levando-o a acreditar em contos de fadas.
E, lá no seu entendimento de raspão, olha para nós e avalia-nos asnos.
É isto! A isto estamos entregues.
…
quarta-feira, agosto 31, 2005
543. Não há quem os bata…
Na verdade, só eles, como Mário Soares, são capazes de dizer e de fazer hoje o contrário do que repudiaram ontem e, não obstante isso, continuarem a mostrar-se aos gentios com o mesmo facies risonho e descontraído.
Mas, relativamente a Soares, a surpresa, se a houvesse, nem seria muita, já que o homem foi assim toda a vida. Pelo menos, desde que, a partir de 1974, melhor o conhecemos. Soares foi sempre o político mais descarado e ziguezagueante que Portugal alguma vez teve, pelo menos tanto quanto consta dos anais da nossa História
Na verdade, quem se não eles seria capaz de, como Manuel Alegre, o homem frontal e directo e de antes quebrar do que torcer, o poeta do “há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não” – que agora confirmou não se tratar de autobiografia… – proferir um discurso – lido!… – de 10 minutos a dizer uma coisa e, no último parágrafo, contradizer-se relativamente a tudo quanto antes afirmara em tom gongórico e, como todos os gongorismos, de forma fátua, sem utilidade, apenas frases ocas.
Como ele próprio se encarregou de demonstrar, o seu verso é falso. Nem sempre há quem resista. Ele, pelo menos, não o faz.
E o mais estranho é que tenha conseguido, em discurso – lido!... – passado tanto tempo a “justificar-se” dizendo que não dividiria o partido. Será que não se apercebeu de que essa justificação é encargo que deve caber a Soares, já que ele, Alegre, ainda que triste, se disponibilizara primeiro?
Quem não consegue aperceber-se de coisas tão simples, de tais contradições, não deve, na verdade, concorrer ao cargo de presidente da república, porque está mais do que visto – provou-o ele próprio – que não tem condições minimamente aceitáveis para o lugar.
Deste, enfim, estamos livres. Pena é que não o estejamos também dos outros dois… Sim, Soares e Cavaco. Venha gente nova, que estes são velhos e relhos e estamos fartos deles.
...
Deus nos proteja, que bem precisamos!
...
Só nos resta uma solução, para tentarmos mudar este status quo que nos menoriza, amesquinha e envergonha até à medula a cada episódio mais trágico-cómico: votar nulo. É o que farei, é o que tentarei levar os meus concidadãos a fazer.
...
Por questão de dignidade!
...
sexta-feira, agosto 26, 2005
541. Baptistério de Florença
quarta-feira, agosto 24, 2005
540. Coliseu de Roma
domingo, agosto 21, 2005
539. Três semanas depois o homem apareceu…
Mas nessa altura não podia, porque estava muito ocupado com os leõezinhos quenianos.
E que veio ele, o "nosso primeiro", dizer?
Que vinha dar uma palavrinha aos bombeiros, que tinham sido uns heróis e tinham desempenhado muito bem a sua missão.
Estamos de acordo. Ele e eu. Os bombeiros e as populações desempenharam muito bem as suas missões.
Pena foi que nem toda a gente tivesse procedido desse modo responsável. A começar por ele próprio, que foi quem menos cumpriu.
Porque estava cansado, ao fim de 4-meses-4 de governo, teve que ir descansar lá fora. E se os bombeiros, com muito mais razão para estarem estafados, seguissem tão nobre exemplo e tivessem ido de férias também? Mas não, os bombeiros, por muito cansados que estejam, por muito abalados que estejam com a morte de colegas, no desempenho das suas missões, não foram nem vão de férias, ao fim de 4-meses-4 de trabalho. Não abandonam os seus postos. Mantêm-se neles a pé firme. Até cairem.
Disse também que ontem foi o dia das grandes aflições e em que os bombeiros não conseguiram debelar a enorme quantidade de fogos.
Uma tal afirmação revela que quem a faz não sabe do que está a falar. Mas o nosso primeiro tem desculpa para dizer coisas assombrosas como esta. Ele não estava cá antes. Portanto, não podia saber que o que estava a dizer não passava de uma desajeitada e infeliz boutade. Se cá tivesse estado, como era seu dever, teria sabido que o que disse não tem senso e mais parece uma brincadeira de mau gosto para com os bombeiros e, principalmente, para com as populações que tanto têm sofrido com este terrorismo.
Finalmente, disse que o que tinha ali ido fazer (à Pampilhosa da Serra), era dar uma palavrinha aos bombeiros. Para as populações… nada.
Para ele, para o “primeiro” que nos calhou em sorte, as populações não contam, as populações que ficaram sem haveres, que passaram por tremendas horas de angústia e perigo, a que todos assistimos, menos o “primeiro” que nos saiu na rifa, porque andava a safariar leõezinhos no Quénia, esses não contam nem merecem uma palavrinha.
A isto chegámos. É a isto que estamos entregues.
...

















