quarta-feira, março 08, 2006

687. Com árbitros de apitos sem cor...




... as coisas são mais fáceis para o Sport Lisboa e Benfica.


E são mais fáceis, mesmo que as arbitragens, como a desta noite, não se mostrem muito equitativas...


Por que será?




Campeão europeu despedido do título - 0
*
Sport Lisboa e Benfica - 2
...
...
Uma vez mais ficou demonstrado que só gostamos de bater nos grandes. E na nossa Liga. A dos grandes campeões, claro!

686. Choque de duas Eras


O que estamos a assistir hoje no mundo, não é uma guerra de civilizações, nem uma guerra de religiões.

É um choque entre dois opostos, entre duas eras. É um choque entre uma mentalidade que pertence à Idade Média e outra mentalidade que pertence ao século XXI.

É um choque entre a civilização e o obscurantismo, entre a civilização e o primitivismo, entre a barbárie e o racionalismo.

É um choque entre a liberdade e a opressão, entre a democracia e a ditadura.
(...)

O blog Letras com Garfos está a exibir um vídeo de uma entrevista de Wafa Sultan, psicóloga americana de origem árabe, à cadeia televisiva Al-Jazeera, que, pela sua importância, sugiro que veja. Aqui.

Deixe correr o vídeo até ao fim. E aconselhe-o a outros. Vale a pena.
...

685. Co-incineração - Autoritarismo e ingenuidade

Autoritarismo

A co-incineração de Resíduos Industriais Perigosos ficará na história da nossa democracia como protótipo da deliberação autoritária, que usa o disfarce da democracia formal para manipular cidadãos e instituições para além do que é admissível.

Alicerçado numa maioria absoluta, o Primeiro-Ministro José Sócrates no seu estilo prepotente e autoritário declara: Co-incineração dos RIP é para avançar em breve nas cimenteiras de Souselas e Sécil/Outão.

Violando a legislação em vigor e, “retocando” a seu bel prazer o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida – POPNA, versão inicial de 2003, que tinha sido submetida a discussão pública e que não permitia a co-incineração, foi alterado de modo a garantir este processo de queima de resíduos, sem que aquele procedimento legislativo tivesse sido considerado. Pura desonestidade de processos!
(…)
(extracto de um artigo de Maurício Pinto da Costa, presidente da Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão e estrénuo defensor dos interesses desta região, recentemente falecido, publicado no Site da LASA)

O ilustre setubalense de adopção não podia ter sido mais certeiro na sua análise. Aliás, sabia-se que era assim mesmo. Podia-se dele discordar – e muitos o fizeram – mas havia que reconhecer-lhe os méritos e a total entrega à defesa desta sua dama que é a região de Setúbal, sem olhar a esforços ou conveniências pessoais. Com o seu passamento, Setúbal perdeu um verdadeiro e muito esforçado Amigo.

No entanto, Maurício Costa não nos deixou sem antes alertar todos quantos não estejam imbuídos de má fé ou tolhidos por interesses obscuros para mais esta malfeitoria que a Setúbal está a ser feita.

Com isso, pôs à mostra, de forma iniludível, o autoritarismo socrático que, no caso vertente, fará com que Setúbal sofra no seu ambiente e na pele e pulmões dos seus habitantes males que bem podiam ser evitados, se, da parte do primeiro-ministro com que a roda da fortuna nos "premiou", houvesse um pouco menos de autoritarismo (que nunca é pouco) e um naco mais de bom senso (que em caso nenhum é muito).

Honra lhe seja, Maurício!

Ingenuidade

Mas não há autoritarismo que não resulte, pelo menos em boa medida, de ingenuidades várias que, despertadas a posteriori para as realidades da vida, têm tendência a cair em estéreis lamentações. Razoavelmente, diz o povo que, quando a cabeça não pensa...paga o corpo.

E é assim que causam alguma surpresa as manifestações de desagrado que, um pouco por todo o lado, nas margens do Sado e também nas do Mondego, surgiram já ou se preparam para surgir.

Na verdade, com que legitimidade se revoltam e bradam aos céus, em desespero de causa, setubalenses e conimbricenses?


Efectivamente, sabiam já qual a fixação do actual primeiro ministro no domínio da co-incineração, uma vez que tudo era conhecido desde que o homem passara pela pasta do Ambiente, no governo de Guterres. Isso, não obstante ter, entretanto, sido encontrada outra solução bem menos gravosa para o ambiente natural e para as populações, inclusivamente com melhores efeitos económicos. E é bem conhecido, também, o poder inamovível que tem qualquer fixação.

A despeito de tudo, setubalenses e conimbricences não hesitaram em contribuir para que a teimosia, a arrogância e o olímpico desprezo pelo sentir de compatriotas seus, evidenciados por Sócrates, fossem presenteados com uma maioria de assentos parlamentares. Absoluta.

Duvida? Então aí ficam os resultados, para memória futura:

Na eleição da Assembleia da República, realizada em 20 de Fevereiro de 2005, os resultados nos concelhos de Setúbal e Coimbra, foram os que seguem:


Setúbal
A nível concelhio, o PS venceu as eleições com 43,11% dos votos;
em Nª Srª da Anunciada, freguesia em que está localizada a cimenteira Secil, venceu igualmente, aqui com 43,62% dos votos
...
Coimbra
A nível concelhio, o PS venceu as eleições, com 45,68% dos votos;
na freguesia de Souselas, venceu igualmente, com 41,97% dos votos.


Assim sendo, cabe perguntar, tanto a setubalenses como a conimbricenses:

- Queixam-se, afinal, de quê?

- Quando decidiram, de forma esmagadora, colocar José Sócrates no poder absoluto, arrogante e autoritário do País não dispunham já de informação suficiente que lhes permitia avaliar o que o homem iria fazer no concernente à co-incineração?

É, não é? Pois…
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Q.E.D. ou, mais extensamente, Quod erat demonstrandum

terça-feira, março 07, 2006

684. VPV, inspirador de instintos proto-assassinos

Sob o título “Uma santanete”, Vasco Pulido Valente, o avinagrado cronista da praça portuguesa, deu, em “O Espectro”, blog que partilha com Constança Cunha e Sá, uma danada “sova” em Clara Ferreira Alves.

O caso não me teria merecido qualquer reparo – nem simples ocorrência levada a registo de polícia de costumes seria porque não iria além de mera zanga doméstica, embora não domesticada, sem interesse, já que a sova não passou de figura de retórica - não fora a circunstância de ter provocado uma onda de comentários tão ao jeito da idiossincrasia portuguesa do bota abaixo e da invídia assassina, em que as piores características lusas logo por atacado vieram à tona de água.

Mas, porque deu causa a todo um alarido que alguns se apressariam a apelidar de infame, resolvi intervir, em comentário ali postado, de que dou conta a seguir.

É tempo de as pessoas – principalmente os chamados opinion makers – assumirem as responsabilidades que lhes cabem na sociedade envolvente. Vasco Pulido Valente tem que ter isso em conta, sempre que se apresta para desancar alguém, já que isto não é – não pode ser – “o da Joana”, sob pena de trair a si próprio e à imagem que tem vindo a construir. Da imagem fará o que quiser; do arrastamento de outros, porém, é bom que o não faça, porque isso já lhe trará outras responsabilidades.

Viva, VPV!

Também eu não gosto da senhora em causa.

È pur...

Se não perdeu a lucidez e o sentido da conveniência e do ridículo, V., VPV, estará, a estas horas, bem arrependido de ter partejado (perdão, "parido" é mais apropriado) tal post.

É que, com ele, abriu portas para que logo surgisse, em catadupa, o pior que tem a idiossincrasia portuguesa.

Não crê? Acha que exagero? Então, convido-o a que leia com atenção o chorrilho de dores, invídias, necessidade de deitar abaixo que por aí ficou esparramado, até em alemão, imagine! Ainda por cima, cereja no topo do bolo, quase tudo anónimo, como convém a cobardolas que muitos de nós somos e, uma vez mais, aqui ficou demonstrado ex abundante.

V., VPV, é capaz de muito melhor. Está bem capacitado para ir além, muito além, da mera peixeirada de frustrados verrinosos, que da vida retiram como única satisfação não permitirem que alguém - seja quem for, até um VPV! - saia da mediocridade rastejante em que eles próprios se movimentam. A célebre invídia e necessidade de rebaixar o outro para, com isso e porque de outro modo não o alcançam, se levantarem eles, tão característica de portugas menores.

V., VPV, é capaz de bem melhor. Como já provou. Mesmo por muito ácido que se mostre - o que não constitui defeito por si só, mas é pecado mortal quando, consciente ou inconscientemente, arrasta outros menos preparados para tais aventuras.

Porquê, então, dar cobertura e, pior do que isso, suscitar uma tal merdice? Com a experiência que tem, certamente que não desconhece que, quem na merda chafurda, amerdado sai.

Ora, experimente lá apagar o post e tudo o que se lhe seguiu, pomposamente arvorado em comentário! Verá que, chegado à janela aí de casa, o sol lhe parecerá mais brilhante e primaveril... vivificante, enfim!

A vida, VPV, não é isso, negação constante e amerdamento. É, pelo contrário, afirmação, luz, construção.

A continuar como está... porra!

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Cumprimentos desanimados

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segunda-feira, março 06, 2006

683. Adivinha



Talvez ofereça um doce a quem conseguir adivinhar como se chama este senhor, grande amigo de um outro amigo setubalense, amigo esse que pôs o João Moreira Pinto a descansar por duas semanas.

Mesmo a propósito...
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Talvez mesmo ofereça mais um bolo a quem adivinhar de que zona do país vem este rico senhor.
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Errata:
Onde se lê "Moreira", leia-se "Vieira". GULP!

682. Reflexão suscitada pelo fim de semana


Raios partam a porcaria do processo
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.que nunca mais é julgado!


A continuar assim já não vai ser preciso para nada. Tudo estará já consumado.

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domingo, março 05, 2006

681. Setúbal e as Misericórdias Portuguesas





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o contrário do que correntemente se conta e escreve, tudo indica que Setúbal tenha sido a verdadeira precursora das Misericórdias Portuguesas.
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O que se conta e escreve correntemente, é que,

fundada em 1498 (lapsus calami, já que foi em 1492), pela Rainha D. Leonor (Leonor de Portugal ou Leonor de Viseu, nascida em 2 de Maio de 1458 e falecida em 17 de Novembro de 1525, foi rainha de Portugal de 1481 a 1495, pelo casamento com João II, o "Príncipe Perfeito") a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, cedo viu frutificado o seu exemplo de instituição preocupada com o bem-estar dos cidadãos portugueses mais desprotegidos. (…)

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Setúbal, cujo nascimento e importância remontam a época anterior à fundação da Nacionalidade, não poderia ter ficado indiferente ao movimento (…) que pelo país alastrava.

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Assim, escassos dois anos
(na realidade, sete) após a fundação da pioneira, foi criada a Santa Casa da Misericórdia de Setúbal, corria o ano de 1500 (leia-se 1499).

O que se transcreve é, com as correcções assinaladas, a História oficializada de uma parte da criação das Misericórdias Portuguesas, inspirada na visão humanitária da Rainha Leonor, mulher de João II.

No entanto, não estão aqui todos os factos reais, porque estes terão começado a verificar-se muitos anos antes do nascimento da rainha e precisamente em Setúbal, não em Lisboa.

A localidade de Xetubre (ou Chetubre) parece dever o nome ao rio que lhe desagua à ilharga, actualmente conhecido por Sado. A mais antiga referência escrita conhecida a este pertence a Edrici, sábio árabe, de Ceuta, que terá vivido no tempo do fundador da nossa Nacionalidade.

Terra alagadiça, situada entre a altaneira e cristã Palmela e a insalubre e sarracena Alcácer do Sal, Xetubre teve dificuldade em afirmar-se por si própria, mesmo após a conquista de Alcácer, em 1217.

Após a conquista, Alcácer recolheu para si os benefícios de ter passado a ser cabeça da Ordem Militar de Santiago, sendo um dos rendimentos da Ordem o imposto sobre a pesca, bem como toda a tributação do tráfego de mercadorias entradas pela barra do rio.

Esta situação, porém, degenerou em conflito entre o D. Afonso III e o Mestre da Ordem de Santiago, por ambos entenderem que tal rendimento a si era devido, conflito que terminou em acordo a contento de ambas as partes.

Continha o acordo, entre outras, a cláusula que dava a Setúbal a denominação e as atribuições de "porto obrigatório" de ntrada e saída das mercadorias. Deste modo, despontou Setúbal para a importância que actualmente tem, ao passo que, em contrapartida, Alcácer do Sal começou a perder influência.

Após este pequeno parêntese, regressemos à questão da “paternidade” do espírito que levou à criação das Misericórdias Portuguesas.

No séc. XIV, Setúbal ganha algumas terras que faz incluir no seu alfoz, ou seja, espécie de circunscrição administrativa, tendo os decididos e de vistas largas setubalenses de então

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(espécie cada vez mais rara por estas bandas, já que ninguém com poderes, legitimidade e foça anímica se tem oposto às maiores malfeitorias que a Setúbal têm sido feitas pelo poder central, limitando-se a digerir tudo o que lhes obrigam a que aceitem, como a questão da estúpida (e teimosa como tudo o que é estúpido e arrogante) co-incineração, de que falaremos em outra oportunidade, bem como mais um sem números de autênticas patifarias - por exemplo, a localização, em plena cidade, do porto para exportação de automóveis que, um dia destes, deixam de ser feitos cá, como, aliás, já esteve para acontecer, com a iminência da deslocalização da Auto-Europa…)
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demarcado termo de território próprio. Isto em 1343.

Quarenta e três anos mais tarde - em 1386, portanto - no decurso de várias diligências tendentes a firmar a personalidade jurídico-político-religiosa da sua terra, os mesmos setubalenses assinaram o Compromisso (atente-se no termo compromisso, que, mais tarde - 106 anos mais tarde, note-se - haveria de ser adoptado como designação para o estatuto da Misericórdia de Lisboa e, seguidamente, de todas as restantes) da Senhora da Anunciada.

Nesse Compromisso da Senhora da Anunciada, firmavam-se os setubalenses na intenção de realizar as sete obras da misericórdia, as quais ainda hoje servem de matriz a toda a acção das Santas Casas. São elas, dar de comer aos famintos, de beber aos sedentos, albergue aos passantes, vestes aos nus, visita aos enfermos, cuidados aos presos, sepultura aos defuntos e salvação às nossas almas.

Talvez seja de bom aviso do facto fazer passar a devida notícia, para que a verdade possa ver-se reposta e o mérito atribuído a cada qual segundo o seu real merecimento.


Aqui fica já uma pequena contribuição.

* * *

Alguns factos históricos mais relevantes e as transcrições foram, com a devida vénia, bebidos de trabalho do Prof. José Hermano Saraiva. Os restantes, recolhidos em leituras diversas.



Adenda
2006.Março.05 - 18,17 horas


Circunstâncias envolventes concorrem para a defesa da tese de que terá sido em Setúbal que a Rainha Leonor bebeu a inspiração para a criação das Misericórdias, uma vez que é sabido que a Corte de então passava grandes temporadas em Setúbal e Palmela.

(Foi aqui, por exemplo, que D. João II, liquidou a conjura que se armara para o assassinar, facto que se conta em poucas palavras:

Diogo, 4º Duque de Viseu e de Beja, irmão de Leonor de Viseu, sobrinho de Afonso V, depois também Duque de Bragança, Condestável do Reino e governador do Ordem de Cristo, por agraciamento de Afonso V, gozava de especial privilégio pelo poder que detinha e por ser irmão da rainha.

Cabecilha da oposição ao Príncipe Perfeito, quando este subiu ao trono, em virtude da política centralizadora e absolutista do monarca, conjurou-se com outros fidalgos para assassinar o cunhado e o príncipe herdeiro, com o que contava poder aceder ao trono, no que foi impedido pelo próprio rei que, tendo tomado conhecimento dos planos, com o pretexto de o consultar sobre questão relacionada com os Descobrimentos, o chamou a Setúbal, onde, em 1484, o apunhalou até à morte, ao que se supõe num dos salões do edifício onde hoje funciona a sede do governo do distrito).

Não é, pois, de excluir que, tendo tido conhecimento da existência da iniciativa setubalense das Obras da Misericórdia da Senhora da Anunciada, a rainha Leonor a tenha alargado a todo o país, através da criação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a que dezenas de localidades e populações portuguesas aderiram de forma exemplar.
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quinta-feira, março 02, 2006

680. Azurara

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Para o meu amigo
AZURARA

quarta-feira, março 01, 2006

679. Sulista



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Para a minha amiga
SULISTA

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

678. Promessas são promessas...



al como ele tudo prometeu a todos - para além do bacalhau a pataco, ele próprio - também eu prometi a mim mesmo que tudo hei-de fazer, por muito difícil que se mostre, para dar-lhe um ar mais simpático e afável, a benefício - seu e nosso.

Contrariamente ao que acontece com ele, eu tento cumprir o que prometo.

Assim, aqui estou em mais uma tentativa. E não vou ficar por aqui. Não descansarei enquanto o noss'primêro não aparecer aqui são como um pero, belo como Adónis, afável como Sileno saciado, esforçado como Madre Teresa de Calcutá, inocente como o filho de Gepeto.

Ao menos no aspecto geral...

Promessas são promessas...
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domingo, fevereiro 26, 2006

677. Fim da Década das Trevas

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SLB - 1 FCP - 0


Finalmente, os futebolistas do meu clube - e o respectivo treinador - deixaram de entrar em campo todos borradinhos de medo, sempre que jogam com o FCP.
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Parece que a Década das Trevas está a chegar ao fim.
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Claro que, para o efeito, muito tem vindo a contribnuir também o processo Apito Dourado, mas isso é outra história.
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sábado, fevereiro 25, 2006

676. José Luís Arnaut

Numa altura em que a Europa ainda luta por unir as pessoas e dar-lhes um sentimento de pertença, uma nova iniciativa por parte da União Europeia (UE) vem lembrar que o desporto, particularmente o futebol, parece finalmente estar a ser reconhecido pelos políticos como mais do que um simples jogo.

Coesão social
Claro que o desporto como suporte de coesão social não é uma ideia nova - os romanos usaram-no por todo o Império, com as consequências que se conhecem. E ainda que o futebol possa ser visto como forma aglutinadora de paixões ou de divisão, o certo é que permanece como a mais popular modalidade na maior parte dos países da Europa, pois as corridas de carros puxados por cavalos e os gladiadores não mais arrastam multidões.

Apoio político
Por isso, parece um ponto sensível o facto de as autoridades do futebol trabalharem no sentido de encontrar uma forma de fazer com que o jogo nos faça sentir mais europeus. Ao mesmo tempo, o próprio futebol poderá beneficiar do apoio político que muitas vezes tem faltado no passado.

Arnault supervisiona
Em Novembro passado, sob os auspícios da presidência do Reino Unido da UE, o ministro do Desporto britânico, Ricard Caborn, colocou em marcha a Revisão Independente do Futebol Europeu, lançada esta semana durante uma conferência de imprensa, em Londres, onde Caborn se juntou ao Director-Executivo da UEFA, Lars-Christer Olsson, e ao antigo ministro português da Presidência, José Luís Arnaut, que supervisionará o estudo.

....................................................SEGUE em "Mais do que um jogo"

675. A bela Ilha de Moçambique (2)

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..
O
antigo
tribunal

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

674. Táqui tálá... Já tá...


...eu cá não acredito, pruentos!

ISTO É
VONTADE
DE DEIXAR
MAL O
PS !

673. Se Deus não nos acode…






Um para o outro ?
Bem, muito bem...



Na Assembleia - da República das Bananas - que temos, foi abordada hoje, entre outras e en passant, a questão do já celebérrimo CSI, ou seja, Complemento Solidário para Idosos.

Falou o noss’primêro que dissertou realmente sobre coisa nenhuma, comme d’habitude, e seraficamente sobre o tal de CSI, verdadeiro crime sem investigação.

Conseguiu, imagine-se! – qual prestidigitador de Quadrazais de Cima… mas só à vinda para baixo, que à ida já ninguém o ouve… – descobrir méritos inescrutáveis em tal esmola dada/não dada aos velhinhos de 80 e mais anos, parcos em recursos económicos, mas fartos em literacia e alta instrução.

Disse coisas espantosas como estas:

1. que a medida é um excelente sinal das preocupações do Governo com os mais desprotegidos;

2. que está a ser um enorme sucesso, tanto mais que já entraram 2.000 (!!!!) processos em todo o país (só por gozo é que o homem se pode ter saído com tal…)
...
3. que, em face de tão desmedido sucesso, irá encurtar o prazo de aplicação da medida, ou seja, previa-se que, para o ano, além dos idosos de 80 e mais anos, passassem a ser contemplados também os idosos de mais de 75 anos e, assim sucessivamente, até ao final da legislatura; ora, o tal sucesso sucedido sucessivamente sem cessar levara o governo e o noss’primêro a decidir que, para o ano, entrarão não só os de 75 anos, como também os de 70.

Não sei se o leitor está a reparar em várias coisas curiosíssimas e que de imediato saltam à vista de qualquer pessoa com dedo e meio de testa:

a) Existirem “já” 2.000 processos entrados, vindos de “todo o país” revela duas coisas, em alternativa: ou não há velhotes de mais de 80 anos ou os que há não estão em condições de concorrer ao excelso “apoio”, por razões várias, entre as quais a famigerada cláusula que põe pais contra filhos e vice-versa (provavelmente nem o ditador mais ditatorial de que há memória se lembraria de tal medida de esperteza... mui esperta) que o noss'primêro e grande educador dos filhos deste país, além de excelso ofensor da dignidade dos velhotes portugueses fez inscrever na lei;

b) 2.000 em todo o país é um número risível e se o noss’primêro tivesse a noção do ridículo nem o daria a conhecer - está visto que não tem mesmo…;
...
c) Aquilo que o noss’primêro diz, para vincar tratar-se de um sucesso, ou seja, o de ir, no próximo ano, estender o benefício aos idosos de 70 anos e não apenas, como estava previsto, aos de 75 anos, só prova que, contrariamente ao que jura - sabe-se que, por via de regra, quanto mais se jura mais se mente -, não está a ser sucesso algum, mas, muito pelo contrário, um estrondoso fracasso, como era de esperar e, em devido tempo, se assinalou neste blog. A menos que o sucesso a que se refere o noss’primêro seja esse mesmo, isto é, tomar uma medida altamente lucrativa sob o ponto de vista demagógico, sem gastar tuste, que é o que ressalta de tudo isto.

Mais haveria para desmontar no discurso de S.Exa. Fiquemos, porém por aqui. Ocasiões não hão-de faltar.

* * *

Acabava o noss’primêro e grande educador dos filhos deste país de botar faladura e de sentar-se, eis senão quando, de supetão, cheio de ímpeto, se levantou o noss’segundo e, quando se esperava que apontasse, ao menos, algum dos pontos acima indicados e mais uns quantos, como lhe cabia que fizesse, eis que, perfilado como convém, se limita a interpelar o noss’primêro quanto ao inconveniente da grande burocracia a que o processo obriga.

Palavras para quê? Trata-se do político português, soi-disant chefe da Oposição, em plena idade do vigor político e da determinação pessoal... Estamos, pois, esclarecidos!

Aqui ao lado, alguém nos segreda que ele é capaz de fazer melhor, bem melhor mas que se ficou por "aquilo", por razões aduzidas na Travessa do Possolo, ali à Estrela, que lhe foram ditadas ontem, pela noitinha, quando a correr foi receber instruções.

Deus nos valha,
porque se Deus não nos acode,
ainda uma mão cheia de nós se… trama!

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

672. Ora digam lá...


Ora dignem-se Vossas Excelências dizer se não são da opinião de que o nosso primeiro fica, deste modo, com ar muito menos arrogante e, em consequência, muito mais simpático e à maneira?
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terça-feira, fevereiro 21, 2006

671. Na nossa Liga...



Sport Lisboa e Benfica

* * *

SLB - 1 LFC - 0

Sim, na nossa Liga, vamos bem... como se constatou uma vez mais.
A jogar contra os pequenotes é que nos atrofiamos.
É isso, não gostamos de bater em putos...
Atitude que, aliás, só nos fica bem...

Ora, repitamos lá...

Sport Lisboa e Benfica - 1 Campeão Europeu em título - 0

Ah! Não se esqueça: Click na imagem, para ampliar
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670. Quem diria ?!...




Quem diria?!...

Não quero acreditar!... Há nesta notícia um grande lapso.

Ou, então, uma enorme patifaria. É que não pode ser... Não é verdade...

É uma injustiça, propalar-se tal infâmia!...

Então... e dos 150.000, não falam? Não eram 150.000 os que iriam ser criados?
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domingo, fevereiro 19, 2006

669. Recordando um grande português

Império

O primeiro sinal de quanto os Portugueses adoravam a Criatividade foi o da Trindade Cristã que Cabral fez passar pelo Brasil: a de Maria, Criatividade pura; a do Menino, o melhor para o mundo; a da Pomba, ocupação primeira para o homem. O segundo sinal foi o da criadoura grega da Ilha dos Amores que, no regresso de Calicut, solta os marinheiros das limitações do tempo e do espaço e, o que nunca conseguiram os Chineses, aplaude Confúcio até que se consiga atingir um alvo, depois casa com Lao-Tse, o qual declara que o primeiro dever do homem é ser aquilo que nasce, sem nenhuma obrigação social. O terceiro sinal é o do nosso Vieira com o Quinto Império em que Deus, com a totalidade do poder, substitue a mitológica deusa, símbolo da tristeza que tinha sua gente em se ver cativa, e do tempo e do espaço. Temos agora que avançar para a Criatividade-Império Final, sempre destinada a registar-se no futuro, e a que eu de bom grado chamaria Império do Cria Criando do Fica Ficando.



George Agostinho Baptista da Silva,
filósofo, poeta, ensaísta português do séc. XX, nascido no Porto, em 13 Fevereiro 1906, e falecido em Lisboa, em 3 Abril 1994.

668. A bela pasqualina


A bela
pasqualina

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

667. A bela Ilha de Moçambique (1)

saopaulo.jpg Posted by Picasa

O palácio de S. Paulo e o pedestal onde outrora assentava a estátua do Gama

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quarta-feira, fevereiro 15, 2006

666. Freitas do Amaral fez um grande amigo !

Freitas do Amaral tem, por esse mundo fora, um amigo do coração. Feito há poucos dias, mas com quem pode contar para sempre.

Com esta amizade, tão pressurosa quanto valiosa, Freitas do Amaral ganhou enormissimo respeito a nível mundial.

Nem todos conseguem amizades destas. Freitas do Amaral conseguiu. Fez mesmo tudo o que lhe era possível, para alcançá-la.

Suprema honra para ele, inaudito gozo para o país, esta consideração enorme do primeiro-ministro iraniano, o cúmulo da democracia e do saber viver em sociedade, o paradigma de tudo quanto todos pretenderíamos para nós próprios.

Benza-te Deus, Diogo!

Pelo menos, até que alguém te recolha a estância mais recatada e onde não possas ter destas bênçãos a recompensar-te pelo excelente trabalho que tens vindo a desenvolver!

Parabéns, Freitas, estás no bom caminho.

Que seria do país, que seria de nós sem um tão excelente ministro dos negócios estrangeiros?

Keep going, please!
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665. Tamos fêtos ao bife !...

cavakocrates.jpg Posted by Picasa Apanhada por aí, na Net - Click na imagem, para ampliar
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sexta-feira, fevereiro 10, 2006

664. Figura típica de timorense

timor_57.jpg Posted by Picasa Fotógrafo australiano - Click na foto, para ampliar

663. Pois...

A propósito dos cartoons de Mahomed, se ainda não viu, experimente ver este post no blog Freedom for Egyptians...
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quinta-feira, fevereiro 09, 2006

662.CSI – Crime Sob Investigação

Complemento Solidário para Idosos
ou
CSI
(Crime Scene Investigation? Crime Sob Investigação?)

Dificilmente em qualquer país deste mundo de patifarias, o nosso incluído, alguém terá congeminado e posto em execução acto de maior cinismo. De malvadez disfarçada de solidariedade, o que torna tudo ainda mais execrando.

O chamado Complemento Solidário para Idosos é uma vergonha, um atentado à dignidade daqueles que é suposto ir ajudar a viver em melhores condições, ou seja, os idosos carenciados, de mais de 80 anos. Trata-se de algo que qualquer governante, mais do que envergonhar-se de propor, deveria recusar-se a subscrever.

Inacreditável!

A todos quantos não tomaram ainda conhecimento do processo de habilitação ao recebimento de um complemento mensal de apoio “solidário” do Estado a idosos octogenários e mais velhos (que deverão ser milhões, cá no País, pelo que o Estado vai arruinar-se com esta medida…), aconselho vivamente a informarem-se.

No entanto, para já, aqui deixo alguns “dados” que vale a pena reter, para melhor avaliarmos as mentes que, ao que se diz por aí, nos governam.

Vejamos, então:

1. Quem quiser habilitar-se ao Complemento Solidário para Idosos (CSI) - que, repito, se destina a idosos com 80 anos e mais - receberá em sua casa uma carta apócrifa, de seis parágrafos, escritos em português rameloso, dando-lhe conta da excelente acção que está a ser levada a efeito em seu favor;

2. Com a referida carta apócrifa, receberá também
...
. seis impressos
. num total de 14 páginas
. das quais 3 são de instruções para o preenchimento
. das restantes 10, que, por sua vez,
. contêm cerca de 80 questões a que os velhinhos de 80 e mais anos terão que responder adequadamente, sem o que nada receberão;

3. As “instruções” são do tipo,

. se respondeu SIM a 1.1 salte para 3.4
. respondeu NÃO a 2.4? Então preencha o anexo A
. no caso de ter respondido SIM aos pontos 5.3 e 6.1 entregue o formulário ANEXO B e a respectiva declaração de IRS…

4. De entre as questões/obrigações a que o interessado terá que responder/cumprir constam exigências como a entrega de:

. fotocópia do cartão de identificação da segurança social
. fotocópia do cartão de contribuinte fiscal
. fotocópia do bilhete de identidade


e ainda

. Documento do período de residência considerado obrigatório (6anos)
. Títulos válidos de residência em Portugal
. Boletim de Identificação (mod RV 1013 DGSSFC ou mod. RV 1014-DGSSFC), consoante seja nacional ou estrangeiro
. Requerimento da Pensão Social mod. RP 5002-DGSSFC
. Documento comprovativo da data de início da pensão
.

5. Continuando…

Tem que preencher uma declaração através da qual
...
. "autoriza do Instituto da Segurança Social, I.P., representado por qualquer dos seus funcionários em exercício, a solicitar ao Banco de Portugal que indague, junto de todas e quaisquer instituições de crédito e obtenha a indicação das entidades bancárias onde o requerente tenha conta, e solicitar e obter junto de qualquer entidade bancária, parabancária, etc., toda a informação patrimonial relevante, designadamente saldos e movimentos de todas as contas à ordem, a prazo, de acções, obrigações ou outros valores mobiliários depositados, títulos, certificados de aforro e quaisquer outras aplicações, autorizando também a mesma Segurança Social na pessoa de qualquer dos seus funcionários a solicitar e obter informação relevante de índole fiscal."
...
Lê-se e não se acredita… Tudo isto para a concessão de meia dúzia de € a meia dúzia de octogenários e mais velhos… Lê-se e não se acredita!
...
6. The last but not de least
...
O velhote requerente terá igualmente que prestar informações acerca dos filhos que tem e dos rendimentos de que os mesmos dispõem, bem como dos respectivos agregados familiares.
...
E os próprios filhos têm que assinar uma certificação, na qual, entre outros compromissos, concedem aos serviços competentes da segurança social, o direito de proceder à averiguação dos elementos necessários à comprovação da veracidade das declarações que o progenitor prestou a seu respeito, a respeito dos seus agregados familiares e dos respectivos rendimentos.

Nota: Vá lá, vá lá… Dispensa-se a assinatura do filho, se este residir no estrangeiro.

Pidesco! Não há memória. Nem no tempo da outra senhora!
...
Apenas uma pergunta:
...
Nestas condições, quem é que está "habilitado a habilitar-se" à concessão do complementozito?
...
E não falo apenas da questão dos rendimentos, próprios ou dos filhos. Refiro-me também à circunstância de se saber quem é o velhote ou a velhota de mais de 80 anos que está em condições de responder a tão quilométrica e intrincada inquisição, sem que lhe dê um fanico e se vá desta para melhor. O que, pelos vistos, para os congeminadores de tal aborto, seria uma dádiva divina... Mais facilmente passariam por solidários... a custo zero.
...
Garanto-lhe - juro mesmo a pés juntos - que o preenchimento da declaração anual do IRS é muitíssimo mais simples.
...
Mas… o melhor é ir ver… Vá, que vale a pena!
ADENDA - 2006Fev09 - 22,10h -
...
Esta questão levanta ainda outro problema, que é o de fazer depender a atribuição do complemento aos rendimentos dos descendentes do interessado. Quer isto dizer que - contrariamente ao que a Declaração Universal dos Direitos do Homem pacificamente consagrou - o Governo que ora temos entende que cada pessoa não é uma individualidade per se, com deveres e direitos próprios, independente de terceiros, fazendo jus, portanto, a ser decentemente tratado pelo Estado, que tem o estrito dever de zelar pela sua integridade e dignidade, independentemente das circunstâncias que o envolvem.
...
Cada cidadão tem que ser tratado pelo Estado como pessoa independente, sem ter que estar submetida aos ditames de seja quem for, ainda que os próprios descendentes, pois que é bem sabido que nem sempre se conduzirão da melhor forma.
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Que seja o Estado - moralista inepto - a pretender moralizar os costumes de forma tão ínvia é que não lembraria ao diabo, menos ainda quando se trata de um governo sustentado por soi-disants socialistas.
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O tempora!... o mores!...
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terça-feira, fevereiro 07, 2006

661. Agora, sim, Caravaggio

Isaac.jpg Posted by Picasa Click na imagem, para ampliar

O sacrifício de Isaac
Michelangelo Merisi da Caravaggio
1590-1610, óleo sobre tela
Galeria degli Uffizi, Florença
Por ordem de Deus, no último momento o anjo trava a mão de Abraão,
assim impedindo o sacrifício do filho daquele, Isaac, futuro chefe das tribos de Israel
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segunda-feira, fevereiro 06, 2006

660. Lisboa. Jardim da Estrela

2005dez17 - Jardim da Estrela 3.jpg Posted by Picasa (c) 2005 Ruvasa - Click na foto, para ampliar

Amena cavaqueira no Jardim da Estrela,
em soalheiro fim de tarde de Inverno.
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domingo, fevereiro 05, 2006

659. Ceia em Emaús

ceia em emaus.jpg Posted by Picasa Click na imagem, para ampliar
CEIA EM EMAÚS
Diego Velazquez
obra de cerca de 1620, óleo sobre tela, 123,2 x 132,7 cm,
pertencente à colecção do
The Metropolitan Museum of Art, New York
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sábado, fevereiro 04, 2006

658. José Malhoa

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À beira mar
José Malhoa
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