domingo, abril 09, 2006

731. Felizmente...



... continua a guerra no balneário.

Encantados, os adversários agradecem penhoradamente.

Tal como agradecem que Köeman continue a parecer um zombie no banco e a desmotivar o grupo de trabalho, com declarações e entrevistas perfeitamente killers.
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730. Efeméride – A batalha de La Lys

Faz hoje precisamente 88 anos que se travou a batalha de La Lys.

Efectivamente, Em 9 de Abril de 1918, na região da Flandres, sector de Ypres a batalha de La Lys que pôs frente a frente a 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português, em França, na I Grande Guerra Mundial, num total de 20.000 homens, que o general Gomes da Costa comandava, e 4 divisões do 6º Exército alemão, com 50.000 militares, comandados pelo general Ferdinand Von Quast
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A batalha ocorreu no decurso da ofensiva “Georgette” do exército alemão, durou quatro horas e nela o Corpo Expedicionário Português perdeu 7.500 homens, entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros.

O desastre, acima de tudo a sua amplitude e rapidez com que aconteceu, terá ficado a dever-se à impreparação das tropas portuguesas, uma vez que embarcaram para França sem qualquer treino militar que antecedesse a partida, à falta de meios de combate e ao moral baixo dos homens, por todos estes motivos, o que provocou muitas deserções e até suicídios, à circunstância de o ataque alemão se ter verificado quando os portugueses se aprestavam, finalmente, para retirarem para linhas mais recuadas e protegidas, uma vez que no próprio dia haviam recebido ordens nesse sentido e bem assim à ausência de apoio por parte do exército inglês, no qual se integrava o CEP, já que o grosso das forças inglesas retiraram sem conhecimento dos portugueses, tendo-os deixado praticamente sós perante a grande ofensiva alemã.

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729. Nu (6)

728. Laocoonte ou o silenciamento da voz da precaução



O quadro é de El Greco e encontra-se na National Gallery of Art, em Washington DC



O episódio do cavalo de Tróia, a que se refere Homero na Ilíada, conta que, quando do cerco de Tróia, Laocoonte, sacerdote do deus Apolo, pressentiu o perigo que o cavalo de madeira construído pelos gregos e deixado abandonado no campo fronteiro às muralhas de Tróia representava, pelo que se opôs à ideia de o levar para o interior da cidade.

Foi então que o deus dos mares, Poseidon, afecto aos gregos, enviou duas serpentes marinhas para o calar, as quais o estrangularam e aos filhos.
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O cavalo foi levado para Tróia. O resto é conhecido.

Do episódio, para além da atitude preventiva de Laocoonte, ficou célebre igualmente a frase que terá proferido:

Timeo Danaos et dona ferentes

ou seja, ”Receio os gregos e os que fazem ofertas(sem justificação, evidentemente). O significado da expressão “presente envenenado” vai no mesmo sentido.


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O grupo escultório, que Plínio, “o velho”, atribui a três escultores da Ilha de Rhodes, é do séc. I e representa Laocoonte e os filhos atacados pelas serpentes. Pode ser visto numa das galerias do Museu do Vaticano
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727. Sporting-Porto...

... e Porto-Sporting, de há pouco tempo atrás.

É de menor lisura de processos bater em quem está por terra, derrubado, desconsolado, acordado do sonho em que vivia, mesmo que antes tenha evidenciado altivez deslocada e pouco simpática.

Por conseguinte - e também por que não está na minha maneira de ser - não o farei. Se bem que, por vezes, a vontade assalte...

Limiter-me-ei, assim, a introduzir aqui uma remissão para algo que escrevi há umas três semanas atrás, a 18 de Março precisamente, sob o título "À atenção do SCP".

Garanto que não sou bruxo nem tenho família para os lados da Arruda dos Vinhos. Limitei-me a alertar para o que "estava na cara".
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sábado, abril 08, 2006

726. É urgente !

725. O mne do nosso contentamento...

Constituiu interessante estudo dos vários modos de encarar factos incontroversos da vida política nacional, o pequeno inquérito que fizemos, no sentido de saber se, como ministro dos negócios estrangeiros, Freitas do Amaral, é... (enfim, o qu'é qu'é...)

Ora, hands on aproach, vamos lá apreciar (pela rama, como deve ser, que há coisas que não podem ser levadas muito a sério, sob pena de "eles" ficarem cá fora e acabarmos nós por ser internados...):

1. mais de 1/5 das respostas considera que Freitas é mau ministro dos negócios estrangeiros, o que não surpreende porque, salvo melhor opinião – que não será melhor – é-o na verdade. E muito mau mesmo. Sócrates ainda não percebeu isso, mas vai perceber. Ou, então, percebeu mas encontra-se em período de expiação e pagamento… o que até nem lhe fará mal algum, diga-se em abono da verdade.

2. quase 14% entende que o abrangente Amaral não ministra. O que é puro engano. Ministra e bem, caramba! Cada gaffe diplomática ministrada pelo de cujus é um hino à idiossincrasia freitiana;

3. as hipóteses mais votadas são as que consideram que é o que merecemos, por castigo, e que deve ir de férias para a Papuásia. Embora não discordando completamente da primeira, sou a entender que, por muito mal que tenhamos agido, certamente que não nos comportámos tão mal assim, de forma a merecermos punição tão desumana.


In the other hand, pretender enviá-lo de férias para a Papuásia, constituindo prova iniludível de que somos gente de bem (sim, porque eu também votei nessa), já que não lhe regateamos o merecido repouso em paragens longínquas, onde mais facilmente poderá esquecer amarguras e ingratidões, é igual e contraditoriamente bem ilustrativo do egocêntrico luso espirito. Então, porque não apreciamos (sim, porque eu, relembro, também votei nessa) as suas excelsas qualidades, despachamo-lo para os confins papuasianos, na tentativa de que outros desgraçados - que nada têm que ver com a história - lhe aturem as bizantinices?

4. mais de 10% estão mais virados para a circunstância de que é o ministro que nos coube em boa sorte, por prémio, o que causa grande surpresa, pois que se saiba, se nada de muito mal fizemos, também nada de tão bom como isso praticámos, para alcançarmos semelhante prémio;

5. finalmente, há quase 7% de respostas que gostam do mne, entendendo que o homem é um bom ministro. Não há dúvida de que há gostos para tudo. O que será preciso que um ministro faça de incorrecto para que seja considerado mau? Bater na avozinha centenária e artero-esclerosada? Cuspir na sopa? Chamar nomes feios à mulher do primeiro ministro (quando a há, evidentemente)?

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sexta-feira, abril 07, 2006

724. Digamos que...





... todos diferentes,
todos iguais!

quinta-feira, abril 06, 2006

723. Un piccolo divertimento

Buon giorno.

Un piccolo divertimento per lei. Qui.
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quarta-feira, abril 05, 2006

722. As mais belas baías do mundo



Talvez que este site ajude a perceber a razão que me tem levado a insurgir-me contra as patifarias que têm sido feitas a Setúbal e por que digo que os setubalenses - os adventícios tanto quanto os indígenas - não merecem a região que têm.
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imagem tirada de vídeo..

721. Homossexualidade



Antigamente a homossexualidade era proibida.
Depois começou a ser tolerada.
Hoje, dizem por aí que é normal.
Acho que vou emigrar.
Ainda a declaram obrigatória...
Autor desconhecido
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domingo, abril 02, 2006

720. Freitas strikes again


O ministro dos negócios estrangeiros do actual governo português deu mais uma entrevista.

Meu Deus! Como ele gosta de falar quando avista um microfone a jeito! Fala que se desunha. E, claro, sabe-se o que invariavelmente acontece a quem sofre de incontinência verbal. Diz o que deve e, quase sempre também, o que não deve, quantas vezes nem se apercebendo de que o fez. Deve ser problema resultante do barulho das luzes e do encandeamento dos flashes.

Mal chegado do Canadá, logo com aquele ar seráfico que tão bem lhe fica e de olhar arregalado que tão impressionados e aflitos deixa os interlocutores, falou, falou, falou… e, entre outras coisas, dixit:

- Em muitos dos casos (dos portugueses agora expulsos do Canadá ou em vias disso) o processo de expulsão decorria há já um ano.

Que os jornais e as rádios e tvs o digam, tudo bem. Agora o ministro dos negócios estrangeiros?!

Estão a ver como o ilustre governante-diplomata fala demais? Ele teria todo o interesse em que não se soubesse que a coisa estava em curso há um ano.

Porquê?

Porque Freitas e compagnos de route estão no governo há já mais de um ano.

E que providências tomaram neste entretanto? Quem poderá elencá-las?

A alguém que venha contrapor que esse era problema dos cidadãos portugueses alvos do processo e não do governo, sempre se dirá que tal não colhe.

E não colhe por duas razões elementares:

1. certamente que a questão era do conhecimento da representação oficial portuguesa no Canadá, desde o início, não podendo, esta e os respectivos dirigentes, no Largo do Rilvas e em S. Bento, ignorar tal facto, para mais consistindo a missão mais importante de qualquer representação diplomática em apoiar os cidadãos do país, sob pena de lá não estar a fazer nada e, portanto, ser dispensável (para frequentar os beberetes de pôr-de-sol não será necessário tanto espavento e tanto gasto, pois que bastará destacar um qualquer bon-vivant, ainda que incapaz, da Quinta da Marinha ou de outra qualquer quintarola similar);

2. mesmo que se tratasse de 20 ou 30 ou 50 portugueses, a obrigação dos representantes do governo seria a de prestarem o apoio e esclarecimento devidos; no entanto, tudo se agrava quando se trata de milhares (fala-se em 15 mil, mas também em 40 mil…), pois que a dimensão da expulsão era previsivelmente tal, que não é admissível que o governo tenha ficado um ano de braços cruzados, a olhar para o sete estrelo e a assobiar o tiro-liro e só tenha saído do torpor em que se achava, quando as coisas deram para entrar em turvação, com a contestação que começou a surgir, à medida que os nossos compatriotas desciam dos aviões na Portela e as “cuscas” estações de televisão indiscretamente lá estavam, para darem fé do que se passava…

Este é, pois, mais um caso provado de incompetência diplomático-governamental e da usual falta de apoio e protecção a cidadãos portugueses no estrangeiro. O que, diga-se de passagem e em abono da verdade, não causa grande admiração, já que cá dentro também não são protegidos e muito menos apoiados…

E este é, finalmente, mais um caso comprovado de incontinência verbal do titular da pasta dos negócios estrangeiros que nos coube em rifa. É que nem para ele próprio, para os seus interesses, é bom…

Com Freitas tem sido assim, de há mais de um ano para cá. A cada cavadela sua minhoca.

Assistindo a estas cenas, acredite-se que me arrepio, só de imaginar o que se passa nos encontros, meetings, cimeiras, cumbres, simples reuniões tête-à-tête ou diplomática ménage à trois, em que os interesses de Portugal estão em jogo.

Se Deus não nos acode…

719. Vai um café?



Agora, depois do almoço, cai muito bem!
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718. De outros blogs: "Hipocrisias tolas"

Governo misógino quer "paridade"
Um governo com apenas duas mulheres entre 17 ministros e só três secretárias de Estado num elenco de 31 fez votar no Parlamento uma lei da "paridade" contra a "subrepresentação" feminina nas listas eleitorais de todos os partidos. Se a hipocrisia pagasse imposto, o Executivo Sócrates iria à falência...
Pedro Correia, in CORTA FITAS

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Há escritos que nem precisam de comentários adicionais...
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717. De outros blogs: "Mais um bluff"

Uma leitura mais atenta dos documentos aprovados no último Conselho de Ministros ajuda-nos a colocar na sua verdadeira dimensão o esforço de reestruturação da administração central.
David Justino, in
4R - Quarta República.

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Os bluffs e "canhestrices" actuais - bem como os anteriores... - têm sido tantos, que mais um menos um já não aquenta nem arrefenta. Deixemos, pois, que a rapaziada se divirta, supondo que reestrutura e governa.

Temos todos arcaboiço suficiente para aguentar tudo e mais alguma coisa. E, quando não tivermos, fecha-se a loja, muda-se de ramo e abre-se ao lado, com outra gerência, quiçá com outros sotaques...

Ou nos enganamos muito ou a cada dia transcorrido razões novas surgem para que se ouça mais e mais gente a não se importar de ser governada por castellanitos... E a culpa nem é dos castellanitos, no señor!
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716. De outros blogs: "Indígena intelligentsia"

O Procurador-Geral da República contestou a ideia de ter de dar conta perante a AR da execução da política criminal, sendo hoje citado pelo Público (link disponível só para assinantes) como tendo perguntado: «Como é que um órgão de soberania responde perante outro, se não depende dele?»Ora, que se saiba, a PGR não é nenhum órgão de soberania, pelo que a observação citada é perfeitamente descabida. (...)
Vital Moreira, em Causa Nossa

* * *

Em Portugal fazem-se afirmações sobre afirmações de afirmações de outrem com uma ligeireza assombrosa. Ligeireza, sim, quando não pura má fé.

Não será preciso conhecer Souto Moura para, em benefício de dúvida, lhe conceder que sabe o que é um órgão de soberania e quais os órgãos de soberania existentes em Portugal. Para quem o conhece bem, todavia, o texto acima é completamente... surrealista, digamos, para sermos moderados.

Passar como sobre vinha vindimada neste particular e atirar mais uma acha à fogueira, convinha muito, porém, porque, a tal expediente não se recorrer, ficava-se sem assunto...

Mais um produto da nossa mais elevada soi-disant intelligentsia. Et, pourtant, quoi peut-on faire?
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sábado, abril 01, 2006

715. Em fim de tarde de sábado


Não é com muita frequência, pois há obrigações-devoções a que é forçoso dar atenção, mas, de vez em quando, lá temos, a Isabel e eu, a possibilidade de passar uma tarde de sábado entregues a nós próprios, passeando, visitando um qualquer museu ou exposição, mesmo qualquer ponto de interesse, entre Alcácer do Sal, a sul, Évora, a leste, Mafra, Alcobaça, Óbidos, Caldas da Rainha, Leiria mesmo, a ocidente e noroeste. E lá vamos andando, em calma e oaristo sereno.

Agradam-nos muito esses pedaços de tempo, em que o tempo parece não existir, tornando-se imaterial. Falamos de tudo e de nada e muitas vezes passamos mesmo longos períodos sem proferir palavra, por desnecessária. Temos já mais de três dezenas e meia de primaveras, verões, outonos e invernos de casamento, para o bem e para o mal.

De quando em vez, optamos por ir até à beira-mar lisboeta - já que a de Setúbal foi completamente estragada por uns senhoritos abusadores, uns tais, de entre os alarves que muito mal têm feito à cidade e ao concelho - aproveitando para, de frente para o rio, em esplanada aberta, apreciarmos o pôr-de-sol e tornarmo-nos, nós também, esotéricos.

Descobrimos tempos atrás o Piazza di Mare, ali mesmo à beira-Tejo, na Avenida da Índia, em frente da Cordoaria. No Piazza, por seu turno, descobrimos uns crepes absolutamente divinais. E, assim, lá vamos uma vez por outra, matar o vício.

A Isabel perde-se de amores por um com morango e mais não sei quê. Eu por um com duas bolas de gelado, uma de chocolate e outra de baunilha, tudo regado com chocolate quente.

Meus amigos, aquilo é de comer, repetir e abusar. Claro que não repito nem abuso, até porque já não estou em idade de abusar dessas coisas (e de outras, diga-se de passagem...), mas, por outro lado, aconselho:
Se não conhece ou, conhecendo, nunca experimentou os crepes doces do Piazza di Mare, vá até lá. O crepe não será cheap enough, mas, caramba!, vale a pena. E quanto ao atendimento nem parece estarmos em Portugal, Até pelo sotaque.

E o pôr-de-sol!...
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714. Sócrates agraciado

sexta-feira, março 31, 2006

713. Sonae quer esconder a co-incineração...

... dos turistas.

Este o título de uma notícia de 26 do corrente, no Setúbal na rede, O Portal do Distrito.

Pois...

Por que não Belmiro de Azevedo convencer o seu amigo Sócrates a ir queimar (-se?) para outros paragens?

Por outro lado, não é ele, Belmiro, que manda no País? A quem todos pressurosa e subservientemente acorrem para o beija-mão da praxis?

Então?!

Estará Setúbal condenada a continuar a ter tratamento underdoguesco? Por qualquer arrivista mal enjorcado que apareça? E por culpa dos setubalenses, filhos próprios ou adoptados, que, mais parecendo impotentes ou castrados, uma vez mais vão deixar-se vilipendiar?

Questões candentes que muito gostaria de ver respondidas.

* * *

Já agora, repare-se no “mimo” abaixo.

A páginas tantas da apresentação em Setúbal da iniciativa “Academia Aberta do Turismo”, organizada pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), Henrique Montelobo, ilustre administrador executivo da Sonae Turismo sai-se com esta:

- Não alinhamos em campanhas que afastem os turistas de Tróia

Surpresa... surpresa...


A quem se referia Montelobo? A Sócrates e ao governo, como seria curial e expectável, por estarem a destruir o ambiente em Setúbal e na Arrábida, mas também no empreendimento do amigo Belmiro?

Não, nada disso.


Estava, sim, a dar um puxão de orelhas a todos quantos vão manifestando a sua oposição à co-incineração na cimenteira Secil, que mais penaliza a Arrábida e toda a região.

Só faltou ao ilustríssimo administrador mandar expressamente calar quem se insurge contra mais este atentado feito a Setúbal. Ficou para a próxima. Desta vez quedou-se pela insinuação-aviso...

Em Portugal, é assim… no consulado de Sócrates, o consolado. E cidadão a vê-los passar...

Como não hão-de os portugueses renegar políticos e outros artistas congéneres?

quinta-feira, março 30, 2006

712. Leitura urgente e a não perder...



...são os textos publicados por Nuno Guerreiro, no seu blog Rua da Judiaria, sob o título genérico "500 anos: o massacre de Lisboa", partes I, II, III, IV e V.

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terça-feira, março 28, 2006

711. Marques Mendes deveria ser...

* mais alto? 0%
* menos baixo? 18%
* nem tão alto nem tão baixo? 0%
* mais obediente ao chefe? 0%
* menos obediente ao chefe? 0%
* mais peripatético? 9%
* menos penteado? 18%
* Nada disso. Está bem assim, catarino! 45%

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Através desta sondagem extremamente fiável, fica-se a saber que, efectivamente, Marques Mendes deverá, no entendimento dos ilustres votantes, continuar como está, que está bem assim, catarino!
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Sou levado a concordar com o resultado... Assim como assim, o homem é muito parecido com o "Melhoral". Não faz bem, mas também não faz mal...
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Ou melhor... Não se sabe se faz bem ou se faz mal...
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Não existe.
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710. Assim também vale?

Contra o Benfica vale tudo...

A vontade de impedir que o SLB consiga mais uns pontitos é tal que, se não se puder impedir de outra forma, vai... à dentada, pois então!


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709. Migrações


Quando muito empurrado... o homem vai lá!


A propósito de um diferendo que se abriu em outro blog, o Terras de Azurara, do Agnelo Figueiredo, a propósito da absurda expulsão (pelo muito exíguo prazo do pré-aviso) de portugueses que estavam no Canadá há anos, em alguns casos há mais de uma dezena, julgo chegado o momento de esclarecer a minha posição quanto à questão da imigração.

1. Sou a favor, decididamente a favor, da aceitação e integração dos imigrantes que nos procuram.

Por vários motivos, a saber:

* temos - sempre tivemos - vocação universalista, podendo até orgulharmo-nos de havermos sido os reais criadores do conceito de "aldeia global" (a famigerada globalização é outra coisa...), pelo que há que honrar - e honraremos, estou seguro - as nossas tradições;

* temos necessidade de acolher imigrantes, uma vez que, a continuarmos com a actual taxa de natalidade, um dia destes estamos sem população, quando menos com uma população quase exclusivamente constituída por idosos.


* temos, enfim, a obrigação, ao menos moral, de retribuir o que já a muitos de nós outros povos fizeram;

* uma grande e muito significativa parte da imigração que temos (nos últimos anos) é de nível escolarizado e cultural elevado e que, portanto, muito nos interessa e valoriza. Não tem nada que ver com o tipo de emigração que nós tivemos em tempos idos (não quero, com isto, menosprezar esses nossos emigrantes, mas simplesmente coligir factos);

* é, aliás, a imigração que actualmente temos que estará já (pelo que dizem as estatísticas) a proporcionar a possibilidade de os cofres da Segurança Social estarem, por enquanto, a satisfazer ainda as necessidades;

* mesmo a imigração não tão escolarizada vai trabalhando (quantas vezes em tarefas que nós próprios não aceitamos) e não causa problemas no país, já que aqueles, como bem sabemos, são causados, isso sim, pelas gerações de descendentes de povos que colonizámos e que já nasceram cá, os soi-disants "desenraizados", eufemismo pseudo-progressista e cretino usado para justificar o injustificável, uma vez que, nascidos cá, não foram retirados das suas raízes. Os pais, sim, eles não. Mas os pais não criam qualquer perturbação no tecido social português.
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Sou, portanto, decididamente a favor do acolhimento de imigrantes em Portugal.
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2. Sou absolutamente contra qualquer tipo de imigrante que venha causar distúrbios na sociedade portuguesa. Os nossos próprios distúrbios já são mais do que suficientes, não precisando, pois, de se verem acrescidos dos de outros.

Ora, em nossa casa mandamos nós e, por isso, apenas devemos aceitar quem nos respeita. E respeitar-nos é submeter-se não somente às nossas regras escritas (leis), como às não escritas, ou seja, à nossa maneira de ser, nossa idiossincrasia, o que nos distingue dos outros povos, o nosso Direito consuetudinário, digamos assim.
Esta é uma regra sagrada que não deve ser quebrada pelos imigrantes que recebemos e muito menos devemos nós permitir que alguém quebre.

Mesmo no caso de haver que retirar a qualquer imigrante o direito de permanecer entre nós e aqui fazer a sua vida, a vida a que todos os seres humanos têm direito, tal jamais deve acontecer com a postergação do direito de defesa e, no caso de legal e legitimamente ser decidida a expulsão, ela não deve verificar-se sem que, em prazo razoável, a pessoa em causa tenha a possibilidade de minimamente se organizar, para iniciar a nova etapa da sua vida.

E aqui é que estou completamente ao arrepio da atitude das autoridades canadianas. É que não basta ter a razão (e nem sei se a têm nem neste escrito disso cuido). É preciso também não a perder no decurso do processo. E os canadianos perderam-na com o prazo que “concederam” aos expulsos, com o inusitado da situação.

Quanto à performance do governo português, designadamente do seu ministro dos negócios estrangeiros, fico-me por aqui. É mais uma boutade, das muitas com que temos sido brindados. Vamos ficando habituados a elas. Já nem perplexidade causam. O homem só vai às coisas, desde que empurrado...

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708. O princípio de Peter

"In a hierarchy, every employee tends to rise to his level of incompetence”
Laurence Johnston Peter
(1919–1990)
Canadiano, professor das Universidades da Califórnia do Sul e da Colúmbia Britânica
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segunda-feira, março 27, 2006

707. De rir até às lágrimas...

O assunto é sério q.b..

Difícil, porém, é conseguir resistir a uma risada monumental...

Enfim! Mais uma boutade socrática.

Ora, delicie-se!, na "Grande Loja do Queijo Limiano"....

quinta-feira, março 23, 2006

706. Yang Tse


Pôr-de-sol no Yang Tse
(Iansequião)
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terça-feira, março 21, 2006

segunda-feira, março 20, 2006

702. Sócrates é…

A sondagem que durante uma semana aqui decorreu, através da qual se pretendia averiguar a opinião dos votantes acerca de Sócrates, deu os seguintes resultados:

Teimoso - 5%
Arrogante - 16%
Autoritário - 5%
Tudo isso - 58%
Nada disso. É primeiro-ministro de alto gabarito – 16%

A quem estiver em desacordo com a forma como foi feita a sondagem e os resultados que apresenta, faz-se lembrar que ela não é melhor nem pior do que a excelência das sondagens que, quase diariamente, vemos por aí publicadas e que os críticos desta certamente consideram sérias e representativas do sentir dos portugueses. Qualquer um come a maior das porcarias possíveis. O que é preciso é saber enfiar-lha pelos gasganetes abaixo.

O facto de ter votado apenas uma vintena de pessoas num universo estimado de uns milhares de bloguistas e frequentadores de blogs, não significa menor falta de representatividade do que as que são feitas relativamente ao universo de 10.300.000 cidadãos de todo o país, mediante consulta telefónica a 500 pessoas que, além de terem telefone, por acaso estavam em casa quando do contacto e que, com muita sorte, terão sido para aí uns 372.

Mas esta sondagem tem ainda a virtude de não custar os 0,60 € da praxe do valor acrescentado da chamada telefónica.

O intervalo de aproximação da realidade, deve situar-se num termo entre 0 e 100%, com uma percentagem de erro talvez de um pouco mais de 99,9%, o que se contém, como é por todos sabido, dentro dos parâmetros normais. Tudo numa nice, portanto.

Animados com os resultados, iremos continuar…

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