quarta-feira, junho 07, 2006

763. Quando a diplomacia é feita sobre o joelho...


O putativo primeiro-ministro que temos
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GNR pode deixar Timor-Leste devido a um bloqueio diplomático nas negociações com a Austrália.
Sic Notícias - 2006junho07 - 20.38 horas
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= 0 =
...OO mne que não temos

Não é nada que não fosse esperado.

Quando a diplomacia é feita sobre o joelho e por amadores, normalmente dá nestas partes gagas e que apenas nos envergonham perante o mundo.
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Chega de incompetência, senhores!

A GNR vem? Então, façam vocências o especial favor de se irem embora. De preferência para os mesmos antípodas... ou outros mais longe.

O que presuntivamente estão a governar é um país, não uma mercearia...
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sexta-feira, junho 02, 2006

762. Este Freitas... este Freitas...!


Freitas do Amaral, o inefável ministro dos negócios estrangeiros que nos coube em sorte, saíu-se com mais uma de gargalhada... ou de choro convulsivo.

A propósito do enquadramento das forças militarizadas da GNR (120 homens) que seguirão - certamente que hão-de-seguir, nem que seja daqui a 30 anos... - para Timor, afirmou que Portugal se opõe terminantemente a que sejam enquadrados num comando supremo australiano, que já estava previamente negociado entre Timor e a Austrália.

Imagem de homem duro e valente, esta a do ministro; imagem de nação dura e valente, esta que o governo e o seu inefabilíssimo ministro querem dar de Portugal, perante o mundo e os palermas dos australo...pitecos!

Esquecem-se, porém, de que as tropas (tropas e não simples forças militarizadas portuguesas) têm vindo, como aliás outras, a actuar sob o comando de outros exércitos, em vários teatros de guerra, como seja nos Balcãs, em Angola, no Afeganistão, etc... Já actuaram as nossas tropas sob comando italiano e britànico, pelo menos...

Então, por que razão a GNR - simples força militarizada e não força militar - já não pode? Então, parcelas importantes do Exército Português podem ficar submetidas a comando estrangeiro e uns meros 120 homens e mulheres da GNR já não? Porquê, já agora?

E mais: O que quer o inefável Freitas?

Que as forças militarizadas da GNR - que andam há quase quinze dias a dizer que vão, mas nunca mais vão, enquanto os outros, australianos, neozelandeses e malaios já por lá andam a dar o couro ao manifesto (e tanto neozelandeses como malaios, com bem maiores contingentes de tropas regulares e não forças meramente militarizadas) sob um comando único australiano - chegassem, nem sequer vissem e... logo vencessem?

Sim, só faltaria que a exigência fosse a de que, agora que a nossa GNR aqui chegou - uma eternidade após o momento necessário - afastem-se todos quantos por aí andam armados em mandões, que quem vai mandar no pessoal todo são os nossos incomparáveis militarizados. Tenhamos maneiras! Não sejamos ridículos!

Não contentes, porém, com o que já bastava - e sobrava !... - eis senão quando, de novo Freitas - em nome do nosso excelso governo! - reivindica que a GNR fique subordinada a Xanana Gusmão, o presidente, e a Mari Alkatiri, o primeiro-ministro... que são apenas e só os "cabeças" das duas partes em confronto em Timor!

Mas anda tudo grosso ou quê?

Então, sob a alçada de comando militar estrangeiro, como tem acontecido em tantas outras paragens, NUNCA!, mas divididas entre os dois principais contendores actualmente no cenário timorense, tudo bem!? Porquê, já agora também?

Repito: mas anda tudo grosso ou quê? Ou pensam que somos papalvos?

Ora, diga-me lá, senhor ministro das maravilhas diplomáticas:

Se, no auge do conflito, completamente "partidos para a ignorância", o senhor presidente da república de Timor-Leste ordenar à nossa GNR que prenda ou neutralize a acção do seu opositor, ou seja, o senhor primeiro-ministro da mesma República e este, por sua vez, der similar ordem, mas em revidação, a quem vão obedecer os nossos baralhados homens?


E qual, então, o papel dos australianos? E se os australianos e os neozelandeses e os malaios, com contingentes de milhares de homens - que andam já há que tempos a fazer o trabalho que compete aos nosos GNRs e que vão ser postos na ordem... - se chatearem e resolverem fechar os 120 GNRs num campo de concentração, para não atrapalharem o trabalho que já está a ser feito? Que farão então Vossa Excelência e o Excelsíssimo Governo em que se integra ou... dirige, eu sei lá?!

Seja-me desculpada a insistência, mas tenho que voltar à vaca fria:

Mas isto anda mesmo tudo grosso ou quê?

E se, em vez de para Timor enviarmos os GNRs, disponibilizássemos o senhor ministro dos negócios estrangeiros, mais todo o restante governo e bem assim o respectivo chefe, o "nosso primêro", a Xanana e Cª, na condição de lá ficarem com eles, ad aeternum, mesmo para semente? Não seria essa uma medida bem mais ajustada e até... justa?

Ora, vão lá brincar aos governos e diplomacias de treta para longe e desinfestem o país!

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quarta-feira, maio 31, 2006

761. A versão socrática do...

... não chateies... vai morrer longe!

Não sejas lapa... vai nascer a Espanha!
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sábado, maio 27, 2006

760. Ainda a propósito da governamental...

... diarreia de pretender que os pais e encarregados de educação avaliem os profs dos crianços, aí vai uma sugestão, no sentido de aperfeiçoar a excelente medida:

- Por que não conferir aos profs a possibilidade de avaliarem, eles também, o desempnho dos pais e encarregados de educação? Assim como os mininos chegassem à escola todos os dias, assim os profs classificariam o desempenho diário dos pais e correlativos. No fim do ano se veria.

Claro que, assim, chegados ao final do ano, profs e pais e correlativos seriam passados de ano ou não, consoante a avaliação obtida.

Última sugestão, também ela no sentido de aperfeiçoar tão excelsa medida da mente governamental:

- Em caso nenhum os crianços seriam reprovados. Os profs poderiam ser ou não; assim mesmo, os pais e correlativos. Os crianços, porém, nunca, jamais! Mesmo que não tivessem trabalhado a pontinha de um corno, e, consequentemente, não soubessem, acerca da matéria dada, sequer a ponteca de um chavelho. Sim, porque os criancinhos, não podem ser traumatizados, coitaditos deles.

E não aparece por aí nenhum pai ou encarregado de educação ou o raio que o parta que avalie esta treta de governo que por aí faz burrada dia sim dia sim, com uma arrogância e uma incompetência de bradar aos céus?...
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759. Tá tudo grosso... tá tudo grosso...

"O Ministério da Educação quer que os pais e encarregados de educação avaliem os professores"
RTP1, 13 horas, 27 Maio 2006, Era Socrática
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Não há dúvida...
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Este país é um colosso...
Tá tudo grosso... tá tudo grosso.
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sexta-feira, maio 26, 2006

758. Como foi possível...


... eu ter sobrevivido até aos quase 64 anos que já conto?

De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós, que nascemos nos anos 40, 50 e 60, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque:




- Os nossos berços eram pintados com cores bonitas de tinta à base de chumbo que lambíamos e mordíamos.

- Não tínhamos frascos de medicamento com tampas "à prova de crianças" ou fechos em armários e podíamos brincar com as panelas, garfos, facas, tesouras...

- Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes nem joelheiras.

- Quando pequeninos viajávamos em carros sem cintos e airbags e viajar à frente era uma alegria.

- Bebíamos água da torneira do jardim e até do regato corrente e não da garrafa.

- Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos pirolitos, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora, ao frio e ao sol, a cairmos e a esfolarmos as pernas, cujas feridas eram curadas a poder de lambidelas de cão.

- Partilhávamos garrafas e copos com os amigos.

- Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que nos esquecêramos de montar uns travões.

- Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.

- Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.

- Não tínhamos PlayStation nem nada do género. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. E éramos felizes!!!...

- Tínhamos amigos; se os quiséssemos encontrar íamos á rua.

- Jogávamos à bola até doer a sério! Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.

- Batíamos às portas dos vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.

- Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.

- Criávamos jogos com paus e bolas.

- Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safassem, pois eles estavam do lado da lei, que queriam que respeitássemos.

Sim, como é possível que eu - e tantos outros como eu - tivesse sobrevivido a tal hecatombe?

(recebido por email a que foram introduzidas alterações indispensáveis)
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quarta-feira, maio 24, 2006

757. Quanto tempo faltará?

Voltaremos a ser FELIZES quando...

OS SÓCRATES ... Forem apenas filósofos
OS CAVACOS ... forem apenas instrumentos musicais
OS LOUÇÃS ... forem apenas porcelanas
OS JERÓNIMOS ... forem apenas índios
OS SO ARES ... forem apenas gases

Até lá... Paciência !!!!!

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Recebido por email

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segunda-feira, maio 15, 2006

756. Mereciam melhores pais

No Jornal de Negócios, Sérgio Figueiredo, que entrevistara Medina Carreira na RTP2, a que fiz referência neste blog, escreve Mereciam melhores pais.

Quem é que merecia melhores pais?! Vá ler e veja. Não é supresa para ninguém, aliás.
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755 . Rembrandt - "Os síndicos"

Os Síndicos
1662
Óleo sobre tela
Rijksmuseum, Amsterdam
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domingo, maio 14, 2006

sexta-feira, maio 12, 2006

753. Pois... pois... pois... pois... pois... pois...

Digo eu agora, dirigindo-me principalmente aos mais cépticos, que entenderão que tudo o que o homem disse é exagero e que as coisas não estão tão feias:

- Lembro a todos - principalmente aos de memória curta - que Henrique Medina Carreira é aquele economista que, há bem mais de 10 anos vem pregando no deserto, alertando para o que viria a acontecer, no caso de se continuar no trilho que se vinha seguindo, não optando pelas hipóteses que foi abundantemente expondo e sugerindo.

Há inúmera documentação, a todos os níveis, acerca do que o economista tem vindo a afirmar aos quatro ventos.

Essa documentação é a melhor testemunha a favor das suas teses, já que tudo quanto previu e para o qual alertou veio a verificar-se na íntegra e já não é mais possível escamotear a derrocada e o sarilho em que os políticos (principalmente eles mas não apenas eles) irresponsavelmente nos meteram, enquanto a nossa vizinha Espanha, que não há muitos anos estava pior do que nós, é já a 9ª potência económica do mundo, preparando-se, na opinião dos mais reputados economistas mundiais, para, em 2008, ultrapassar a própria Alemanha, o que conseguiu com muito trabalho e seriedade de propósitos de políticos, empresários e cidadãos comuns, todos em uníssono, em tomo de um projecto de sociedade desenvolvida e própera.

Nós, porém, viemos até aqui, cantando e rindo, nem menos nem mais estúpidos, afinal, do que a cigarra de La Fontaine.

Vamos, a partir de agora, amargá-las bem amargadas. Medina Carreira foi avisando. Os políticos que temos foram fazendo ouvidos de mercador, rindo-se alarvemente do "profeta da desgraça" e brincando inconsciente e abusivamente com o futuro de todos nós e dos nossos vindouros..

O resultado é esse que todos os dias vamos constantanto e o que mais iremos constatar de futuro. Porque tudo vai piorar a breve prazo. Quem viver, verá.

Miséria! Miséria! Miséria! Como dizem os italianos: Porca miséria!
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752. Pois... pois... pois... pois... pois...

Henrique Medina Carreira, entrevistado hoje, 12 Maio 2006, no programa Negócios à parte, da RTP2, disse, a determinada altura, que...

... temos - nós, sociedade portuguesa - que nos convencermos de que vamos ter anos muito complicados. Não há maneira de dar a volta à situação em que nos encontramos, sem medidas muito duras, radicais mesmo, que fatalmente terão que passar pela perda de direitos até agora considerados irrevogáveis.
Acrescentou mesmo que as medidas que estão a ser tomadas no domínio da Segurança Social não chegam a 25% do que efectivamente é necessário que se faça.
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751. Pois... pois... pois... pois...

Henrique Medina Carreira, entrevistado hoje, 12 Maio 2006, no programa Negócios à parte, da RTP2, disse, a determinada altura, que...

... nas últimas presidenciais tanto podia ter apoiado Mário Soares, o que não fez, como Cavaco Silva, o que fez.

Apoiou o último, porque lhe parece bem mais preparado para perceber a real situação do país.

No entanto, Mário Soares, com os facilitismos que lhe são conhecidos, teria a virtude de ajudar a levar o país mais depressa para o fundo total, que é do que precisamos urgentemente, para - tendo finalmente percebido que há que deixarmo-nos de brincadeiras - iniciarmos, então, sim, a recuperação que temos que fazer.

Com Cavaco Silva, porém, sempre haverá a possibilidade de aguentar a actual situação por mais algum tempo, sem queda tão brusca, mas inevitável. O que será mau, pois que quanto mais demorarmos a entrar na realidade, pior será tudo e mais difícil a recuperação.
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750. Pois... pois... pois...

Henrique Medina Carreira, entrevistado hoje, 12 Maio 2006, no programa Negócios à parte, da RTP2, disse, a determinada altura, que...

... As medidas que estão a ser tomadas são meramente epidérmicas e nada irão resolver, tratando-se, pois, de mais um adiamento, este mais grave do que os anteriores, uma vez que não há mais espaço para protelamentos.
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749. Pois... pois...

Henrique Medina Carreira, entrevistado hoje, 12 Maio 2006, no programa Negócios à parte, da RTP2, disse, a determinada altura, que...

... José Sócrates não tem qualquer competência para o cargo de 1º ministro...
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748. Pois...

Henrique Medina Carreira, entrevistado hoje, 12 Maio 2006, no programa Negócios à parte, da RTP2, disse, a determinada altura, que...

... Sócrates parece ter aprendido as técnicas da propaganda com... Joseph Göebbels.
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sexta-feira, abril 28, 2006

747. Perguntar ofende?

Cautelosamente supondo que não, aí fica a pergunta:

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- Será que os "nossos" políticos
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- que se preparam para aprovar
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(ou aprovaram já, pois que com eles nunca se sabe ao certo o que se passa, tal é a baralhação constante)
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legislação que atribui cotas a mulheres nas listas de candidatura eleitorais -
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conseguiram elementarmente perceber que a norma é retintamente inconstitucional?
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Esclarecendo:
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(Princípio da igualdade)

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
(Constituição da República Portuguesa, VII revisão - 2005)
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Quid juris, conscripti patres?
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746. Por questão de vergonha na cara



Por mera questão de vergonha na cara, recuso-me a falar do iberista ex-futuro ministro da obras públicas, de seu nome Mário Lino.
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745. Apenas 6,72% não conseguiram…


A notícia que hoje corre as redacções dos jornais, das rádios e das tvs é a de que, dos 230 deputados à Assembleia da República, 119 (51,74%) faltaram à célebre sessão da 4ª feira que antecedeu a Páscoa.

Dessa imensidão de faltosos (mais de metade do total, note-se!), 111 (93,28%) terão apresentado razões tão “ponderosas”, para não estarem presentes onde a sua presença era dever impostergável, que quem de Direito se viu no indeclinável Dever de as considerar justificadas.

Ou seja, de 119 faltosos, apenas 8 (6,72%) não conseguiram - ou nem se deram ao trabalho de tentar - apresentar as tais razões ponderosas que os ilibassem, isentando-os de uma multazita.

Aqui chegados, pergunta indeclinável se impõe:

- Haverá por aí algum ingénuo que acredite “nisto”?

Assim, cantando e rindo, prossegue o desprestígio do Parlamento, o seu arrasamento de uma ponta a outra, a implosão da instituição democrática por excelência!...

O mais curioso é que ainda aparecem por aí algumas vozes - bem intencionadas, claro - a clamarem contra quem, não se conformando com estes deputacionais affaires, brada aos céus, sem que, no entanto, seja ouvido. Até ver…

Alegam esses defensores da "serenidade", da quietude da pax romana, que bradar contra “isto” é entrar em campanhas de descredibilização da Democracia.


Claro! Quando eu – e outros ingénuos! – me insurjo contra este inominável estado de coisas, atento gravemente contra a Democracia.

Os ilustres deputados, que não cumprem com os deveres a que se obrigaram de livre e espontânea vontade, esses não atentam contra os valores democráticos.

Evidentemente!

Pelo contrário, são os seus mais lídimos garantes!

Razão tinha António José Saraiva. Mas, sobre isso, falaremos mais descansadamente um dia destes.

Entretanto, que tal começar a varrer o país?

quinta-feira, abril 27, 2006

744. Anunciação


Anunciação
Sandro Botticelli
(Alessandro di Mariano Filipepi)
n. 1445 - f. 17 Maio 1510
c. 1489, têmpera sobre tela, 150x156 cm
Galeria degli Uffizi
Florença
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terça-feira, abril 25, 2006

743. O discurso desalgemado


Cavaco Silva acaba de descer os degraus da bancada da Assembleia da República onde discursou a propósito da comemoração do 32º aniversário da revolução de Abril de 1974.

O discurso que proferiu revelou-se, pela primeira vez em muitos anos, desalgemado, livre dos jargões habituais, sem conteúdo visível e despidos de sentido prático que sempre fomos ouvindo em datas similares de tantos anos passados e perdidos.

O actual presidente da república soube, como até hoje nenhum dos seus antecessores, libertar-se - e libertar o órgão de soberania em que está investido - das amarras habituais, do saudosismo inconsequente, do folclore repetitivo e sem substrato.

E, libertando-se, terá iniciado uma outra libertação, a mais importante, afinal: a de um povo que necessita de acreditar em si e de algo fazer por si e pelos outros, pelo país, enfim, em prol de toda a comunidade portuguesa, sem ficar na indolente expectativa de que outros façam o que a si cabe fazer.

Uma alocução que, na parte substancial, relembrou a célebre frase de John Fitzgerald Kennedy, há cerca de quarenta e cinco anos: não pergunte o que pode o país fazer por si, mas, isso sim, o que pode você fazer pelo país.

Cavaco Silva proferiu um discurso liberto de teias de aranha aprisionadoras e abriu uma janela de esperança para o nosso futuro colectivo, com a particularidade de não se ter posto de fora da epopeia a que temos que meter ombros.

Começou bem. Muito bem mesmo. Esperemos que assim continue, sem tergiversações, sem cedências. Serenamente, mas não cedendo.

Hoje deu um primeiro passo no sentido de sair da galeria dos nossos pesadelos. Se assim continuar, rapidamente serão dados os restantes, necessários para que dela saia de vez.

Aqui deixo formulados votos nesse sentido. Porque, se ele sair, ficará dado sinal de que também nós estaremos a libertarmo-nos da teia em que deixámos que nos aprisionassem.
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742. Há 32 anos...


... foi derrubado o Estado Novo.

Dezanove meses após, 25 de Novembro de 1975, teve início a primeira tentativa séria de instaurar no País um regime democrático.

Trinta e dois anos após Abril de 1974, eis-nos em plena democracia formal.

Falta, pois e apenas, o objectivo final, o mais difícil, mas também o único que verdadeiramente compensa: a Democracia. Sem excrecências adjectivadoras. Que a diminuem, por lhe retirarem valor, verdade, honorabilidade.

Há que resguardar a esperança de que lá chegaremos! Apesar de tudo.


segunda-feira, abril 24, 2006

741. A Petição ( II )

resposta a Pedro Roque e Fernando
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.......continuação de A petição ( I )


Desde logo, os faltosos (e aqui o termo faltosos refere-se à generalidade das faltas e não apenas às que resultam de não se estar presente nos actos a que se deve comparecer);

Depois, todos os que, embora não faltosos, são coniventes com aqueles e, por comodismo ou mero dolce far niente, vão permitindo que as coisas se arrastem, sem que tomem uma iniciativa que, demarcando-os, os honre;

Finalmente, todos quantos fazem do parlamento um órgão altamente incompetente, reconhecidamente desprestigiado e, por conseguinte, francamente admoestável.

..... SEGUE em TEMAS DIVERSOS

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740. A petição ( I )

Resposta a Pedro Roque e Fernando
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Pedro Roque, meu confrade social-democrata de Almada, detentor do blog Revolução Tranquila, e Fernando, “bloquista” de Viana do Castelo, responsável pelo blog A hora que há-de vir, conferiram-me a distinção de comentarem neste meu blog a entrada Petição.
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Em resumo e substância, disseram:
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Pedro Roque

1. Há na petição um grave equívoco, já que se peticiona que presidente da república e primeiro ministro admoestem deputados, verdadeira aberração (o termo é meu), já que todos fazem parte de órgãos de soberania, com igual hierarquia;

2. É perigosa “esta” (aspas nossas) cruzada anti-parlamentar, já que o parlamento constitui a essência da democracia em que queremos viver e a alternativa é um sujeito de bigode, autoritário, que eliminará todas as vozes discordantes;

3. Não se confunda (nós, os que assinamos a petição e estamos enfronhados na tal cruzada anti-parlamentar) a nuvem com Juno.

Fernando

1. Embora ache lamentável e inadmissivel a ausência de deputados que registaram a presença e se pisgaram, entende indecente que se baralhe a opinião pública com ataques desabridos "a todos os deputados";

2. Que é isso mesmo (a baralhação da opinião pública) que pretende a direita populista, com o intuito de desprestigiar a democracia;

3. A democracia representativa – de que é adepto – estará muito necessitada de aperfeiçoamento, mas não é de fora que as coisas se resolvem e com “bocas” (terminologia do comentário);

4. Bota-abaixismo é que não, de forma nenhuma e que não se misture tudo, por favor.

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.................... Segue em TEMAS DIVERSOS


sábado, abril 22, 2006

739. Petição






Através do blog Do Portugal Profundo, do António Balbino Caldeira, acabo de tomar conhecimento da seguinte petição, acerca das faltas dos deputados às votações da quarta feira da passada semana, no hemiciclo de S. Bento.

Sou dos que consideram que tais faltas talvez tenham sido um bem, já que as leis produzidas pela Assembleia da República são autênticos exercícios de incompetência e nonsense, tal o macarrónico português usado e a forma desleixada como são pensadas e elaboradas, que as leva, em grande parte, a serem alteradas pouco tempo após publicação no jornal oficial (casos há em que as alterações se tornam inadiáveis menos de duas semanas após...).

Ainda assim, contudo, atrevo-me a sugerir que seja subscrita pelo maior número de pessoas, bloguistas ou não. E que lhe seja dado o maior relevo, através dos meios que forem julgados mais convenientes.

Aos mais descrentes, sempre direi que é porfiando que se alcança o objectivo pretendido. Se estamos em profundo desacordo com certas práticas, que a todos desonram, há que combatê-las sem tréguas e aos seus autores. Não o fazer é pactuar com a incompetência, o laxismo, a indignidade.

Decidindo não agir em defesa dos nossos direitos, esperamos que alguém o faça por nós?
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sexta-feira, abril 21, 2006

738. O estado da Nação ou, melhor dito,


o estado a que fizeram chegar
o órgão de soberania Assembleia da República

Ontem, à noite, na RTP1, assisti a um programa simplesmente miserável, nojento.
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Tratou-se de O estado da Nação, programa bem ilustrativo do deplorável estado de miséria moral a que os políticos, neste caso os deputados, fizeram chegar a Nação.

Como resumo de tudo aquilo a que assisti, apenas pude concluir que a Nação está podre, perfeita e completamente podre. Uma miséria! Pobre Nação, representada por tal gente.

Estou mesmo em crer que, fosse quem fosse que assistisse àquele programa, por mais calmo e controlado que normalmente seja, não terá sido capaz de manter-se sereno e objectivo.

Mas… de que tratava o programa, qual o assunto em discussão? Nada mais, nada menos do que as faltas dos deputados às votações marcadas para meados da semana passada.

Tendo assistido, a minha primeira reacção foi a de correr para aqui e desancar os intervenientes e o moderador, este por se ter limitado a ouvir e meter uma pequena farpa de quando em vez. (E, no entanto, pouco mais poderia fazer o pobre do homem, José Rodrigues dos Santos, de seu nome, que, tal como nós, estava de queixo caído, estupefacto perante a desfaçatez da atitude, as enormidades que foram saindo daquelas verborreias insultuosas para com todo um povo).

Não o fiz, porém, porque, a tê-lo feito, certamente que iria insultar alguém de forma absolutamente imprópria. Tentei, pois, aquietar-me um pouco mais, durante toda a noite e hoje, dia fora.
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Não o consegui totalmente, todavia. A indecência foi tal que não me é possível calar a revolta, a tremenda indignação, a vontade de apedrejar alguém. É isso! Nós, sim, estamos a precisar de uma “intifada”! Urgentemente.

Para quem não assistiu àquela miserável demonstração de arrogância, insensibilidade e descaramento perante os deveres “profissionais”, de representação a nível do Estado e sociais a que estão obrigados, sempre direi que não os vou aqui reproduzir, porque não conseguiria. E não conseguiria, não apenas por recear que me dê alguma coisa má a meio, como porque não seria capaz de me manter num nível aceitável de responsabilidade e seriedade pessoal, mesmo de educação. É que, porra!, há coisas que um homem não pode aguentar nem admitir sem revidar por todos os meios ao seu alcance, tal a afronta!

Direi, assim e apenas, que nunca vi tamanha desfaçatez, tamanha arrogância, tamanha falta de senso e de pudor a nível político, social e de Estado.

Os deputados que ali estiveram, falando em seu nome e no dos partidos PS, PSD, CDS, PCP e Bloco de Esquerda demonstraram à evidência, que não têm o mínimo respeito pelos deveres do cargo, que se estão positivamente marimbando (para não dizer cagando) para os eleitores, que o Estado, para eles, não passa de uma coutada privada, onde procedem como bem entendem, não se sentindo minimamente obrigados a prestar contas pela sua mais do que provada incompetência funcional e social e, pior do que isso, relapso incumprimento dos mais estritos deveres de um representante do Estado Português.

Numa qualquer mexeruca empresa privada, de vão de escada, estavam todos na rua, já, com a mais das evidentes justas causas, sem direito a qualquer indemnização.

Na Assembleia da República que temos, contudo, continuam impunemente a jactar-se em público, perante a maior audiência possível em Portugal, a das televisões, absolutamente incólumes e prontos para outra bárbara graçola do género.

E ninguém lhes vai à mão, porque o eleitor português é cobarde, além de, por falta de preparação escolar, cultural e cívica, não ter sentido crítico e, talvez por ser, ele também, avesso ao cumprimento de deveres impostergáveis, tudo deixa passar a estes senhores, tudo lhes perdoa e, quando do momento de votar, lá vai, subservientemente dar-lhes de novo o voto.
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É atitude de cobardia inaudita e retinta estupidez e, por conseguinte, faz jus a tratamento destinado a atrasado mental. Porque o é. Nestas condições, evidentemente que o é.

Mas... que haja um certo wise-guyism no cidadão comum, espertalhaço de um raio, campónio armado em sabichão das dúzias e enganador de tolos, não está correcto, mas, enfim, há que dar um desconto, por falta de base, a basesinha de que falava Eça... Num representante político de órgão de soberania do nível que deveria ter a Assembleia da República, é absolutamente inadmissível e não pode passar sem a devida sanção.
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Porque estavam a representar os respectivos partidos, aqueles senhores forneceram todas as razões para a imediata dissolução da AR, sem mais argumentação.
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Um parlamento nacional integrado por gente deste quilate, que não respeita a próprio órgão de soberania que integra, não respeita quem a elegeu, não respeita o país, perdeu toda a legitimidade e deveria ser, de imediato, posta a andar dali para fora, através da dissolução.

Para terminar, vivamente aconselho a quem não tenha assistido à miserável performance, de ontem à noite, dos pais da pátria que os… tem que aturar – performance que, aliás, se vem a acrescentar a tantas outras que a antecederam – a que solicite à RTP, uma de duas:

- que emita uma vez mais o dito programa, com aviso prévio, para que toda a gente possa assistir;

- que disponibilize uma cópia da gravação do mesmo.

Tenho a certeza de que não acreditará no que verá e ouvirá, mas talvez que lhe faça bem ver com os próprios olhos e ouvir com os próprios ouvidos. Com olhos de ver e ouvidos de ouvir.

Finalmente, felicito todos quantos, não obstante as desconsiderações anteriormente sofridas e mais esta, irão continuar, em rebanho, ordeiro como convém, a oferecer o voto em bandeja de cristal – quiçá da Boémia – a quem apenas merece ser devolvido à procedência por incumprimento de contrato social e político, assim lhes fornecendo novos ensejos para que lhes defequem em cima, em público, com o maior dos desprezos e desvergonhas.
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É urgente varrer o país. Por questão de dignidade, é muito urgente que o país seja liberto do lixo que o envergonha.
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Há que varrer o país, sim. Mas quem é que tem a coragem de meter mãos à obra?

Eu estou pronto para dar a minha contribuição. Quem mais?
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domingo, abril 16, 2006

737. Cristo no Mar da Galileia



Cristo
no Mar da Galileia


cerca de 1575-80, óleo sobre tela, 117 x 168,5 cm National Gallery of Art, Washington

Jacopo Robusti Tintoretto

pintor veneziano
(1518-94)




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sexta-feira, abril 14, 2006

736. Lá, como cá...

... parvalhões !
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735. Ainda a propósito...


... dos deputados faltosos ontem, 119 em 230, o que provocou que houvesse legislação não aprovada, uma vez mais por irresponsável falta de quorum, apetece aqui perguntar:

- Mas será que eles ainda respeitam alguma instituição e algum grupo de eleitores ou entendem que "este país" é uma coutada sua, onde põem e dispõem a seu bel prazer, com todo o despudor, completamente impunes?
Será que ainda lhes resta um mínimo de vergonha na cara, de dignidade?
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E é ou não caso para varrê-los do País? Será que queremos irresponsáveis deste quilate, sem honra, a representar-nos?
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Nas próximas eleições, continuaremos a depositar o voto a seu favor? Uma vez que eles a não têm, ao menos teremos nós um pouco de honra ou já nem nós a temos?

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É que pactuar com situações destas, dar cobertura - que é o que se faz, quando neles se vota - a gente deste quilate, é não se saber fazer respeitar e se não soubermos fazer-nos respeitar não merecemos que nos respeitem. Que é o que eles, afinal, fazem...
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Ora, vamos lá a ver se, de uma vez por todas, assumimos posição de verticalidade, abandonando postura idiota de subserviência, perante quem não está à altura dos cargos que exerce e responsabilidades inerentes. Vamos, de uma vez por todas, varrer o país desta lixarada, que infamemente o conspurca, emporcalha, reduz à maior das misérias, que é a miséria moral!
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É tempo de lhes mostrar que entendemos que basta de tanta pouca vergonha! É tempo de os meter na ordem, já que eles, por si só, se mostram incompetentes para o fazerem!
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Por uma questão de princípio de dignidade. Deles, do País, nossa!
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Adenda (21,52horas da mesma data):

Alguém que leia este post saberá dizer-me quem foram os faltosos? Os nomes apenas, que os grupos parlamentares eu depois consigo obter.

É que gostaria de confrontá-los com o sucedido, pedindo explicações.

Que eles têm que dar...
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734. Páscoa feliz

Páscoa feliz
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