segunda-feira, julho 03, 2006

773. Merece








Acho que o Ricardo
merece bem este destaque.

sábado, julho 01, 2006

772. Finalmente !



Freitas
do
Amaral
demite-se


Basta de tanto sofrer!...

Está finalmente de parabéns a tão maltratada imagem externa de Portugal.
...

segunda-feira, junho 26, 2006

771. Razões de uma vitória e de uma derrota

Ontem, vencemos porque

jogámos com o
Maniche

e eles perderam porque

jogaram com o
haxixe
...

sexta-feira, junho 23, 2006

770. Protocolo de Estado e bizantinices…

Interrompo hoje um período sabático-bloguístico, motivado por afazeres inadiáveis de outra índole, porque me parece de todo aconselhável não deixar passar sem uma nota, por muito pequena que seja, um assunto que anda por aí muito na baila.

Não, não estou a referir-me à questão bizantina (por parte do PS), da precedência dos militares nos actos oficiais. O assunto é de índole de tal modo cretina que nem sequer perco tempo com tal treta.

Também não venho criticar o que anda a ser discutido na AR, de forma a que pareça assunto de altíssima prioridade que não possa deixar de ser urgentemente dilucidado pelos nossos cada vez mais preclaros (diria mesmo ínclitos) deputados de uma cana, ou seja a questão dos convites ou não convites à hierarquia católica, para, nessa qualidade, estar presente nos mesmos actos oficiais.

Embora católico – não tão praticante como gostaria de ser, por questão de coerência, diga-se – confesso que o assunto pouco ou nada me incomoda. E atrevo-me mesmo a dizer que nada deveria incomodar a Igreja portuguesa, se atentarmos que essa mesma Igreja – aqui já não apenas a portuguesa, mas a universal – “não deve ser deste mundo, porque o Reino de Deus não o é também”.


Assim sendo, entendo mesmo que, se o Estado – ou alguns de seus conjunturais, mas também relapsos detentores – entendem que a não devem convidar para tais actos, creio que a Igreja portuguesa deverá até agradecer a “deferência”, pois que… a bem dizer, quem é que quer sentar-se ao lado de tais representantes de tal Estado? Só quem não estiver em pleno uso das faculdades mentais que lhe estarão distribuídas pelo Criador ou alguns palermas que jamais algo de valioso praticaram na vida, mas que, não obstante isso, não foram capazes da atitude digna de recusarem uma das comendas que tão abundantemente (que até foram completamente desvalorizadas e algumas certamente que andarão já pela Feira da Ladra, aos pontapés) por aí foram sendo desperdiçadas nos últimos 20 anos, isto é, de 1986 para cá…

Mas, então, se não é por uma coisa ou outra, por que razão é que apareces tu aqui a “botar” sentenças? – perguntará o leitor que me atura, profundamente intrigado. E com toda a razão, lealmente reconhecerei.

Pois bem, aí vai:

Ao ouvir todas estas discussões bizantinas e que mais se assemelham a tretas de quem mais não tem – ou não sabe – que fazer, e, por isso, resolve andar para aí a “encanar a perna à rã” ou a “engrolar o cidadão”, com menoridades idiotas, lembrei-me de que os nossos iluminados políticos de duas canas (agora já duas, porque vão em crescendo…) deveriam levar a sua impostergável coerência até ao fim – porque de coerência e tomates (isso mesmo, tomates, ou seja, aquilo que os verdadeiros homens têm por condição usar entre as pernas e que lhes faz crescer a barba e pêlos e bíceps e, ao mesmo tempo, lhes engrossa a voz, enquanto os “obriga” a não “cavarem” em retirada perante certas situações mais incómodas, como se não passassem de donzela pudibunda, das que, aliás, já caíram em desuso, haja Deus!) é que a gente precisa nos políticos, a que temos que suportar a mais assustadora das incompetências e a mais acobardante falta de coragem – e, “atirando-se” de cabeça e convicções inabaladas para a separação total da Igreja e do Estado, em coerência, repito, acabar de vez com os feriados constituídos pelos dias santificados da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, que tanto abjuram e de que tanto se envergonham.

É certo que “roubariam” ao mortal português comum cinco feriaditos que tanto jeito fazem. E cinco feriaditos (mais uns tantos dias de pontes, que lá se vão arranjando sempre...), num total de catorze anuais, sempre pesam e retirá-los cria um certo mal estar. Mas seriam coerentes e de coerência é que todo o ser humano mais precisa. Por maioria de razão, os políticos. Aliás, nenhum sacrifício é grande perante, em contraposição, a perda de coerência e verticalidade. Em homens de honra, claro! Mas os nossos políticos por certo que serão homens de honra e de antes quebrar do que torcer, em questão de princípios.

Isto posto, venho humildemente rastejante suplicar aos ínclitos (diria mesmo preclaros e conceituados) políticos de faxina o especial favor de alguma verticalidade e congruência, riscando do calendário oficial (não confessional) de Portugal, os feriados que não se conformam com o digníssimo estatuto do Estado que servem tão desveladamente e até aqui tão ao sabor das meras e hipócritas conveniências conjunturais e desavergonhadas.

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segunda-feira, junho 12, 2006

769. O arrependimento de Pedro





El Greco
(1541-1614).
Pintor, escultor e arquitecto sediado em Espanha e considerado como o primeiro grande génio da Escola Espanhola.


O arrependimento de Pedro
1600, Óleo sobre tela
The Phillips Collection, Washington, D.C.

sábado, junho 10, 2006

768. Ao menos nisto!...





Está em curso o Campeonato do Mundo de Futebol, versão 2006.

Já que, no resto, andamos pelas ruas da amargura, ao menos que nisto possamos não fazer feito de todo.

Vamos em frente, Portugal!

.

( at

Até mesmo porque a nossa cota de asneiradas e barracadas, em futebol, para gozo da estrangeirada, está já mais do que esgotada.

sexta-feira, junho 09, 2006

767. Repouse os olhos...

Lua e sol no Polo Norte
...

766. Os amigos de Sócrates e a Arrábida

Click na foto para ver mais em pormenor o crime que está a ser praticado

Isto é o que a Secil de José Sócrates anda impunemente a fazer à Serra da Arrábida, que é Parque Natural do país e tem vegetação única no Mundo.

Esta é também a tal pedreira em que, segundo a propaganda dos amigos de José Sócrates, da Secil, têm vindo a reflorestar, afirmando a pés juntos e com cartazes de propaganda capciosa (para ser moderado...), que já plantaram mais de UM MILHÃO de árvores. Milhão mais invisível...
...

765. Bamos lá, pessoal, qu'é uma preça!...

Ministro Alberto Costa justifica fecho de 22 prisões com "racionalização de custos". Outras das razões prende-se com a existência de mais funcionários do que presos.

”Não faz sentido ter um conjunto de cadeias onde o número de guardas prisionais excede o número de reclusos"

* * *


Tô d’acordo, ó sôr ministro, tô d’acordo, pôs atão!

S’os guardas prisionais sam mais q’as mães e os presos menos q’as ditas… d’acordo c’o fexo das prisons!

S’as horas de trabalho dos centros de saúde sam mais q’as mães e os doentes menos qu’as ditas… tô d’acordo c’o fexo dos centros… até mesmo às 3 da tarde…

S’os putos qu’nam querem nascer sam mais q’as mães e as parideiras menos qu’as ditas… tô d’acordo c’o fexo das maternidades

S’os putos qu’iram nascer a España seram mais q’as mães e as mães também p’ra lá vão… mailos pais… os tios, os avós, o cão, o gato e o piriquito… tô d’acordo c’o fexo do recenseamento dos portugueses que, esses sim, cada vez mais nascidos lá fora, serão menos q’as mães cá dentro… e, açim çendo, pr’a quê contar os maganos?

S’os processos em juízo sam mais q’as mães e os vêem chegado o dia do julgamento menos qu’as ditas… tô d’acordo c’o fexo dos tribunais


S’os espanholes em Portugal sam mais q’as mães e os portugueses menos qu’as ditas… tô d’acordo c’o fexo do país

S'................ tô d'acordo....

S'................ tô d'acordo....

S'................ tô d'acordo....


S’estes gobernantes sam mais q’as mães e os governados menos qu’as ditas… e com munto menos pachorra pr’ós aturar… tô d’acordo c’o fexo do governo e a eisportassão de tam exçelssos gobernantes para os antípodas dos antípodas.

Bamos lá, então, pessoal, qu’é uma preça!...

NB.- Tô também a ficar munto preocupado por tar cada vez mais d'acordo c'o raio do Goberno. Debo tar a ficar lélé da cuca!...

.....

quinta-feira, junho 08, 2006

764. Por favor, segurem Freitas…


Freitas do Amaral continua imparável e, se ninguém o segura, ainda sai dali algo de que todos teremos que nos lamentar.

Imagine-se que, hoje, em declarações em conferência de imprensa, jactou mais esta:



- Nos termos do acordo agora celebrado (e porque só agora e não antes de terem daqui saído os homens, com o que se teria evitado que andassem por lá a ser obrigados a figuras tristes?...), a GNR terá a seu cargo a responsabilidade pela segurança do bairro mais problemático de Dili. Quando as coisas estiverem definitivamente serenadas, então ficará com a responsabilidade de toda a cidade de Dili.

Pensava eu,
pensavas tu,
pensava ele ou ela,
pensávamos nós,
pensáveis vós,
pensavam eles ou elas

que “Quando as coisas estiverem definitivamente serenadas...” a GNR terá a seu cargo tão somente a responsabilidade de regressar a casa de imediato, uma vez que a razão que a Timor levou o contingente terá deixado de existir.

Isto pensarão todas as pessoas de senso comum, desde que com altura suficiente para chegar ao quadro preto das salas de aula do 1º ciclo.

Não o mne…

Apre, que é demais! Não há cavadela que dê que não acabe em estraçalhamento de mais uma minhoca!... Assim, não há "minhocal" que resista!

Que raio de compulsão esta de que parece sofrer o referido senhor, que o obriga a não se calar em circunstância alguma, mesmo quando até ele devia perceber que o melhor será nada acrescentar, para mais não estragar do que já não está em bom estado?

quarta-feira, junho 07, 2006

763. Quando a diplomacia é feita sobre o joelho...


O putativo primeiro-ministro que temos
...
...
GNR pode deixar Timor-Leste devido a um bloqueio diplomático nas negociações com a Austrália.
Sic Notícias - 2006junho07 - 20.38 horas
...
= 0 =
...OO mne que não temos

Não é nada que não fosse esperado.

Quando a diplomacia é feita sobre o joelho e por amadores, normalmente dá nestas partes gagas e que apenas nos envergonham perante o mundo.
...
Chega de incompetência, senhores!

A GNR vem? Então, façam vocências o especial favor de se irem embora. De preferência para os mesmos antípodas... ou outros mais longe.

O que presuntivamente estão a governar é um país, não uma mercearia...
...

sexta-feira, junho 02, 2006

762. Este Freitas... este Freitas...!


Freitas do Amaral, o inefável ministro dos negócios estrangeiros que nos coube em sorte, saíu-se com mais uma de gargalhada... ou de choro convulsivo.

A propósito do enquadramento das forças militarizadas da GNR (120 homens) que seguirão - certamente que hão-de-seguir, nem que seja daqui a 30 anos... - para Timor, afirmou que Portugal se opõe terminantemente a que sejam enquadrados num comando supremo australiano, que já estava previamente negociado entre Timor e a Austrália.

Imagem de homem duro e valente, esta a do ministro; imagem de nação dura e valente, esta que o governo e o seu inefabilíssimo ministro querem dar de Portugal, perante o mundo e os palermas dos australo...pitecos!

Esquecem-se, porém, de que as tropas (tropas e não simples forças militarizadas portuguesas) têm vindo, como aliás outras, a actuar sob o comando de outros exércitos, em vários teatros de guerra, como seja nos Balcãs, em Angola, no Afeganistão, etc... Já actuaram as nossas tropas sob comando italiano e britànico, pelo menos...

Então, por que razão a GNR - simples força militarizada e não força militar - já não pode? Então, parcelas importantes do Exército Português podem ficar submetidas a comando estrangeiro e uns meros 120 homens e mulheres da GNR já não? Porquê, já agora?

E mais: O que quer o inefável Freitas?

Que as forças militarizadas da GNR - que andam há quase quinze dias a dizer que vão, mas nunca mais vão, enquanto os outros, australianos, neozelandeses e malaios já por lá andam a dar o couro ao manifesto (e tanto neozelandeses como malaios, com bem maiores contingentes de tropas regulares e não forças meramente militarizadas) sob um comando único australiano - chegassem, nem sequer vissem e... logo vencessem?

Sim, só faltaria que a exigência fosse a de que, agora que a nossa GNR aqui chegou - uma eternidade após o momento necessário - afastem-se todos quantos por aí andam armados em mandões, que quem vai mandar no pessoal todo são os nossos incomparáveis militarizados. Tenhamos maneiras! Não sejamos ridículos!

Não contentes, porém, com o que já bastava - e sobrava !... - eis senão quando, de novo Freitas - em nome do nosso excelso governo! - reivindica que a GNR fique subordinada a Xanana Gusmão, o presidente, e a Mari Alkatiri, o primeiro-ministro... que são apenas e só os "cabeças" das duas partes em confronto em Timor!

Mas anda tudo grosso ou quê?

Então, sob a alçada de comando militar estrangeiro, como tem acontecido em tantas outras paragens, NUNCA!, mas divididas entre os dois principais contendores actualmente no cenário timorense, tudo bem!? Porquê, já agora também?

Repito: mas anda tudo grosso ou quê? Ou pensam que somos papalvos?

Ora, diga-me lá, senhor ministro das maravilhas diplomáticas:

Se, no auge do conflito, completamente "partidos para a ignorância", o senhor presidente da república de Timor-Leste ordenar à nossa GNR que prenda ou neutralize a acção do seu opositor, ou seja, o senhor primeiro-ministro da mesma República e este, por sua vez, der similar ordem, mas em revidação, a quem vão obedecer os nossos baralhados homens?


E qual, então, o papel dos australianos? E se os australianos e os neozelandeses e os malaios, com contingentes de milhares de homens - que andam já há que tempos a fazer o trabalho que compete aos nosos GNRs e que vão ser postos na ordem... - se chatearem e resolverem fechar os 120 GNRs num campo de concentração, para não atrapalharem o trabalho que já está a ser feito? Que farão então Vossa Excelência e o Excelsíssimo Governo em que se integra ou... dirige, eu sei lá?!

Seja-me desculpada a insistência, mas tenho que voltar à vaca fria:

Mas isto anda mesmo tudo grosso ou quê?

E se, em vez de para Timor enviarmos os GNRs, disponibilizássemos o senhor ministro dos negócios estrangeiros, mais todo o restante governo e bem assim o respectivo chefe, o "nosso primêro", a Xanana e Cª, na condição de lá ficarem com eles, ad aeternum, mesmo para semente? Não seria essa uma medida bem mais ajustada e até... justa?

Ora, vão lá brincar aos governos e diplomacias de treta para longe e desinfestem o país!

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quarta-feira, maio 31, 2006

761. A versão socrática do...

... não chateies... vai morrer longe!

Não sejas lapa... vai nascer a Espanha!
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sábado, maio 27, 2006

760. Ainda a propósito da governamental...

... diarreia de pretender que os pais e encarregados de educação avaliem os profs dos crianços, aí vai uma sugestão, no sentido de aperfeiçoar a excelente medida:

- Por que não conferir aos profs a possibilidade de avaliarem, eles também, o desempnho dos pais e encarregados de educação? Assim como os mininos chegassem à escola todos os dias, assim os profs classificariam o desempenho diário dos pais e correlativos. No fim do ano se veria.

Claro que, assim, chegados ao final do ano, profs e pais e correlativos seriam passados de ano ou não, consoante a avaliação obtida.

Última sugestão, também ela no sentido de aperfeiçoar tão excelsa medida da mente governamental:

- Em caso nenhum os crianços seriam reprovados. Os profs poderiam ser ou não; assim mesmo, os pais e correlativos. Os crianços, porém, nunca, jamais! Mesmo que não tivessem trabalhado a pontinha de um corno, e, consequentemente, não soubessem, acerca da matéria dada, sequer a ponteca de um chavelho. Sim, porque os criancinhos, não podem ser traumatizados, coitaditos deles.

E não aparece por aí nenhum pai ou encarregado de educação ou o raio que o parta que avalie esta treta de governo que por aí faz burrada dia sim dia sim, com uma arrogância e uma incompetência de bradar aos céus?...
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759. Tá tudo grosso... tá tudo grosso...

"O Ministério da Educação quer que os pais e encarregados de educação avaliem os professores"
RTP1, 13 horas, 27 Maio 2006, Era Socrática
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Não há dúvida...
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Este país é um colosso...
Tá tudo grosso... tá tudo grosso.
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sexta-feira, maio 26, 2006

758. Como foi possível...


... eu ter sobrevivido até aos quase 64 anos que já conto?

De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós, que nascemos nos anos 40, 50 e 60, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque:




- Os nossos berços eram pintados com cores bonitas de tinta à base de chumbo que lambíamos e mordíamos.

- Não tínhamos frascos de medicamento com tampas "à prova de crianças" ou fechos em armários e podíamos brincar com as panelas, garfos, facas, tesouras...

- Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes nem joelheiras.

- Quando pequeninos viajávamos em carros sem cintos e airbags e viajar à frente era uma alegria.

- Bebíamos água da torneira do jardim e até do regato corrente e não da garrafa.

- Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos pirolitos, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora, ao frio e ao sol, a cairmos e a esfolarmos as pernas, cujas feridas eram curadas a poder de lambidelas de cão.

- Partilhávamos garrafas e copos com os amigos.

- Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que nos esquecêramos de montar uns travões.

- Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.

- Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.

- Não tínhamos PlayStation nem nada do género. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. E éramos felizes!!!...

- Tínhamos amigos; se os quiséssemos encontrar íamos á rua.

- Jogávamos à bola até doer a sério! Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.

- Batíamos às portas dos vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.

- Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.

- Criávamos jogos com paus e bolas.

- Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safassem, pois eles estavam do lado da lei, que queriam que respeitássemos.

Sim, como é possível que eu - e tantos outros como eu - tivesse sobrevivido a tal hecatombe?

(recebido por email a que foram introduzidas alterações indispensáveis)
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quarta-feira, maio 24, 2006

757. Quanto tempo faltará?

Voltaremos a ser FELIZES quando...

OS SÓCRATES ... Forem apenas filósofos
OS CAVACOS ... forem apenas instrumentos musicais
OS LOUÇÃS ... forem apenas porcelanas
OS JERÓNIMOS ... forem apenas índios
OS SO ARES ... forem apenas gases

Até lá... Paciência !!!!!

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Recebido por email

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segunda-feira, maio 15, 2006

756. Mereciam melhores pais

No Jornal de Negócios, Sérgio Figueiredo, que entrevistara Medina Carreira na RTP2, a que fiz referência neste blog, escreve Mereciam melhores pais.

Quem é que merecia melhores pais?! Vá ler e veja. Não é supresa para ninguém, aliás.
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755 . Rembrandt - "Os síndicos"

Os Síndicos
1662
Óleo sobre tela
Rijksmuseum, Amsterdam
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domingo, maio 14, 2006

sexta-feira, maio 12, 2006

753. Pois... pois... pois... pois... pois... pois...

Digo eu agora, dirigindo-me principalmente aos mais cépticos, que entenderão que tudo o que o homem disse é exagero e que as coisas não estão tão feias:

- Lembro a todos - principalmente aos de memória curta - que Henrique Medina Carreira é aquele economista que, há bem mais de 10 anos vem pregando no deserto, alertando para o que viria a acontecer, no caso de se continuar no trilho que se vinha seguindo, não optando pelas hipóteses que foi abundantemente expondo e sugerindo.

Há inúmera documentação, a todos os níveis, acerca do que o economista tem vindo a afirmar aos quatro ventos.

Essa documentação é a melhor testemunha a favor das suas teses, já que tudo quanto previu e para o qual alertou veio a verificar-se na íntegra e já não é mais possível escamotear a derrocada e o sarilho em que os políticos (principalmente eles mas não apenas eles) irresponsavelmente nos meteram, enquanto a nossa vizinha Espanha, que não há muitos anos estava pior do que nós, é já a 9ª potência económica do mundo, preparando-se, na opinião dos mais reputados economistas mundiais, para, em 2008, ultrapassar a própria Alemanha, o que conseguiu com muito trabalho e seriedade de propósitos de políticos, empresários e cidadãos comuns, todos em uníssono, em tomo de um projecto de sociedade desenvolvida e própera.

Nós, porém, viemos até aqui, cantando e rindo, nem menos nem mais estúpidos, afinal, do que a cigarra de La Fontaine.

Vamos, a partir de agora, amargá-las bem amargadas. Medina Carreira foi avisando. Os políticos que temos foram fazendo ouvidos de mercador, rindo-se alarvemente do "profeta da desgraça" e brincando inconsciente e abusivamente com o futuro de todos nós e dos nossos vindouros..

O resultado é esse que todos os dias vamos constantanto e o que mais iremos constatar de futuro. Porque tudo vai piorar a breve prazo. Quem viver, verá.

Miséria! Miséria! Miséria! Como dizem os italianos: Porca miséria!
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752. Pois... pois... pois... pois... pois...

Henrique Medina Carreira, entrevistado hoje, 12 Maio 2006, no programa Negócios à parte, da RTP2, disse, a determinada altura, que...

... temos - nós, sociedade portuguesa - que nos convencermos de que vamos ter anos muito complicados. Não há maneira de dar a volta à situação em que nos encontramos, sem medidas muito duras, radicais mesmo, que fatalmente terão que passar pela perda de direitos até agora considerados irrevogáveis.
Acrescentou mesmo que as medidas que estão a ser tomadas no domínio da Segurança Social não chegam a 25% do que efectivamente é necessário que se faça.
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751. Pois... pois... pois... pois...

Henrique Medina Carreira, entrevistado hoje, 12 Maio 2006, no programa Negócios à parte, da RTP2, disse, a determinada altura, que...

... nas últimas presidenciais tanto podia ter apoiado Mário Soares, o que não fez, como Cavaco Silva, o que fez.

Apoiou o último, porque lhe parece bem mais preparado para perceber a real situação do país.

No entanto, Mário Soares, com os facilitismos que lhe são conhecidos, teria a virtude de ajudar a levar o país mais depressa para o fundo total, que é do que precisamos urgentemente, para - tendo finalmente percebido que há que deixarmo-nos de brincadeiras - iniciarmos, então, sim, a recuperação que temos que fazer.

Com Cavaco Silva, porém, sempre haverá a possibilidade de aguentar a actual situação por mais algum tempo, sem queda tão brusca, mas inevitável. O que será mau, pois que quanto mais demorarmos a entrar na realidade, pior será tudo e mais difícil a recuperação.
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750. Pois... pois... pois...

Henrique Medina Carreira, entrevistado hoje, 12 Maio 2006, no programa Negócios à parte, da RTP2, disse, a determinada altura, que...

... As medidas que estão a ser tomadas são meramente epidérmicas e nada irão resolver, tratando-se, pois, de mais um adiamento, este mais grave do que os anteriores, uma vez que não há mais espaço para protelamentos.
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749. Pois... pois...

Henrique Medina Carreira, entrevistado hoje, 12 Maio 2006, no programa Negócios à parte, da RTP2, disse, a determinada altura, que...

... José Sócrates não tem qualquer competência para o cargo de 1º ministro...
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748. Pois...

Henrique Medina Carreira, entrevistado hoje, 12 Maio 2006, no programa Negócios à parte, da RTP2, disse, a determinada altura, que...

... Sócrates parece ter aprendido as técnicas da propaganda com... Joseph Göebbels.
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sexta-feira, abril 28, 2006

747. Perguntar ofende?

Cautelosamente supondo que não, aí fica a pergunta:

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- Será que os "nossos" políticos
...
- que se preparam para aprovar
...
(ou aprovaram já, pois que com eles nunca se sabe ao certo o que se passa, tal é a baralhação constante)
...
legislação que atribui cotas a mulheres nas listas de candidatura eleitorais -
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conseguiram elementarmente perceber que a norma é retintamente inconstitucional?
...
Esclarecendo:
...
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(Princípio da igualdade)

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
(Constituição da República Portuguesa, VII revisão - 2005)
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Quid juris, conscripti patres?
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746. Por questão de vergonha na cara



Por mera questão de vergonha na cara, recuso-me a falar do iberista ex-futuro ministro da obras públicas, de seu nome Mário Lino.
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745. Apenas 6,72% não conseguiram…


A notícia que hoje corre as redacções dos jornais, das rádios e das tvs é a de que, dos 230 deputados à Assembleia da República, 119 (51,74%) faltaram à célebre sessão da 4ª feira que antecedeu a Páscoa.

Dessa imensidão de faltosos (mais de metade do total, note-se!), 111 (93,28%) terão apresentado razões tão “ponderosas”, para não estarem presentes onde a sua presença era dever impostergável, que quem de Direito se viu no indeclinável Dever de as considerar justificadas.

Ou seja, de 119 faltosos, apenas 8 (6,72%) não conseguiram - ou nem se deram ao trabalho de tentar - apresentar as tais razões ponderosas que os ilibassem, isentando-os de uma multazita.

Aqui chegados, pergunta indeclinável se impõe:

- Haverá por aí algum ingénuo que acredite “nisto”?

Assim, cantando e rindo, prossegue o desprestígio do Parlamento, o seu arrasamento de uma ponta a outra, a implosão da instituição democrática por excelência!...

O mais curioso é que ainda aparecem por aí algumas vozes - bem intencionadas, claro - a clamarem contra quem, não se conformando com estes deputacionais affaires, brada aos céus, sem que, no entanto, seja ouvido. Até ver…

Alegam esses defensores da "serenidade", da quietude da pax romana, que bradar contra “isto” é entrar em campanhas de descredibilização da Democracia.


Claro! Quando eu – e outros ingénuos! – me insurjo contra este inominável estado de coisas, atento gravemente contra a Democracia.

Os ilustres deputados, que não cumprem com os deveres a que se obrigaram de livre e espontânea vontade, esses não atentam contra os valores democráticos.

Evidentemente!

Pelo contrário, são os seus mais lídimos garantes!

Razão tinha António José Saraiva. Mas, sobre isso, falaremos mais descansadamente um dia destes.

Entretanto, que tal começar a varrer o país?

quinta-feira, abril 27, 2006

744. Anunciação


Anunciação
Sandro Botticelli
(Alessandro di Mariano Filipepi)
n. 1445 - f. 17 Maio 1510
c. 1489, têmpera sobre tela, 150x156 cm
Galeria degli Uffizi
Florença
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