2. A nação benfiquista está feliz, como se compreenderá. Que viva o Benfica!
3. Como igualmente se compreenderá, estando a nação benfiquista feliz, a nação portuguesa está-o igualmente. O facto nem sofre a mínima contestação. É só ouvir os ecos que correm pelo País inteiro e não apenas aqui ou ali, desgarradamente. Não há festa que se lhe iguale. A partir de hoje, a nação portuguesa estará muito menos deprimida e bem mais optimista do que tem estado. Que viva o Benfica!
4. Muita gente está de parabéns e outra tanta os merece. Muita gente merece mesmo felicitações por... ter cumprido o seu dever. Uns de forma mais conseguida do que outros, mas todos a cumprirem.
Há, no entanto, uma entidade não falada em todo este processo da obtenção do título pelo Benfica, a quem o País, a nação portuguesa, está particularmente grata e que certamente não esquecerá. E, no entanto, essa entidade apenas cumpriu o seu dever. Ainda não totalmente, mas tem vindo a fazê-lo.
Quem é essa entidade? A Polícia Judiciária.
Não fora a PJ e o Benfica não teria sido campeão. Que viva a Judiciária e que viva o Benfica!
5. Isto significa que aquilo que centenas de milhares de benfiquistas, mas não somente benfiquistas, de há tantos anos para cá diziam correspondia integralmente à realidade. Não se tratava, pois, de qualquer espécie de patranha. A prova – cabal – está feita.
E o que é que essas centenas de milhares de benfiquistas – e não somente benfiquistas – diziam?
Apenas isto: que o Benfica não venceria mais qualquer campeonato enquanto as autoridades judiciárias não interviessem no futebol e seus agentes.
Pois bem, intervieram, com destaque para a PJ e… o Benfica foi campeão.
Como diria Cícero, se fosse vivo: quod erat demonstrandum, demonstratum est, ou seja, o que se pretendia demonstrar, está demonstrado. Ponto final. Que viva o Benfica!
Resumindo: o Apito Dourado aconteceu e o Benfica venceu.
Rima e é verdade. Como profetizávamos, mesmo não sendo profetas. Que viva o Benfica!
* * *
Que me perdoe quem não gostou disto que aqui deixo dito. Depois de 10 anos de esperanças torpedeadas de todas as formas, de atropelos de toda a ordem, e, principalmente, de imensos enxovalhos recebidos, tinha que desabafar a dizer a minha verdade. Que é, afinal, a verdade nua e crua, como se sabe. E que não pretende ferir ninguém, apenas repor a verdade das coisas. A verdade a que, afinal, todos temos direito.
Fecho aqui o parêntises que abri na calma convivência com todas as cores clubísticas, para, ao menos agora, dizer de minha justiça futebolística. Não, sem antes repetir:
Viva o Benfica!
2005Maio24
Ruben Valle Santos