sexta-feira, junho 03, 2005

401. Está à espera de quê?

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Adira à Comissão de Luta Contra a Exclusão Social dos Políticos Portugueses.

Mostre que não lhes quer mal. Mostre que, pelo contrário, quer-lhes tanto que até está disposto(a) a lutar com todas as suas forças e disponibilidades pelo direito que lhes assiste de não serem excluídos da sociedade portuguesa.

Não hesite! Adira já!

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400. Late afternoon thought... (lxxix)

Se te limitares a seguir passos alheios,
como poderás aspirar a mais
do que o segundo lugar?
Ruvasa
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399. Comissão de Luta Contra a Exclusão Social dos Políticos Portugueses

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Uma blogamiga deu-me há pouco uma excelente sugestão.

Um cartaz em que se apele a que os políticos não sejam socialmente excluídos da vivência dos cidadãos portugueses comuns, já que, sendo também portugueses, não é justo que se vejam marginalizados.

Assim e com a devida vénia à Elise, venho propor que se crie uma Comissão de Luta Contra a Exclusão Social dos Políticos Portugueses (CLCESPP), cuja primeira acção a desenvolver será a elaboração do cartaz acima mostrado (ou outro que melhor se julgue), nas medidas 4x3m, e afixação de um exermplar, pelo mínimo de uma semana, em cada uma das capitais de distrito e regiões autónomas do país.

Para o efeito, é necessário que se constitua uma pequena comissão que se encarregue de recolher os poucos fundos necessários para o efeito e providencie por todas as démarches necessárias a que a acção seja levada a bom termo.

Porque se trata de acção de grande mérito, como é a de acolher no nosso seio - e não já dele excluí-los, como até aqui... - os nossos políticos, espera-se grande adesão e entusiasmo pela ideia e sua concretização.

Têm, pois, a palavra, os Portugueses.
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398. Risco que ele não corre…

Marques Mendes acusa Sócrates de dar "o dito por não dito"
Público SEGUE

* * *


Ora aí está risco que o próprio MM não corre. Nunca diz nada... Ou não existe ou será apologista do aforismo popular que refere que o calado é o melhor.
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397. Reflexão matinal... alheia (20)

O coração faz o carácter.
Eça de Queirós
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quinta-feira, junho 02, 2005

396. À atenção de todos os quadrantes políticos

Como é sabido de todos, quando do Euro 2004, houve um político que pediu aos portugueses que se unissem em em torno de uma causa comum e pusessem uma bandeira portuguesa à janela de suas casas.

Os portugueses uniram-se por uma causa justa e dignificação do país.

Agora é tempo de nova união e nova acção.

Guardemos as bandeiras e vamos todos pôr nas nossas janelas uma bandeira negra, em forma de luto de protesto, em nome do momento negro que atravessamos e do que ainda virá, fruto de uma má gestão por parte dos sucessivos governos e da politiquice em que vivemos, em que se continua a gastar o que não temos e nos pedem enormes sacrifícios, sem que vejamos a necessária correspondência na abdicação das mordomias que lhes são inerentes.

No dia 10 de Junho, façamos luto por Portugal, com bandeiras negras nas janelas de todo o país.

Passe esta mensagem a todos os seus conhecidos, pois Portugal é dos Portugueses.


* * *

Este é o texto de um e_mail que acabo de receber e circula aí pelo País.

Será bom que os políticos estejam atentos aos sinais. Grandes tempestades, altamente destruidoras, tiveram começo em pequenas gotas de chuva bem mais inofensivas do que esta...

395 O Galhofas (16). Mais uma sintonia, hein?

O primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros reiteraram, ontem, que Portugal rejeita a proposta da presidência luxemburguesa para o Orçamento 2007-2013 da UE.

Mas, enquanto José Sócrates recusava, em Bruxelas, admitir a hipótese de o país usar o seu direito de veto, Freitas do Amaral garantia, em Lisboa, que o Governo inviabilizará a proposta se se confirmar a perda de 25% dos fundos provenientes da União.
Jornal de Notícias - 2005Jun02

Eh, c'um raio, cabalhêros. Bejam lá se bocemecês chegam a calquer conclusão, qu’o desgraçado do home tá lá fora à torreira do soli, à espera da resposta, catarino!

Bocemecê coça-me o barrigame qu'eu digo-le o qu'eu penso

quarta-feira, junho 01, 2005

394. A frase caricata – 1 Junho 2005


Nada justifica que as pensões mais altas não paguem imposto.
José Sócrates


* * *

Quem teria dado tal informação ao nosso primeiro?

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hihihihihi!

Bocemecê coça-me o barrigame qu'eu digo-le o qu'eu penso

terça-feira, maio 31, 2005

393. Late afternoon thought... (lxxviii)

Todas as respostas estão connosco,
mas, para que delas tiremos proveito,
torna-se necessário que saibamos ouvir-nos.

Ruvasa
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segunda-feira, maio 30, 2005

392. Constituição Europeia

391. Late afternoon thought... (lxxvii)

Há por aí alguém que saiba compaginar
pensamento de Esquerda solidária
com ostensivo trem de vida de Direita?
Ruvasa
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390. Atitude sensata e correcta, sim senhor!

Vítor Constâncio afasta candidatura à Presidência da República

Vítor Constâncio afasta a hipótese de se candidatar à Presidência da República. O actual governador do Banco de Portugal afirmou ao "Diário Económico" que não é candidato e não tem "mais nada a dizer sobre esse assunto".

PUBLICO

Atitude sensata e correcta, sim senhor!

Se, numa área em que é considerado reputado especialista, falha clamorosamente as previsões orçamentais, com resultados tão afastados um do outro, e no curtíssimo espaço de três meses, o que não poderíamos esperar das suas performances em áreas que não domine?

Obrigado, pois, amigo Constâncio! Desta hipótese já estamos livres. Veremos se conseguimos evitar a outra também. Já agora...
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389. Mais uma tentativa

Já aqui meti esta foto, tentando que alguém possa saber o título do quadro reproduzido e o respectivo autor, coisa que minha ignorância não consegue. Tenho desenvolvido esforços inauditos, de há cerca de 10 anos para cá, no sentido de apurar aqueles dados, mas ainda nada consegui, muito embora tenha rebuscado verdadeiras bibliotecas e surfado horas seguidas na Net, bem como consultado peritos de História da Arte.

Será que algum dos meus blogamigos poderá trazer um pouco de luz a este espírito tão confuso e intrigado?

domingo, maio 29, 2005

388. O gosto e os três vinténs…

Não há dúvida de que tantas piruetas e matreirices se cometem que, a determinada altura, já nem o próprio autor de tais “feitos” acredita em si mesmo.

Vem isto a propósito da prédica dominical do Pe. Marcelo. (perdão, é Prof., não Pe.)

Já há uns tempos que o não ouvia. Faltava-me a pachorra.

Hoje, dei-me ao trabalho. E constatei que o homem perdeu a chama e está uma sombra do que era. Com o célebre episódio da “censura” na TVI deve ter-se capacitado de que, ele próprio esgotara a capacidade de se suportar.

Deve ter concluído que, se nem ele mesmo consegue já ouvir-se, dificilmente outros sentirão atracção pelas suas diatribes contra tudo o que está e de cenários, congeminados em noites de insónia, sempre má conselheira. Mais lhe valera dormir umas horas mais, já que muito do que anda para aí a dizer a esmo é apenas fruto das noites mal dormidas.

Nota-se bem o pouco à vontade com que está frente às câmaras. Gesticula mais do que diz, requebra-se mais do que comenta. Como é inteligente e experiente, apercebeu-se de tudo isto e certamente de mais algumas outras coisas. Daí, o incómodo que demonstra. Para o que deve também contribuir o facto de a “entrevistadora” o balizar devidamente, coisa que não acontecia na TVI.

Enfim! Deixemo-lo andar. Dias virão em que as coisas se hão-de compor. Elas cá se fazem, cá se pagam… Pode tardar, mas raramente falha.

Do que disse hoje, banalidades, vale a pena reter uma única coisa:


Afirmou, a propósito do não francês ao Tratado da Constituição Europeia, que, em democracia, as coisas são mesmo assim, ou seja, os eleitores agem como bem entendem e, depois, pagam (por vezes caro) pelas opções que fazem. Como se está a ver em Portugal, aliás, acrescento eu.

Provavelmente, nem ele próprio se apercebeu da força da verdade de Monsieur de La Palisse que, com isto, estava a enunciar.

Pela minha parte, sempre direi, como os antigos, que mais vale um gosto do que três vinténs. E assim é que... os portugueses quiseram ter um gosto; agora vão pagá-lo com os três vinténs.

Como é que dizia Guterres? Ah! sim, já me recordo:

- É a vida!


Pois... Guterres gostava muito de dizer coisas... Não era ele a picareta falante?
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387. Quando o monstro...

… se vira contra o pai, que fazer, hein?!

E que danos provocará provar do veneno que tão diligentemente se andou a deitar na comida de outros?


E quem com ferros mata, com ferros não há-de morrer?

* * *

Mal posso esperar pela grandeza da resposta...
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386. Finalmente, Santana Lopes apresenta as suas razões

Em artigo intitulado O regime político e as medidas anunciadas esta semana, hoje publicado no DN, Pedro Santana Lopes tece várias considerações acerca da questão do deficit orçamental e do conhecimento que dele já teriam os socialistas antes da dissolução da Assembleia da República, que levou à realização das legislativas de 20 de Fevereiro último, pelo que o que prometeram na campanha eleitoral não passou de um ror de falsidades e o que hoje por aí propalam segue exactamente a mesma linha.

De um modo geral, Santana Lopes veio confirmar tudo aquilo que tenho vindo a escrever nos últimos dias neste blog. Bom será, todavia, que se confira uma vez mais tudo, através da leitura, não só do artigo em causa, como do apanhado-interpretação que dele o jornal Público faz, também na edição de hoje, sob o título Défice: Santana diz ter proposto medidas de Sócrates na campanha eleitoral.

* * *

Vai mesmo mais longe, PSL.

Depois de manifestar a sua incomodidade por vários dos que teriam a obrigação de falar, esclarecendo a verdade, principalmente a actual direcção do seu partido, o não terem feito, informa que

"Para que haja uma clarificação total sobre a evolução dos valores do défice, do ano passado para este ano, como cidadão e como ex PM, irei apresentar nos próximos dias um Requerimento Formal ao governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, para que (…) certifique qual o valor do défice que resultaria para 2004 fazendo o mesmo exercício (…). Creio que será o bastante. Mas, se o não for, apresentarei os requerimentos que forem necessários junto das entidades competentes da União Europeia, as quais, como é sabido, têm uma palavra decisiva nesta matéria".

Sem demasiadas considerações, por escusadas, aí deixo os links para as duas peças, e direi que era tempo de alguém fazer algo a benefício da verdade e em favor do esclarecimento da opinião pública que tem vindo a ser vergonhosamente intoxicada, com mentiras descaradas. E não posso também deixar de reafirmar o que já aqui deixei evidenciado e que, a cada dia que passa, mais se confirma:

A hipocrisia parece não ter mesmo quaisquer limites. E a desvergonha e aldrabice campeiam por aí, tudo servindo para vencer eleições, incluindo mentira insidiosa e sem medida arremessada contra o eleitorado.


A verdade, porém, acaba sempre por vir à tona. Fatal como o destino. Ainda que de pouco valha, porque o mal está feito e é irremediável. Mas lá os vamos conhecendo um pouco mais.

Uma pequena nota, para terminar:

Parece que a putativa direcção do Partido Social Democrata não tem sentido a necessidade, que é obrigação, de tomar a iniciativa de defender um governo que pelo partido era liderado, como se o "este" partido de agora nada tivesse que ver com o de há poucos meses atrás.

Quando se é de pequena estatura política tem-se muito a tendência para confundir a árvore com a floresta, é certo, mas mais ainda, pior ainda, o frágil arbusto rasteiro com a mais robusta e grandiosa das árvores.
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sábado, maio 28, 2005

385. A frase não descarada – 28 Maio 2005

O sr. presidente da república afirmou hoje, perante as câmaras de televisão, que, para ultrapassarmos as dificuldades com que nos defrontamos, é preciso estarmos todos unidos.

* * *

Hoje, claro! Há quatro meses era bem diferente. Não havia crise, nem dificuldades, menos ainda era preciso união de todos (quanto mais agitação melhor…). Por isso sua excelência actuou como actuou. Agora, estamos como estamos e lá vem o apelo...

Este é o presidente da república que temos, benza-o Deus!

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384. Onde se prova que a culpa é também de Nuno Álvares Pereira e outros que tais

Depois de noites de insónia, a congeminar plano que fosse suficientemente hábil para nos tirar destas aflições orçamentais e outras – que, de bom grado, ofereceria ao “nosso primeiro” para que o aplicasse, como só ele e seus amigos sabem, de forma a alcançar o êxito por que tanto esperamos – passei esta madrugada, quase manhãzinha, por um momento de profunda agitação e enorme exaltação patriótica, quando me lembrei de história antiga que, a dar resultado, seria a salvação de todos…menos de alguns, claro, os que no engodo se deixassem cair.

Então, em que consistia o brilhante plano?

Simples:

Como está mais do que provado que não sabemos – nem queremos, que é o que é... – tomar conta de nós próprios, só nos restava a solução de declarar guerra, não aos USA - como se chegou a pensar da outra vez em que estivemos com os pés para a cova e até o FMI cá veio dizer e ordenar o que devíamos fazer para ressuscitarmos o falecido – mas tão somente a nuestros hermanitos que, no mesmo período em que nos tornávamos mendigos europeus por excelência, que todas as esmolas “perdularam”, acordaram do torpor em que viviam, trabalharam duro e fizeram passar a Espanha de país mais ou menos proscrito no concerto internacional a 8ª potência económica mundial.

Declarada a guerra, fazíamos-lhes uma série de caretas e negaças cá deste lado, para o lado de lá, até que eles, muito chateados, viriam por aí fora, invadiriam o rectângulo, anexar-nos-iam, ficando nós com o problema resolvido e eles com uma dor de cabeça do tamanho do mundo.

Excitadíssimo com a brilhante descoberta, de supetão levantei-me da cama, onde me revolvera por toda a noite, na busca de tão excelente solução, e, deixando a mulher muito zangada por tê-la acordado em sobressalto, vim beber um copito de água, que a boca se me secara com a antecipação do sucesso que iria ser.

Ao chegar à cozinha, porém, pela janela entrava já um raiozito de sol. Bem, não era propriamente um raiozito, mas já um senhor de um raio que, ao mesmo tempo que me deixava momentaneamente cego dos olhos, me iluminava o cérebro e me trazia para as realidades da vida, mostrando-me o logro em que eu próprio estava a fazer-me cair.

Foi um desconsolo pensar melhor no assunto e concluir que o plano jamais resultaria. E por motivo simples. Eles nunca cairiam em tal logro. Lembrar-se-iam de Nuno Álvares Pereira – e de outros malfadados torpeadores de fantásticos planos, como os conjurados de 1640 –, faziam-nos um manguito e por lá se quedariam, muito sensatamente pensando:

- Tal não estão os manguelas, hein?! Que se entendam sozinhos, que a gente já os conhece de outros carnavais, coño – depois, gritando para cá, gozar-nos-iam à brava – Com que então, ainda queriam levar Olivença, hein? Para quê? Para meterem mais uns quantos em problemas que agora não têm?

E nós, entupidos, sem resposta que se ouvisse, porra!

Imagine-se o estado em que fiquei, com tal cena ante os olhos, ainda por cima ofuscados e lacrimejantes por força da força do sol matinal!

Tanto trabalho, tanta insónia e, afinal, fico sem maneira de ajudar o “nosso primeiro” e, pior do que isso, a nós próprios. E, ainda por cima, dou comigo a imaginar tamanha humilhação, que bem evitada seria não fora o meu espírito solidário a tentar dar uma ajudinha, mesmo a quem a não merece, como o “nosso primeiro”!

Não. Não há remédio mesmo. Porque outra solução seria a de, a troco de fartas divisas, exportar umas quantas boas cabeças em diversas áreas da actividade humana. Sei lá!... Talvez empresários, escritores, artistas plásticos, serralheiros, cientistas, carteiristas, poetas (alegres ou não), funcionários públicos, gestores de qualquer coisa, enfim!, mas é
também plano inviável, porque não temos dessa matéria prima. Temos, isso sim, carradas de carreiristas, de oportunistas, de tipos capazes de chegar ao topo de várias escadas políticas sem terem exercido uma única profissão, de outros, especializados em viverem de fundos europeus, à custa de programas inexistentes de formação profissional e outras artimanhas, de chicos-espertos, a bem dizer.

Mas tralha dessa está com preço real pela hora da morte, pelo que o lucro obtido por uma tonelada deles não chegaria para um pequeno-almoço no Tavares Pobre.


E isso era se alguém lá de fora aceitasse comprá-los, o que duvido, porque desses também eles lá têm a sua conta, só que equilibrada com os que prestam para alguma coisa, ao contrário de nós que continuamos desequilibrados… e não só nessa vertente.

Definitivamente, estamos tramados.


Ou, sérios, passamos a trabalhar a sério ou, como somos na verdade, vamos mesmo para o buraco dos infernos. De vez. Com o ”nosso primeiro” à frente, mas também com o segundo e o terceiro... Todos eles...

Raios partam a triste sina! Nem na desagraça das desgraças conseguimos livrar-nos deles.

Ah! Nuno… Nuno!...

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sexta-feira, maio 27, 2005

383. Paraíso e Inferno

O que é o Paraíso? E o Inferno?
SEGUE
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382. Mensagens subliminares

É preciso estar atento às mensagens subliminares contidas nas palavras e acções de quem nos governa e até nas de quem está por dentro dos problemas e tem acesso aos grandes meios de comunicação com as massas.

Para quem ande mais distraído, aqui ficam dois avisos:

Nas medidas que anunciaram irem tomar e no discurso que apresentam para as justificar, Sócrates e o governo, subliminarmente dizem-nos:

- Fujam para Espanha, já!

Por seu turno, Medina Carreira, na entrevista que deu a Gomes Ferreira, na Sic Notícias, igualmente em linguagem subliminar, acrescenta:

- Para Marrocos também serve!...


Mensagem subliminar, que retiramos de ambos os discursos:

- Agora, sim, estamos completamente comidos. E mal pagos...
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381. Já não existe, senhor presidente ?…

Sim, senhor presidente da república que temos (a república, não o presidente, evidentemente!...) é extremamente curioso que vossa excelência, sempre de verbo tão prolixo – e até aqui há coisa de três meses, ainda mais do que é habitual –, subitamente tenha perdido dom tão sublime e sublimado.

O seu célebre e tão glosado discurso do “existe vida para além do deficit”, repetido à saciedade (quase seria levado a dizer, repetido ao enjoo…), que é feito dele, agora que é tão mais necessário do que antes? Também curiosamente, deixou de ter significado. Foi esquecido.

Porquê, senhor presidente? Entende vossa altíssima excelência que agora já não existe vida para além do deficit? Em três meses o que era deixou de ser? Porquê, senhor presidente, porquê? Qual o maravilhoso sucesso que determinou tal inversão de valores?

Não quero acreditar que possa ter sido a eleição de seus camaradas socialistas. Não, não pode ser, senhor presidente. Porque o senhor, ao ser eleito presidente da república, deixou de ser socialista, passou a ser simplesmente português. É pouco, sabe-se, para quem muito mais merece, mas é tudo quanto se pode arranjar, que quer? No entanto, constitucionalmente, lícito será exigir-se-lhe que o seja. Isso mesmo. Simplesmente português. Melhor ainda, o português mais responsável pela comunidade de todos quantos se arrogam de portugalidade de sentimentos. A própria consciência deve exigir-lho. Então, a que fica a dever-se essa surpreendente afonia, senhor presidente?

Repare que, agora – aliás como sempre, em coerência, ele, sim – o seu amigo Medina Carreira vem dizer que o deficit é, neste momento, o grande mal a atacar dizendo mesmo que se deve ir bem mais longe, já. Porque, daqui por meia dúzia de anos, caímos na bancarrota.


E chega ao ponto de dizer – imagine tal desaforo! – que uma ministra das finanças que o senhor também conhece fora a única que por lá passara e percebera a realidade, actuando em conformidade, se bem que em medida ainda não completamente satisfatória. E, por favor, veja lá, senhor presidente, que Medina Carreira – que nada tem que ver com PSD ou CDS, como o senhor presidente bem sabe – demonstrou, com números, o acerto da política financeira que estava a ser seguida. O que contraria a visão das coisas de vossa excelência, como com tanta prestreza e afinco andou propalando aos quatro ventos, quando se tratava de botar abaixo o governo que estava… para o substituir por amigos, com isso agravando o deficit para números inimagináveis há seis meses atrás.

Mas, agora, que os seus amigos tanto se preocupam com o deficit – e de modo muito mais gravoso para os cidadãos - se bem que agora com folga que a UE não dava anteriormente – vossa excelência perdeu a fala.

Curiosamente, senhor presidente… Muito curiosamente.

Afinal, senhor presidente, quid juris? Não quer dizer-nos, esclarecendo-nos, como lhe compete? Ou entende que não temos esse direito?

Ah, sim! Não temos esse direito? Assim sendo, tudo bem. Cá nos vamos habituando. Comemos o que esmolarmente nos dão a comer, nesta palavrosa e inconsequente democracia, que disso não passa...

É certo que Janeiro vem a caminho. Mas quod erat faciendum, factum est.


Os meus respeitos, senhor presidente. Depois de Janeiro, jamais nos veremos. O que é justo e merecido. Para nós e por nós, diga-se em abono da verdade. Talvez que para a próxima sejamos mais lúcidos nas escolhas que fazemos... ou deixamos de fazer.
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380. Logo pela fresquinha... Venham mais dessas...

Chega, logo pela manhãzinha, notícia fresquinha, justificadora de algumas maldades, designadamente a de subir o IVA, que era dos tais impostos que, há apenas dois meses, jamais subiria...

As receitas que hão-de ser arrecadadas com a subida do Iva servirão para tapar o buraco das "scuts".

Grande Sócrates! E não vai um niquinho de sicuta nem nada, homem?...


Ora aqui está um caso em que se torna bem difícil gostar de quem nos quer mal.


* * *

Foi tão pela fresquinha, tão pela fresquinha que meti o pé na argola...

Lá em cima, onde se lê IVA deve ler-se ISPP, ou seja, Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos.

Agora, que regressei a casa, apresso-me a corrigir o lapso. Tudo o resto que escrevi se mantém inalterado.

A história das scuts e do ISPP significa, pois, coisa interessante: SEGUE
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quinta-feira, maio 26, 2005

379. Late afternoon thought... (lxxvi)

Amar quem nos quer bem não custa;
difícil é gostar de quem nos quer mal.
Ruvasa

378. O julgamento de Páris

O Julgamento de Páris
Pieter Paul Rubens

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377. A frase descarada - 25 Maio 2005

Foi uma grande surpresa a nomeação para a administração da Galp.
Fernando Gomes, PS
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quarta-feira, maio 25, 2005

376. Late afternoon thought… (lxxv)

Dificilmente se encontrará maior estupidez
do que a de a si próprio mentir.
Ruvasa
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375. Ao que chegou esta democracia!

Lúcido como de hábito, apontava-me ontem um amigo a diferença e a semelhança entre a ditadura que tivemos até 24 de Abril de 1974 e a democracia que hoje vivemos:

São elas, a diferença e a semelhança:

Enquanto na desconfortável ditadura estávamos impedidos de dizer de nossa justiça em praça pública, pelo que ninguém ligava a mínima importância ao que pensávamos e queríamos,

nesta confortante democracia, podemos, na mesma praça pública, gritar à vontade as razões que nos trazem furiosos com a politiquice que por aí grassa, que ninguém liga a mínima importância ao que pensamos e queremos.

Grande António Alves!

374. A frase descarada - 24 Maio 2005

O regime de contratos é mesmo assim. Se houver uma alteração das circunstâncias, há toda a legitimidade para que não sejam cumpridos. E a alteração das circunstâncias é a grande surpresa perante a situação real do País.
Alberto Martins, PS

O PS está, assim, liberto de cumprir o que dolosamente prometeu. Um estouro de argúcia e esperteza canecense.

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373. Já agora, ponhamos tudo no são, ok?

Muito se tem falado no deficit orçamental nestes últimos dias!

Infelizmente, quase sempre com tal dose de demagogia que ultrapassa tudo aquilo a que em Portugal já estamos habituados (e atente-se na circunstância de estarmos habituados a doses bem maciças…).

Sejam políticos, sejam jornalistas, sejam meros gatos pardos, que os há às dúzias, por aí, todos falam do deficit, por forma a induzir em erro quem ouve e quem lê, que não esteja decentemente informado do que se passa. Abordam o tema do deficit de 6,83%, como se ele fosse já uma realidade. Tanto quanto me lembro, apenas o editor de economia da SIC foi suficientemente sério para esclarecer a situação. SEGUE
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domingo, maio 22, 2005

372. O Benfica é campeão!

Boa noite a todos!

O meu clube, o Sport Lisboa e Benfica, o SLB, o Benfica, enfim!, é campeão!

Não fui capaz de assistir ao último jogo, o de hoje. Como tive que sair de casa por motivos inadiáveis e como sabia que não conseguia assistir ao jogo, mantive-me afastado de televisores e rádios até saber como tudo acabara.

São 22,15h e regressei agora a casa.

(Chegam-me neste momento notícias de que benfiquistas foram atacados por adeptos do FCPorto. Não me admiro que tal tenha acontecido e já o esperava. Mas o facto, desde que não haja feridos graves ou pior a lamentar, é coisa que não importa. Sim, na verdade, que importa o despeito de alguns? Adiante, pois, que esses não contam! Os que contam são os adeptos do FCPorto que são civilizados e não se deixam amassar na cultura caceteira imposta por alguns no clube. Que sempre serão mais do que os que o não são. E isso é que interessa. O resto não conta.)

Continuando…

Não posso deixar de dar o meu grito:

Viva o meu Benfica!

E, também não posso neste momento, calar umas pequenas observações, que os meus amigos de variadíssimos outros clubes, que os tenho em bom número, felizmente, mas principalmente os portistas, compreenderão e até aceitarão como razoáveis, depois de tantos anos de jejum forçado e desmoralizante. Não quero, com o que vou deixar dito, atingir ninguém. Pretendo apenas não calar algo que tem que ser dito, porque quem não sente não é filho de boa gente e para colocar as coisas todas em seu devido lugar, que é o são.
...
Vamos lá, pois:

1. É pena que o Benfica, apenas hoje e depois de mais 90 minutos de grande sofrimento, tenha conseguido chegar ao título, quando o poderia ter arrecadado há 3 ou 4 jornadas. Mas não se pode ter tudo. Paciência! Que viva o Benfica!

2. A nação benfiquista está feliz, como se compreenderá. Que viva o Benfica!

3. Como igualmente se compreenderá, estando a nação benfiquista feliz, a nação portuguesa está-o igualmente. O facto nem sofre a mínima contestação. É só ouvir os ecos que correm pelo País inteiro e não apenas aqui ou ali, desgarradamente. Não há festa que se lhe iguale. A partir de hoje, a nação portuguesa estará muito menos deprimida e bem mais optimista do que tem estado. Que viva o Benfica!

4. Muita gente está de parabéns e outra tanta os merece. Muita gente merece mesmo felicitações por... ter cumprido o seu dever. Uns de forma mais conseguida do que outros, mas todos a cumprirem.
Há, no entanto, uma entidade não falada em todo este processo da obtenção do título pelo Benfica, a quem o País, a nação portuguesa, está particularmente grata e que certamente não esquecerá. E, no entanto, essa entidade apenas cumpriu o seu dever. Ainda não totalmente, mas tem vindo a fazê-lo.
Quem é essa entidade? A Polícia Judiciária.
Não fora a PJ e o Benfica não teria sido campeão. Que viva a Judiciária e que viva o Benfica!

5. Isto significa que aquilo que centenas de milhares de benfiquistas, mas não somente benfiquistas, de há tantos anos para cá diziam correspondia integralmente à realidade. Não se tratava, pois, de qualquer espécie de patranha. A prova – cabal – está feita.
E o que é que essas centenas de milhares de benfiquistas – e não somente benfiquistas – diziam?
Apenas isto: que o Benfica não venceria mais qualquer campeonato enquanto as autoridades judiciárias não interviessem no futebol e seus agentes.
Pois bem, intervieram, com destaque para a PJ e… o Benfica foi campeão.
Como diria Cícero, se fosse vivo: quod erat demonstrandum, demonstratum est, ou seja, o que se pretendia demonstrar, está demonstrado. Ponto final. Que viva o Benfica!

Resumindo: o Apito Dourado aconteceu e o Benfica venceu.
Rima e é verdade. Como profetizávamos, mesmo não sendo profetas. Que viva o Benfica!

* * *
Que me perdoe quem não gostou disto que aqui deixo dito. Depois de 10 anos de esperanças torpedeadas de todas as formas, de atropelos de toda a ordem, e, principalmente, de imensos enxovalhos recebidos, tinha que desabafar a dizer a minha verdade. Que é, afinal, a verdade nua e crua, como se sabe. E que não pretende ferir ninguém, apenas repor a verdade das coisas. A verdade a que, afinal, todos temos direito.

Fecho aqui o parêntises que abri na calma convivência com todas as cores clubísticas, para, ao menos agora, dizer de minha justiça futebolística. Não, sem antes repetir:

Viva o Benfica!

2005Maio24
Ruben Valle Santos