
Repare-se no diligente e eficaz ministro, sempre atento, espreitando o regresso da crise, para logo que ela assome à porta do país, correr a dar-lhe outra trancada valente. Ah! Ganda ministro, carago! Destes é que eu gosto!
O ministro da Economia, Manuel Pinho, anunciou hoje o fim da crise em Portugal e disse que a questão agora é a de saber "quanto é que a economia portuguesa vai crescer". (terá SExa dito "quanto" ou "quando"?...)
(...) Manuel Pinho disse que "a crise acabou" e que se vive "um ponto de viragem" (não sei se está a ver, mas a tal viragem é a da crise a iniciar o que será o quinto regresso...) na economia, porque "já não se fala em recessão e em investimento zero". (pois claro que não fala, que é para ver se a gente esquece e nem se apercebe do que por aí vem uma vez mais...)
(...) "Foram criados 48 mil empregos (pelo que só faltam 102 mil...), no último semestre (à velocidade da luz, portanto) a taxa de desemprego baixou dez por cento (de tal modo que temos que importar mão-de-obra, já que não temos mais braços para trabalhar... para vadiar, isso sim...), a economia está a crescer (de tal modo que faz até inveja às calças do Bill Clinton, sempre que a Monicazinha lhe entrava pelo gabinete ovalado...) e o défice das finanças públicas a caminho de ser controlado" (de tal forma que, vai não vai será superavit), afirmou o governante.
(...) Manuel Pinho ilustra com a terceira posição no quadro europeu (o que até nem é grande coisa, se atentarmos que no último Euro ficámos em segundo...) dos países cujas exportações mais cresceram no último semestre, logo a seguir à Alemanha e à Finlândia. (elas que se cuidem com este ministro)
O ministro sublinha que "há sinais (de fumo?) da confiança das empresas e de bom ambiente de negócios que atraem o investimento" (mas o ministro do Ambiente falou alguma coisa também?...) e, instado pelos jornalistas a comentar a possível construção de uma fábrica da IKEA em Paços de Ferreira, ironizou (ironia fina, diga-se):
"Foi considerada por Marques Mendes uma fantasia, como folclore e ideia de 'marketing'. Vamos esperar pelo que a empresa tem para anunciar para ver se as palavras de Marques Mendes se confirmam." (pois... esperar é o que temos feito e vamos ter que continuar a fazer. Que remédio! Até agora, porém, a única certeza é de que estes senhores têm sabido, como ninguém, entrar-nos nos bolsos. E é bom que o folclore do Massachusetts Institute of Tecnhology, vulgo MIT, não seja esquecido...)
Público
...
Enfim! Pinhadas!...



















