sexta-feira, outubro 13, 2006

753. Debelada a 4ª crise em dez meses


Repare-se no diligente e eficaz ministro, sempre atento, espreitando o regresso da crise, para logo que ela assome à porta do país, correr a dar-lhe outra trancada valente. Ah! Ganda ministro, carago! Destes é que eu gosto!



Desde Janeiro deste ano, o dinâmico ministro da Economia que nos calhou em sorte, já conseguiu dar fim a, pelo menos, quatro grandes crises económicas em Portugal.
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Primeiro anunciou o fim de uma; ela, porém, deu uma volta ao quarteirão e, só para chatear, revidou e regressou.
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Depois, bradou aos quatro ventos que mais uma tinha chegado ao fim. Afinal, também esta segunda era teimosa e persistiu em regressar.
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Não desanimando, o incomparável Manuel Pinho do nosso contentamento, parangonou, alvissarou e eu sei lá que mais, que a crise, a terceira, estava no fim, a dar as últimas; qual teimosa Fénix das próprias cinzas renascida, lá voltou ela, só para estragar a boa disposição ministerial.
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Embora não tão rijo como o Carvalho, mas igualmente determinado, Pinho voltou a atacá-la com todas as ganas e eis que anuncia agora, pela 4ª-vez-4ª que a crise está no fim.
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Não sei que mais admirar:
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1 - A capacidade da crise de revidar a cada golpe "mortal" que sofre?
2 - A ingenuidade "pinhal" que, de crise em crise, se coloca ele próprio em crise, a cada discursata inflamada?
3 - A nossa própria capacidade para aguentar a pé firme estes sucessivos desconchavos ministeriais?
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Mas vamos à substância da notícia, dada à estampa pelo Público.
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Ministro da Economia anuncia fim da crise em Portugal


O ministro da Economia, Manuel Pinho, anunciou hoje o fim da crise em Portugal e disse que a questão agora é a de saber "quanto é que a economia portuguesa vai crescer". (terá SExa dito "quanto" ou "quando"?...)

(...) Manuel Pinho disse que "a crise acabou" e que se vive "um ponto de viragem" (não sei se está a ver, mas a tal viragem é a da crise a iniciar o que será o quinto regresso...) na economia, porque "já não se fala em recessão e em investimento zero". (pois claro que não fala, que é para ver se a gente esquece e nem se apercebe do que por aí vem uma vez mais...)

(...) "Foram criados 48 mil empregos (pelo que só faltam 102 mil...), no último semestre (à velocidade da luz, portanto) a taxa de desemprego baixou dez por cento (de tal modo que temos que importar mão-de-obra, já que não temos mais braços para trabalhar... para vadiar, isso sim...), a economia está a crescer (de tal modo que faz até inveja às calças do Bill Clinton, sempre que a Monicazinha lhe entrava pelo gabinete ovalado...) e o défice das finanças públicas a caminho de ser controlado" (de tal forma que, vai não vai será superavit), afirmou o governante.

(...) Manuel Pinho ilustra com a terceira posição no quadro europeu (o que até nem é grande coisa, se atentarmos que no último Euro ficámos em segundo...) dos países cujas exportações mais cresceram no último semestre, logo a seguir à Alemanha e à Finlândia. (elas que se cuidem com este ministro)

O ministro sublinha que "há sinais (de fumo?) da confiança das empresas e de bom ambiente de negócios que atraem o investimento" (mas o ministro do Ambiente falou alguma coisa também?...) e, instado pelos jornalistas a comentar a possível construção de uma fábrica da IKEA em Paços de Ferreira, ironizou (ironia fina, diga-se):

"Foi considerada por Marques Mendes uma fantasia, como folclore e ideia de 'marketing'. Vamos esperar pelo que a empresa tem para anunciar para ver se as palavras de Marques Mendes se confirmam." (pois... esperar é o que temos feito e vamos ter que continuar a fazer. Que remédio! Até agora, porém, a única certeza é de que estes senhores têm sabido, como ninguém, entrar-nos nos bolsos. E é bom que o folclore do Massachu
setts Institute of Tecnhology, vulgo MIT, não seja esquecido...)
Público
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Enfim! Pinhadas!...

752. Os direitos dos doentes


Carta Europeia dos Direitos dos Utentes

Os 14 Direitos do Doente

Desde os anos 50 que várias entidades editaram cartas com direitos dos doentes,entre elas a Organização Mundial de Saúde.
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A Carta Europeia dos Direitos dos Utentes foi elaborada em 2002 pela Active Citizenship Network e tem a vantagem de ter sido concebida com base na realidade europeia. Conheça os seus 14 direitos

1. Direito a Medidas Preventivas
Todo o indivíduo tem o direito a serviços adequados com o objectivo deprevenir doenças.
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2. Direito de Acesso
Todo o indivíduo tem o direito de aceder aos serviços de saúde de que a saúde dele necessita. Os serviços de saúde devem garantir igual acesso a todos, sem discriminação relativa a recursos financeiros, local deresidência, tipo de doença ou a hora a que se acede aos serviços.
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3. Direito à Informação
Todo o indivíduo tem o direito de aceder a todo o tipo de informação no que se refere ao seu estado de saúde, aos serviços de saúde e como usá-los,assim como de toda a investigação científica e inovação tecnológica que esteja disponível.
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4. Direito de Consentimento
Todo o indivíduo tem o direito de aceder a toda a informação que o possa capacitar na participação activa das decisões respeitantes à sua saúde; esta informação é um pré-requisito para qualquer procedimento e tratamento,incluindo a participação em investigações científicas.
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5. Direito de Livre Escolha
Cada indivíduo tem o direito de livre escolha de entre todos os procedimentos de tratamento diferentes e de prestadores de serviços com base em informação adequada.
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6. Direito de Privacidade e de Confidencialidade
Todo o indivíduo tem o direito à confidencialidade da sua informação pessoal, incluindo informação relativa ao seu estado de saúde e diagnóstico potencial ou a procedimentos terapêuticos, assim como à protecção da sua privacidade durante o processo de diagnóstico, visitas de especialistas e tratamentos médicos e/ou cirúrgicos em geral.
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7. Direito ao Respeito pelo Tempo do Paciente
Todo o indivíduo tem o direito a receber o tratamento necessário dentro de um rápido e predeterminado período de tempo. Este direito aplica-se a todas as fases do tratamento.
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8. Direito à Observância/Cumprimento das Normas de Qualidade
Todo o indivíduo tem o direito de acesso aos serviços de saúde de elevada qualidade baseados nas especificações e na observância de normas precisas.
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9. Direito à Segurança
Todo o indivíduo tem o direito de estar isento dos malefícios decorridos do mau funcionamento dos serviços de saúde, erros e más práticas médicas, e odireito de aceder a serviços de saúde e a tratamentos que vão ao encontro das mais elevadas normas de segurança.
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10. Direito à Inovação
Todo o indivíduo tem o direito de acesso a procedimentos inovadores, incluindo procedimentos de diagnóstico, de acordo com normas internacionais e independentemente de considerações económicas ou financeiras.
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11. Direito de Evitar Sofrimento Desnecessário e Dor
Todo o indivíduo tem o direito de evitar o mais possível sofrimento e dor, emcada fase da sua doença.
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12. Direito a Tratamento Personalizado
Todo o indivíduo tem o direito a diagnósticos ou programas terapêuticos adaptados o mais possível às suas necessidades pessoais.
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13. Direito de Queixa
Todo o indivíduo tem o direito de se queixar quando tiver sofrido danos e o direito de receber uma resposta ou outro esclarecimento.
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14. Direito de Compensação
Todo o indivíduo tem o direito de receber suficiente compensação, dentro de um curto prazo razoável de tempo, quando tiver sofrido danos físicos ou morais e psicológicos causados por um tratamento dos serviços saúde.
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Com agradecimentos a Aurélio da Costa
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segunda-feira, outubro 09, 2006

751. O assalto que não foi...



Estão a ver a multidão de candidatos a clientes que, em face da publicidade oferecida gratuitamente ao Banco, logo à porta se juntou, pelas 3 e tal da manhã?
Até parecia a bicha para as consultas da Caixa...
E então isto não tem que ser pago?



O tão noticiado e badalado assalto, seguido de sequestro de três ou quatro pessoas, numa agência bancária, situada na Avenida Rodrigues Manito, em Setúbal, não passou de um golpe, fraudulento como todos os golpes, sim, mas de génio. E de um valor publicitário inimaginável!

Não houve qualquer assalto nem sequer o mínimo sequestro.

O que se passou foi que o homem, possuindo um estabelecimento comercial, necessitava urgentemente de dinheiro para prover às necessidades do negócio.

À hora do almoço do dia do evento, ralado da vida, desesperado mesmo, calhou assistir um pouco ao que passava no televisor na sua frente.

E foi então que se lhe fez luz.

Precisando desesperadamente de dinheiro, não tendo pais ricos nem jogando na lotaria, seguiu o conselho que todos os dias é exaustivamente feito correr pelas estações de TV.

Ou seja, ele, sim, foi ao... BES!

Pois que mais poderia o homem fazer? E não é verdade que a atitude que tomou lhe estava ali mesmo à mão de semear, sendo instilada, de forma a penetrá-lo até aos mais recônditos recessos da sua torturada mente?

Postas as coisas en su sitio, cabe agora ao Banco em questão não só ressarcir o cidadão da lavagem ao cérebro que diariamente lhe vinha a ser feita, como ainda, remunerá-lo pela excelente peça de publicidade gratuita que à instituição bancária foi proporcionada.

Vamos lá, senhores, não sejam unhas de fome, como é habitual nesse sector, ok?
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750. A solução socratiana



O noss' primêro discursando como só ele sabe
(vejam só a graciosidade com que ele põe os pontos nos ii...)

* * *

Sócrates e o seu excelso governo andam loucos por trazerem o país ao bom caminho, acabando com despesas supérfluas, racionalizando gastos até ao extremo.

Para o efeito, têm-se servido dos mais expeditos e variados meios, mas está-lhes faltando já o engenho para encontrarem mais fórmulas eficazes.

E é assim que têm subestimado o melhor, o mais radical de todos eles, o que resolverá o problema de uma vez por todas, sem necessidade de grandes trabalhos e canseiras e evitando os habituais alaridos contestários.

Como fazer? Fácil.

Encomenda e faz distribuir por cada reformado e aposentado e bem assim pelos desempregados e, já agora, por que não, pelos professores, médicos, enfermeiros, juízes, pais e mães de família, utentes de centros de saúde e mães de nascituros, sem esquecer, claro, a CGTP, está bem de ver, e outros que tais uma dose de estricnina da mais pura, administrada na sopa diária de cada um destes facínoras.

Em poucos meses, deixará de haver déficits, orçamentais ou outros, famílias endividadas e insolventes, empresas falidas e velhos alquebrados a darem tristes espectáculos por bancos decrépitos de jardins esqueléticos e outros locais do mesmo teor.

Passará, assim, Portugal, a ser um paraíso de gente jovem, bonita, de excelente apresentação, sã, escorreita, de corpo e espírito (a começar pelo nosso esbelto primêro, que a todos capitaneará, tá claro!), "limpo", final e definitivamente liberto dos ranhosos, trôpegos, gemebundos e ululantes do estilo habitual.


Serão, então, Sócrates, e o seu excelso governo os administradores do país mais avançado, bonito e estuante de vida do Universo conhecido.

Aqui fica, pois, deixada de graça, a receita para a solução fi..., perdão, ideal.

Que a aproveite expeditamente, é o que se deseja e espera. Ansiosamente, catarino!

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sexta-feira, setembro 29, 2006

segunda-feira, setembro 04, 2006

748. O Estado português mentiroso. Ou aldrabão?


Determinado cidadão contribuinte fiscal, prenhe de boa fé, apresentou a sua declaração de IRS relativa ao ano de 2005.

Recebeu da DGCI, através de consulta online, a informação de que a declaração fora aceite em 21 de Abril de 2006, como se vê do documento que segue, no qual se consigna que o reembolso será emitido até 31 de Agosto de 2006 (deve esclarecer-se que, semelhantemente ao que sempre aconteceu, quando a DGCI diz que será emitido até determinada data, o significado é que, nos casos online, o recebimento efectivo será na data assinalada, ou seja, neste caso, 31 Agosto 2006):

Mas recebeu mais, o tal contribuinte. Recebeu uma declaração detalhada, na qual o Estado - o da sem vergonhice - reitera que o reembolso será emitido até 31 Agosto 2006. Como se pode conferir, mediante click na imagem abaixo:


Ora, como é de boas contas e está habituado a trabalhar com gente cumpridora da sua palavra, o pobre do contribuinte - que casou uma filha em 1 de Setembro passado - assumiu uma série de compromissos que supôs facilmente poder respeitar, sem problemas, uma vez que o reembolso a haver do aldrabão Estado é muito substancial e, vindo a 31 de Agosto, a 1 de Setembro estaria em seu poder, para pagar atempadamente.

E aqui entra a mentira do Estado ou seja o Estado aldrabão. Ou, no melhor dos casos, entra alguém que mente pelo Estado, alguém que leva o Estado a aldrabar o contribuinte sério e cumpridor.

É que o dito Estado, ou quem o representa de forma abusiva, sem honra nem vergonha, não cumpriu ainda - 4 dias que são passados do prazo limite - o compromisso que livremente assumiu. Nem tão pouco apresenta desculpas pelo incumprimento, não sente a necessidade - ao menos de cortesia elementar - de se justificar pelo desrepeito pela palavra dada.

Estado descarado, Estado aldrabão, Estado sem pingo de vergonha no focinho.

E o esforçado e sério, honesto e cumpridor cidadão contribuinte, que paga mensalmente ao Estado verdadeiras fortunas, lá se viu obrigado a contrair um empréstimo para solver os tais compromissos que assumira, de boa fé, esperançado na inexistente boa fé estatal.

Pagou, sim, pois, já que não é caloteiro, não é como o Estado sem vergonha. Mas está duplamente desfalcado. Do dinheiro que o Estado desonradamente lhe deve e daquele que, pelo incumprimento estatal, teve que pedir emprestado para cumprir a palavra que dera, fiado em quem não tem palavra. Mais os juros que terá que pagar religiosamente, pelo crédito pessoal que teve que pedir, pelo facto de o Estado ser arrogantemente caloteiro e malcriado. E sem pingo de vergonha naquela cara de parvo que ostenta.

Miséria a que chegámos, em que o Estado aldraba os contribuintes de forma ainda mais capciosa e miserável do que certos personagens que circulam aí pelas feiras, vendendo mulas purulentas como se de cavalos puro sangue se tratasse.

É este, pois, o estado a que o Estado chegou. Quem é que pode fiar-se em tal Estado de vergonha, sem vergonha?

E se o contribuinte, que é sério, honesto e cumpridor, perante este ranhoso Estado, procedesse de igual forma para com o patifório Estado?

Como dizem os italianos: porca miseria!

Até aqui, todos os anos, o Estado cumpria - ao menos nos reembolsos - aquilo a que se comprommetia. A partir daqui, nem isso! Isto, não obstante ter aumentado substancialmente os proventos que aufere à custa do incauto cidadão.

Miseráveis mesmo... Que andam a gozar à tripa forra com o dinheiro dos honestos e cumpridores cidadãos. Patifes!

É mais honesto - menos reprovável portanto - ir para a estrada, à noite, assaltar viajantes desprevenidos. Pelo menos sempre correria algum risco. Assim, não. É cobardia infame! E desonestidade. Não apenas intelectual!...

......

747. Mas onde a admiração?

Mas, afinal, onde a admiração?

Não era o que toda gente de senso comum esperava já que viesse a acontecer?

Admiração poderá haver, sim, se vier a dar-se o caso de mais nenhum distúrbio acontecer.

Como é que alguém em seu perfeito juízo pode pretender que toda a gente nos tribunais goze férias num só mês do ano, Agosto, sem que os tribunais fechem - o que não é admissível - e não surjam trapalhadas destas?

Mas, neste país governado à pantufada, à canelada, à bagunçada, à socratada o que é que se esperaria?

Milagres, não?

A Senhora de Fátima não está para aí virada e, além disso, não consta que vá à bola com tal gente...

E a Senhora de Caravaggio especializou-se em outro tipo de actividades, que também lhe ocupam todo o tempo, diga-se de raspão.
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terça-feira, agosto 29, 2006

746. Noite estrelada

Starry night
Vincent van Gogh
1889, óleo sobre tela, 72x92cm, Museu de Arte Moderna, Nova Yorque
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quinta-feira, agosto 24, 2006

745. Madona dell Granduca

Madona dell Granduca
Raphael
cerca de 1505, óleo sobre madeira, 84x55 cm, Palácio Pitti, Florença

segunda-feira, agosto 21, 2006

744. The big flood...

... is coming.

Better you'll be awake. A lot!
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quinta-feira, agosto 10, 2006

743. " Francisco O. B. Coelho "

O grande velocista Francisco O. B. Coelho deu, esta tarde, mais um recital de bem correr velozmente e uma grande alegria aos seus compatriotas, os portuguesitos da silva.

Com uma facilidade impressionante, venceu a final dos 200 metros planos dos campeonatos europeus, depois de ter vencido igualmente todas as séries em que participara e... sempre a meio gás.

Fez a marca de 20,01 segundos e fica-se com a certeza de que, se tivesse tido um pouquinho de concorrência, baixaria vários décimos de segundo, talvez mesmo lá para os 19,80 ou 19,70
...
É, pois, actualmente, o bicampeão europeu da especialidade.


Tudo o que ficou dito relativamente aos 200 metros, aplica-se aos 100 metros. Com uma única diferença: em vez dos 9,99 segundos, se tivesse tido a tal pequenina concorrência, certamente que teria chegado aos 9,80 e qualquer coisa.

* * *

Até aqui, tudo bem. A partir daqui... também. Pelo menos, espera-se!

Mas... há sempre um mas que nos tira o enlevo.

É que, Francisco O. B. Coelho, com toda a categoria que tem demonstrado, tem-nos dado imensas alegrias, mas também nos tem tirado algum do consolo que costumávamos receber, por estas ocasiões.

Vejamos:

Então não é que o raio do homem não tem uma quebra, nunca lhe dói um joelho, nunca torce um pé, nunca sofre de um ataque de caspa, nunca bebe por engano uma lata de Isostar que, depois, lhe provoca uns gases malucos (como ao mano Domingos Castro), nunca é atacado por uma tremedeira louca, a 40 metros da meta (como ao Mamede), nunca lhe proíbem que treine, nunca lhe vem o período na pior altura (como...ihihih), nunca lhe faltam os incentivos monetários do Estado (como a quase todos os outros, Carlos Lopes incluído...), nunca o obrigam a correr quando ele não pode (como...ihihih), nunca se mete a dar entrevistas idiotas, nunca, enfim, sofre daqueles imponderáveis que sempre deram aos portugueses de alto gabarito - assim com'a eu, dizia Aurora Cunha, a filósofa.

Porra, não pode ser! Assim não há asshole que aguente! É concorrência desleal, catarino!

O homem não é humano, só pode ser extra-terrestre!, e, pior do que isso, não é português ou, então, trata-se de um português desnaturado, de um sacaninha de um português, daqueles que gostam de deixar lixados todos os veros portugas.

Assim não vale, tás a óbir ó Coelho? Vai mas é lá p'ra tua terra, correr à frente dos leõesõesõeseseses...

Enfim! O homem tem que ser despachado daqui para fora o mais depressa possível. É que, se assim não for, qualquer dia arma-se em parvo, chega aos Jogos Olímpicos e traz de lá as medalhas de ouro dos 100 e 200 metros!... E, depois, não somos apenas nós que ficanos tristes e deprimidos. Então e os americanos? Mal habituados que estão, ainda lhes dá algum fanico. E isso a gente nao quer, pois que o Bush pode ir aos arames e mandar invadir Quadrazais de Cima...

E nós? Que vamos nos fazer? Como é que descalçamos a bota? Vamos ficar muito mal na pelingrafia...

E' isso! O homem só pretende arrasar-nos. Se calhar, algum dos nossos navegadores - dos que passaram lá pela Nigéria e tinham a mania de que aquilo era só romper em frente, fazer descendência em tudo o que aparecia pela proa... - deixou lá aquela semente e veio-se embora, abandonando a mãe do rapaz. E ele, agora, está a vingar-se desta raça maldita!

Temos que nos livrar do gajo, E depressa, antes de que o mal engrosse.

Tal num tá o magano, hein?!

Ruvasa
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* * *
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E, agora, um pouco da história do maledetto desnaturado…


Francis Obirah Obikwelu (Onitsha, 22 Novembro 1978) é um atleta português nascido na Nigéria.

É especializado nos 100 e 200 metros. Ganhou a medalha de ouro no Campeonato da Europa de Atletismo de 2002, apesar de ter terminado em 2º, tendo a vitória lhe sido atribuída 4 anos depois face à revelação do uso de doping por parte do vencedor da corrida de 2002, Dwain Chambers.

Venceu os 100m nos campeonatos europeus em 2006 com tempo de 9,99s e os 200m com 20,01s. Ganhou também a prata na prova dos 100m nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004, em Atenas. Foi a primeira medalha de sempre para Portugal, em provas rápidas e foi também o record Europeu dos 100m livres com uns impressionantes 9,84s.

Obikwelu radicou-se em Portugal com 16 anos, depois de aí participar no Campeonato do Mundo de Juniores de 1994.

Depois de ser rejeitado pelo Benfica (pois, por quem é que havia de ter sido!...) e pelo Sporting, Francis foi trabalhar para a construção civil no Algarve. Decidiu aprender a língua portuguesa e o seu professor ajudou-o nos contactos com o Belenenses, onde recomeçou a correr. Continuou no entanto a competir pelo seu país de origem.

De acordo com a velocista nigeriana Mercy Nku, que, tal como Obikwelu, reside habitualmente em Lisboa, Obikuelu terá decidido correr por Portugal após ter sido abandonado pelos responsáveis desportivos nigerianos na sequência de uma lesão que sofreu ao representar a Nigéria em Sydney. “Ele teve que ir ao Canadá fazer uma operação ao joelho à sua própria custa” declarou ela em Julho de 2000.

Adquiriu a nacionalidade portuguesa em Outubro de 2001.

A sua história de vida, a sua personalidade e os seus sucessos desportivos tornaram-no uma figura popular no seu país adoptivo.

Actualmente corre pelo SCP.

Em 2004, em Atenas, durante as classificativas, foi um dos atletas mais destacados, terminando duas vezes abaixo dos dez segundos (batendo o recorde de Portugal). Na final, recuperou de uma posição não medalhada na segunda metade da corrida para ganhar a medalha de prata, apenas um centésimo de segundo atrás de Justin Gatlin e um centésimo à frente de Maurice Greene.

Bateu o recorde europeu estabelecido por Linford Christie em 1993.

Acabou em quinto lugar a final dos 200 metros.

Wikipedia

742. Moisés


Moisés
Michelangelo Buonarroti

quinta-feira, agosto 03, 2006

741. O esplendor do turismo rural

Vindo sei lá de onde, apareceu-me por aqui um texto extremamente bem humorado acerca dos encantos do turismo rural.

De tal modo, que não resisto a compartilhá-lo convosco.

Peças destas é obrigatório divulgá-las tanto quanto possível, pois que nada há de melhor para a saúde, particularmente para os casos depressivos, do que um bocado de sol radioso e um cheirinho do bom e vivificante ar do campo.

Quando, porém, não se pode dispor deles, ao menos que nos sejam facultados textos saudáveis como o que segue.

Com um aceno de muita simpatia e agradecimento ao autor desconhecido, por um excelente momento de desopilanço, senhoras e senhores, directamente de Quadrazais de Cima, especialmente para vocências

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quarta-feira, agosto 02, 2006

740. Insanity strikes SLB!

Imagine-se que, rezam as notícias, que após o jogo de ontem, contra o AEK (leia-se à portuguesa AIC, mas quem aiou fomos nós…), o engineer coach (não confundir com engenheiro coxo, que isso é outra coisa…) reuniu-se com os capitães da equipa e com Veiga, para discutirem a questão do sistema.
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Não, não é a questão do SISTEMA! Essa é outra coisa também… É apenas a do sistema.

Como reflexão: Viva a democracia!

Aquilo, sim, não é uma democracia, que é linda, sim, mas restrita, porque, no fim de contas, apenas um manda; aquilo é a senhora democracia, sim, em todo o seu esplendor, a democracia em que todos mandam e ninguém manda em coisíssima nenhuma. Como deve ser.

E, assim, a culpa se dilui mais facilmente. E o homem, o tal, sai inimputabilizado. Como o outro. O "batuteiro", ou “homem da batuta”, ou organizador de jogo, ou nº 10, o qual, segundo alguns benfiquistas mais naifs, (também os há, pois então!) não tem culpa nenhuma do que se passa. Não distribui jogo, não coordena nada lá dentro, não joga a ponta de um "chavelho", nem sequer corre (pudera! correr cansa que se farta!) mas não tem culpa nenhuma! Enfim! Se calhar, como dizia o Obélix, a culpa é dos javalis que comeram qualquer coisita que lhes fez mal...

Opinião para aqui, opinião para ali, apresentou ele a sua, os capitães as deles também, o Veiga, evidentemente a sua – e a da mulher, a quem no decurso da reunião terá consultado via telemóvel… a da sogra é que não pôde ser, pois tinha saído para comprar umas couves que ia migar para o jantar...

Terminado o meeting (cá para mim mais um melting pot… mas isso são opiniões de quem, além de não perceber nada do assunto, só quer mal ao Benfica, pelo que não conta), o tal engenheiro que não é coxo como alguns apressadamente serão levados a pensar, mas sim coach, o que é bem diferente, terá anunciado
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VOU MUDAR O SISTEMA! (disse) Porra! (pensou)
(com pontos de exclamação e tudo... pelo que, agora, sim, a coisa vai, catarino!)
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Mas, imagine-se, que se ficou sem se saber de quem teria sido a sugestão de mudar o sistema, se dele, se dos capitães, se do Veiga, se da mulher deste ou se da sogra, que entretanto chegara a casa, derreadinha de todo, com o peso das couves... (olhem, minha é que não foi pois que, estando perfeitamente disponível e contactável, nenhum deles o tentou fazer. Ah! E também não é do Rui Costa, que não deve ter estado no melting pot, pois que já não é capitão… julga-se ou presume-se ou tenta-se adivinhar, que, com este Benfica, nunca se sabe. Portanto, desta está o homem safo).

E imagine-se também que até aqui o homem, o coxo – ou coach? - engenheiro falhou! Então não é que toda a gente estava à espera de que ele tirasse (ou os capitães tirassem, ou o Veiga tirasse ou a mulher do Veiga idem, ou até mesmo a dita sogra, que agora estava já a migar as couvitas, portanto mais aliviada das cruzes...) a única conclusão possível de tirar nas actuais circunstâncias? E viria, isso sim, com a abençoada frase

VOU MUDAR-ME DAQUI PARA FORA! (diria)
Já que não percebo bulufas disto! (pensaria)
E já hoje!
(e tudo com pontos de exclamação, para dar mais ênfase, pois então!)
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Sabem, ontem relembrei e disse num círculo, de amigos tão descoroçoados quanto eu, uma célebre frase de Artur Jorge, em que afirmava que o Benfica de Damásio era um circo. E disse que parecia que o circo estava de volta. Enganei-me. Humildemente, dou a mão à palmatória. Enganei-me redondamente. Acontece, n'é? O que vale é que os meus enganos, a minha incompetência não afectam o Benfica, n'é? É ou n’é, c’um escafandro?

Não, o circo não está de volta. Porque no circo podem acontecer muitas coisas estranhas, mas as pessoas – embora por vezes não parecendo – são imputáveis.

O Benfica, porém, está visto, sofre de uma enchente de inimputabilidades várias. Não apenas as que já lá havia – e muitas eram – como ainda as que, entretanto, chegaram. Como o Rui Costa, que não tem culpa de nada e, agora, o engenheiro (que é engenheiro) coxo (que não é coxo, mas coach) que, vem de ver-se, ainda menos.

Pois bem: sabem onde é que ordinariamente se reúnem os inimputáveis, onde é a sua casa de morada, não sabem?

É isso, meus amigos! O Benfica não é mais um circo, como dizia o Artur Jorge. O Benfica está transformado em instituição rival da que tem endereço postal e físico ali mesmo, na Avenida do Brasil, na capital do Império, que já não existe.

Cristo! Por favor, vem depressa cá abaixo… ver isto! Please!, please!, oh, please... Pel'amor de Deus!...
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* * *
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Juro - palavrinha de honra que juro - não ser adepto lizzard e, t'arrenego!, muito menos "andrade", metido em qualquer "anta", como os "dragõezeszeszes".
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Sou, isso sim, uma treta de um lampião, de momento muito frustrado e cá com uma sede a uns quantos manjericos!...
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terça-feira, agosto 01, 2006

sábado, julho 29, 2006

738. E quando eu vos dizia...

... que o problema dificilmente seria da coluna, que pensavam de mim?


Com esta generosidade e, acima de tudo, com tal verticalidade pasmante, não há problema, por mais forte, que cause dano à coluna do utente.

quarta-feira, julho 19, 2006

737. E se "Sie" fosse catar-se?

Como é que pode alguém por aí surpreender-se - e até indignar-se - com a falta de performance (que foi nula, claro!) da equipa que o noss'primêro lidera, no caso da deslocalização da Opel da Azambuja?!

Na verdade, ninguém tem razão para estar surpreso e até nem é muito curial que se indigne.

É que neste - como aliás em muitos outros, mas talvez mais neste... - o Governo estava numa situação muito delicada, para que lhe fosse possível argumentar de forma incisiva e determinante.

Já se pôs a imaginar, caro/a leitor/a, a resposta taxativa e absolutamente impossível de replicar, que receberia o negociador português, quando se atrevesse - se fosse o caso!... - a argumentar com a ilegitimidade e falta de noção dos deveres sociais da Opel, ao proceder ao encerramento dos seus interesses na Azambuja e deslocalização para Zaragozza?

- Mas... está Sie a desfrutar-nos ou é apenas distraído ou lélé da cuca? Então não é isto mesmo que está Sie a fazer em áreas tão sensíveis ou mais do que a nossa, no caso das maternidades? De que superioridade moral - a celebérrima superioridade moral esquerdina - de que legitimidade, enfim, se arroga Sie para vir azucrinar-nos a pachorra? Ora, faça Sie o favor de ir catar-se... Longe, de preferência, já agora.
...

terça-feira, julho 18, 2006

736. Lá que gostava, gostava. Muito!

Debate "O Estado da Nação"
O que melhor mostra que o Governo está a governar bem é a existência de tantas greves e de tantas manifestações.
José Sócrates, o noss'primêro

* * *

Se esta frase tivesse sido proferida por um cidadão vulgaríssimo de Lineu, eu diria já que se tratava de um dito com elevada percentagem de cretinice.

Como foi proferida pelo noss'primêro, a tal não me atrevo. Não por medo das consequências, já que o noss'primêro é homem de convicções profundamente democráticas e estrénuo defensor da livre opinião e respectiva expressão... Apenas por recear ser gratuitamente injusto, já que o noss'primêro sabe sempre o que diz e por que o diz, e, assim sendo, jamais se meteria a dizer coisas com tão elevado grau de cretinice, para mais num debate daqueles, em pleno Hemiciclo, perante os pais da Nação.

Mas que eu gostava que tivesse sido proferida pelo tal cidadão comum, vulgarzito de Lineu, que não tem a preparação intelectual e o gabarito do noss'primêro, lá isso gostava. E muito!

Porquê e para quê? Porque estaria, então, sim, à vontade para dizer, urbi et orbi, que uma tal frase só podia ter sido congeminada pelo bestunto de um rematado cretino.

É que, implicitamente, estaria a reconhecer, em causa própria, que governava não a favor e para o bem do povo português, mas abertamente contra ele.

Dito de outro modo:

o tal cidadão comum, sem gabarito de qualquer espécie, e o povo português que faz greves - e também o que as não faz mas com elas concorda, numa percentagem altíssima, como se sabe - seriam adversários, estando, pois, em campos opostos, quiçá de inimigos irredutíveis.

Há cidadãos comuns, vulgarzitos de Lineu, completamente... olhem, nem sei que deles diga, como classificá-los... Alguém quer dar uma ajuda?
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segunda-feira, julho 10, 2006

735. Platini, o meu herói

Pois claro!

Platini é um cavalheiro espectacular.

Vejamos:

1. Era ele ainda jogador, isto em 1984, e, com as suas habilidades histriónicas, lá conseguiu tramar-nos nas meias-finais do Euro, a poucos minutos de vencermos o jogo - recordam-se?

2. Depois, já integrando os maiorais "fifanos", em 2000, lá conseguiu aquele penalty milagroso que nos tramou igualmente;

3. Ainda nas mesmas circunstâncias, nas meias-finais deste mundial, lá conseguiu que o árbitro visse um penalty contra nós, onde toda a gente apenas viu o Henry pisar o pé do R. Carvalho, que estava caído;

4. Depois, lá conseguiu igualmente que o melhor jogador jovem do campeonato fosse escolhido e anunciado "antes", ou seja, "avant" do jogo de disputa do 3º lugar, entre a Alemanha e Portugal;

5. Finalmente, a última aberração: lá conseguiu que, como prémio pelo exemplar comportamento em campo, Zizou recebesse o galardao de melhor jogador do Mundial. Até deviam levantar-lhe uma estátua. Claro que o Matterazzi deve tê-las merecido, mas...

Platini só não conseguiou uma coisa, infelizmente para a França: que os seus colegas "fifanos" lhe permitissem que entrasse em campo e substituísse Trézeguet na marcação da penalidade.

Que galo, hein?!

E assim vai a FIFA!...


Lá, como cá, a Merdaleja é já ali...
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sexta-feira, julho 07, 2006

734. Amigos franciús...




Convosco desde, pelo menos, 1789...

Na verdade,



Liber
Egali
Vancifudê
Tá bem?
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segunda-feira, julho 03, 2006

773. Merece








Acho que o Ricardo
merece bem este destaque.

sábado, julho 01, 2006

772. Finalmente !



Freitas
do
Amaral
demite-se


Basta de tanto sofrer!...

Está finalmente de parabéns a tão maltratada imagem externa de Portugal.
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segunda-feira, junho 26, 2006

771. Razões de uma vitória e de uma derrota

Ontem, vencemos porque

jogámos com o
Maniche

e eles perderam porque

jogaram com o
haxixe
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sexta-feira, junho 23, 2006

770. Protocolo de Estado e bizantinices…

Interrompo hoje um período sabático-bloguístico, motivado por afazeres inadiáveis de outra índole, porque me parece de todo aconselhável não deixar passar sem uma nota, por muito pequena que seja, um assunto que anda por aí muito na baila.

Não, não estou a referir-me à questão bizantina (por parte do PS), da precedência dos militares nos actos oficiais. O assunto é de índole de tal modo cretina que nem sequer perco tempo com tal treta.

Também não venho criticar o que anda a ser discutido na AR, de forma a que pareça assunto de altíssima prioridade que não possa deixar de ser urgentemente dilucidado pelos nossos cada vez mais preclaros (diria mesmo ínclitos) deputados de uma cana, ou seja a questão dos convites ou não convites à hierarquia católica, para, nessa qualidade, estar presente nos mesmos actos oficiais.

Embora católico – não tão praticante como gostaria de ser, por questão de coerência, diga-se – confesso que o assunto pouco ou nada me incomoda. E atrevo-me mesmo a dizer que nada deveria incomodar a Igreja portuguesa, se atentarmos que essa mesma Igreja – aqui já não apenas a portuguesa, mas a universal – “não deve ser deste mundo, porque o Reino de Deus não o é também”.


Assim sendo, entendo mesmo que, se o Estado – ou alguns de seus conjunturais, mas também relapsos detentores – entendem que a não devem convidar para tais actos, creio que a Igreja portuguesa deverá até agradecer a “deferência”, pois que… a bem dizer, quem é que quer sentar-se ao lado de tais representantes de tal Estado? Só quem não estiver em pleno uso das faculdades mentais que lhe estarão distribuídas pelo Criador ou alguns palermas que jamais algo de valioso praticaram na vida, mas que, não obstante isso, não foram capazes da atitude digna de recusarem uma das comendas que tão abundantemente (que até foram completamente desvalorizadas e algumas certamente que andarão já pela Feira da Ladra, aos pontapés) por aí foram sendo desperdiçadas nos últimos 20 anos, isto é, de 1986 para cá…

Mas, então, se não é por uma coisa ou outra, por que razão é que apareces tu aqui a “botar” sentenças? – perguntará o leitor que me atura, profundamente intrigado. E com toda a razão, lealmente reconhecerei.

Pois bem, aí vai:

Ao ouvir todas estas discussões bizantinas e que mais se assemelham a tretas de quem mais não tem – ou não sabe – que fazer, e, por isso, resolve andar para aí a “encanar a perna à rã” ou a “engrolar o cidadão”, com menoridades idiotas, lembrei-me de que os nossos iluminados políticos de duas canas (agora já duas, porque vão em crescendo…) deveriam levar a sua impostergável coerência até ao fim – porque de coerência e tomates (isso mesmo, tomates, ou seja, aquilo que os verdadeiros homens têm por condição usar entre as pernas e que lhes faz crescer a barba e pêlos e bíceps e, ao mesmo tempo, lhes engrossa a voz, enquanto os “obriga” a não “cavarem” em retirada perante certas situações mais incómodas, como se não passassem de donzela pudibunda, das que, aliás, já caíram em desuso, haja Deus!) é que a gente precisa nos políticos, a que temos que suportar a mais assustadora das incompetências e a mais acobardante falta de coragem – e, “atirando-se” de cabeça e convicções inabaladas para a separação total da Igreja e do Estado, em coerência, repito, acabar de vez com os feriados constituídos pelos dias santificados da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, que tanto abjuram e de que tanto se envergonham.

É certo que “roubariam” ao mortal português comum cinco feriaditos que tanto jeito fazem. E cinco feriaditos (mais uns tantos dias de pontes, que lá se vão arranjando sempre...), num total de catorze anuais, sempre pesam e retirá-los cria um certo mal estar. Mas seriam coerentes e de coerência é que todo o ser humano mais precisa. Por maioria de razão, os políticos. Aliás, nenhum sacrifício é grande perante, em contraposição, a perda de coerência e verticalidade. Em homens de honra, claro! Mas os nossos políticos por certo que serão homens de honra e de antes quebrar do que torcer, em questão de princípios.

Isto posto, venho humildemente rastejante suplicar aos ínclitos (diria mesmo preclaros e conceituados) políticos de faxina o especial favor de alguma verticalidade e congruência, riscando do calendário oficial (não confessional) de Portugal, os feriados que não se conformam com o digníssimo estatuto do Estado que servem tão desveladamente e até aqui tão ao sabor das meras e hipócritas conveniências conjunturais e desavergonhadas.

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segunda-feira, junho 12, 2006

769. O arrependimento de Pedro





El Greco
(1541-1614).
Pintor, escultor e arquitecto sediado em Espanha e considerado como o primeiro grande génio da Escola Espanhola.


O arrependimento de Pedro
1600, Óleo sobre tela
The Phillips Collection, Washington, D.C.

sábado, junho 10, 2006

768. Ao menos nisto!...





Está em curso o Campeonato do Mundo de Futebol, versão 2006.

Já que, no resto, andamos pelas ruas da amargura, ao menos que nisto possamos não fazer feito de todo.

Vamos em frente, Portugal!

.

( at

Até mesmo porque a nossa cota de asneiradas e barracadas, em futebol, para gozo da estrangeirada, está já mais do que esgotada.

sexta-feira, junho 09, 2006

767. Repouse os olhos...

Lua e sol no Polo Norte
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766. Os amigos de Sócrates e a Arrábida

Click na foto para ver mais em pormenor o crime que está a ser praticado

Isto é o que a Secil de José Sócrates anda impunemente a fazer à Serra da Arrábida, que é Parque Natural do país e tem vegetação única no Mundo.

Esta é também a tal pedreira em que, segundo a propaganda dos amigos de José Sócrates, da Secil, têm vindo a reflorestar, afirmando a pés juntos e com cartazes de propaganda capciosa (para ser moderado...), que já plantaram mais de UM MILHÃO de árvores. Milhão mais invisível...
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765. Bamos lá, pessoal, qu'é uma preça!...

Ministro Alberto Costa justifica fecho de 22 prisões com "racionalização de custos". Outras das razões prende-se com a existência de mais funcionários do que presos.

”Não faz sentido ter um conjunto de cadeias onde o número de guardas prisionais excede o número de reclusos"

* * *


Tô d’acordo, ó sôr ministro, tô d’acordo, pôs atão!

S’os guardas prisionais sam mais q’as mães e os presos menos q’as ditas… d’acordo c’o fexo das prisons!

S’as horas de trabalho dos centros de saúde sam mais q’as mães e os doentes menos qu’as ditas… tô d’acordo c’o fexo dos centros… até mesmo às 3 da tarde…

S’os putos qu’nam querem nascer sam mais q’as mães e as parideiras menos qu’as ditas… tô d’acordo c’o fexo das maternidades

S’os putos qu’iram nascer a España seram mais q’as mães e as mães também p’ra lá vão… mailos pais… os tios, os avós, o cão, o gato e o piriquito… tô d’acordo c’o fexo do recenseamento dos portugueses que, esses sim, cada vez mais nascidos lá fora, serão menos q’as mães cá dentro… e, açim çendo, pr’a quê contar os maganos?

S’os processos em juízo sam mais q’as mães e os vêem chegado o dia do julgamento menos qu’as ditas… tô d’acordo c’o fexo dos tribunais


S’os espanholes em Portugal sam mais q’as mães e os portugueses menos qu’as ditas… tô d’acordo c’o fexo do país

S'................ tô d'acordo....

S'................ tô d'acordo....

S'................ tô d'acordo....


S’estes gobernantes sam mais q’as mães e os governados menos qu’as ditas… e com munto menos pachorra pr’ós aturar… tô d’acordo c’o fexo do governo e a eisportassão de tam exçelssos gobernantes para os antípodas dos antípodas.

Bamos lá, então, pessoal, qu’é uma preça!...

NB.- Tô também a ficar munto preocupado por tar cada vez mais d'acordo c'o raio do Goberno. Debo tar a ficar lélé da cuca!...

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quinta-feira, junho 08, 2006

764. Por favor, segurem Freitas…


Freitas do Amaral continua imparável e, se ninguém o segura, ainda sai dali algo de que todos teremos que nos lamentar.

Imagine-se que, hoje, em declarações em conferência de imprensa, jactou mais esta:



- Nos termos do acordo agora celebrado (e porque só agora e não antes de terem daqui saído os homens, com o que se teria evitado que andassem por lá a ser obrigados a figuras tristes?...), a GNR terá a seu cargo a responsabilidade pela segurança do bairro mais problemático de Dili. Quando as coisas estiverem definitivamente serenadas, então ficará com a responsabilidade de toda a cidade de Dili.

Pensava eu,
pensavas tu,
pensava ele ou ela,
pensávamos nós,
pensáveis vós,
pensavam eles ou elas

que “Quando as coisas estiverem definitivamente serenadas...” a GNR terá a seu cargo tão somente a responsabilidade de regressar a casa de imediato, uma vez que a razão que a Timor levou o contingente terá deixado de existir.

Isto pensarão todas as pessoas de senso comum, desde que com altura suficiente para chegar ao quadro preto das salas de aula do 1º ciclo.

Não o mne…

Apre, que é demais! Não há cavadela que dê que não acabe em estraçalhamento de mais uma minhoca!... Assim, não há "minhocal" que resista!

Que raio de compulsão esta de que parece sofrer o referido senhor, que o obriga a não se calar em circunstância alguma, mesmo quando até ele devia perceber que o melhor será nada acrescentar, para mais não estragar do que já não está em bom estado?