terça-feira, outubro 31, 2006

758. A vergonha ou a sua falta




Quem não tem memória curta certamente que ainda se lembra da vozearia louca levantada por Sócrates e "amigos do pêto" espalhados por tudo quanto era sítio, principalmente a Comunicação Social - como não podia deixar de ser - quando, aqui há dois anos, o então ministro das Finanças, António Bagão Félix aventou a possibilidade de Portugal entregar definitivamente a Moçambique a exploração da barragem de Cahora Bassa, assim se livrando o país de um encargo astronómico, ao mesmo tempo que teria a haver, pela dita transferência, um montante que muito contribuiria para aliviar o buraco orçamental existente. (2004, Agosto/Setembro)
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Na berraria que se levantou dizia-se, então, que o que Bagão pretendia era "baixar" o déficit de forma capciosa, com mais uma "manobra de engenharia orçamental".
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José Sócrates encontra-se hoje em Moçambique. Porquê e para quê?!
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Para Portugal entregar definitivamente a Moçambique a exploração da barragem de Cahora Bassa, assim se livrando o país de um encargo astronómico, ao mesmo tempo que ficará a haver, pela dita transferência, um montante que muito contribuirá para aliviar o buraco orçamental existente. (2006, Outubro)
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Se a sem-vergonha pagasse imposto estaríamos garantidos. Livra-nos-íamos de tantos e graves problemas orçamentais e outros. Estes senhores que fingem que nos governam teriam que pagar tanto que ficariam os nossos orçamentos familiares bem mais aliviados e disponibilizados para outras coisas que não sejam o pagamento das idiotices que tanto se têm feito ao longo destes últimos 30 anos.
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Enfim!... Mais uma para um rol extensíssimo.
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7 comentários:

azurara disse...

Muito oportuno, Ruben.
Linkei-o.

al cardoso disse...

Infelizmente e talvez porque comem muito queijo, ("dizia-se que comer muito queijo fazia as pessoas esquecidas") uma grande parte da maralha ja se esqueceu. (a dar-mos algum credito as sondagens).

Um abraco serrano.

Ruvasa disse...

Viva, Agnelo!

De vez em quando, é preciso lembrar certas coisas...

Abraço e obrigado pelo link

Ruben

Ruvasa disse...

Viva, Al!

Sim, com as pessoas a esquecerem-se facilmente e com os "sondageiros" a serem quem são, é fácil manipular-se a opinião pública.

Vai-nos, pois, cabendo a missão de ir relembrando.

Abraço "xarroco".

Ruben

Ruvasa disse...

Caro amigo

Como é possível tanta desfaçatez e mentira.

Oh! Povo de brandos costumes, toda a "gentinha" abusa de ti... e nada lhes sucede.

Será que nos roubaram a memória?

Um abraço.
AAlves

Ricardo disse...

Caro Ruvasa,

Com prazer regresso aos comentários a este blogue.

Apesar de teres toda a razão no essencial do que argumentas, e isso não é posto em causa, quero fazer um esclarecimento. Este tipo de receitas não entra para a contabilidade do "buraco orçamental" uma vez que não pode ser contabilizado no défice orçamental. Quanto muito pode ajudar a diminuir a dívida pública.

Quanto ao negócio em si continuo muito céptico. Até que ponto não teria sido melhor investir em Moçambique e na central que é um activo incontornável (porque não pode ser fechado por falta de alternativas) em vez de vender algo por um valor que, mais cedo ou mais tarde, vai estar incluído num perdão de dívida a um país de terceiro mundo?

Abraço,

Ruvasa disse...

Viva, Ricardo, meu amigo!

Igual, se não maior, será o meu prazer de ter-te por cá.

Quanto às especificidades do assunto, obrigado pela correcção que fazes. Estás bem mais à vontade no tema do que eu, já que, se não estou em erro, estás na tua área, ao passo que eu sou um leigo, vulgar cidadão de Lineu.

Quanto ao negócio, certamente que terás dúvidas razoáveis para continuares muito céptico.

Eu, para ser franco, não sei se foi acertado ou não. Por isso não o critiquei, mas tão somente a incongruência, para lhe não chamar outras coisas piores.

Abraço grande e vai voltando, que eu vou dando por lá também umas saltadas.

Ruben

NB. - Ainda a propósito deste assunto e da situação geral, peço-te que leias o post que vou inserir de imediato.