domingo, agosto 14, 2005

537. Pensava eu não ser possível…

…perder-se mais a vergonha, do que já se perdera.

Enganei-me. Era.

Acabo de ver na RTP1 uma imagem que nunca julguei possível.

Um tipo qualquer, de chapéu de palha enfiado nos cornos, a ser condecorado por aquele que é suposto ser o mais alto representante do Estado Português, dos Portugueses, enfim!

Sinto-me profundamente envergonhado. Revoltado no mais fundo da minha alma.


Senhor ainda Presidente da República!

Faça-nos um derradeiro favor. Abrevie a sua saída de Belém. Não espere pelo fim do mandato. Depois disto, é bom que não espere. Depois disto, o senhor perdeu o direito de esperar pelo termo de uma coisa que, está mais do que visto, nunca deveria ter começado.

Faça o favor de se ir embora, antes de que nos envergonhe ainda mais, antes de que nos ponha ainda mais de rastos perante um qualquer tipo que nem quando está a ser condecorado retira o pequeno almoço dos cornos.

13 comentários:

PortoCroft disse...

Caro Ruben,

Não assisti. Mas, pelo que fizeram em 1996 por Timor Leste, reforçando a posição portuguesa e mediatizando o problema como nunca, perdoe-se-lhes o chapéu de palha. ;)

Ruvasa disse...

Viva, Amigo!

A eles relevo a falta de educação e de respeito. Não relevo é ao "nosso" presidente da república.

Não tenho nada contra os U2. Mas tenho contra a atitude do nosso mais alto representante.

E se ele não está em condições de avaliar as situações, lá estão a casa civil e a casa militar da Presidência da República e os serviços de protocolo para porem tudo no são, para providenciarem por que haja um mínimo de decoro.

Com a atitude que tomaram, os U2 apenas revelaram que se estão marimbando para a condecoração.

Que estejam, tudo bem. Têm esse direito. O senhor Jorge Sampaio, também pode actuar como quiser e deixar fazer o que quiser, enquando cidadão Jorge Sampaio. Como presidente da República Portuguesa, não!

abraço

Ruben

ADACOSTA disse...

O homem está senil e com delírios de grandeza. Por este andar ainda o vamos ver condecorar o "emplastro"!

Ruvasa disse...

Viva, Amigo!

E não há lá ninguém que lhe faça ver as coisas?

Vieram em fatiota de trabalho? Mas o curioso é que eles não trabalham com aqueles chapéus.

E se a desculpa é terem vindo com a fatiota de trabalho, cabe agora perguntar:

E se se tratasse de uma pallette de strip-teasers, hein?

Se Deus não nos acode ainda um de nós se... trama.

abraço

Ruben

lazuli disse...

tenho que concordar em parte contigo. Vi a reportagem mais tarde, e não é sequer por uma questão de ser ou não esta ou aquela banda, e esta banda até me inspira admiração.
A reportagem foi de facto um bocado estranha, mas essa estranheza não se deve precisamente à nossa natureza tão conservadora e convencional?
Que "mal" terá a banda ter ido assim vestida, se é assim que eles se identificam enquanto músicos? E será que ao nos sentirmos ofendidos por isso, não estaremos a demonstrar uma certa fragilidade ? alguma mediocridade? De fatinho e gravata, seria diferente, mesmo que lá no fundo a banda se estivesse a marimbar para este país...
Claro que há limites, não estou a dizer que não.
Sei, sim, que tive essa sensação de incomodidade..
E já agora quanto ao strip..não queiras comparar:)
Um abraço!
Fernanda G.

Ruvasa disse...

Viva, Fernanda!

Claro que não queria vê-los de fatinho e gravata. Talvez de bibe.

O que não queria era vê-los de chapéu de palha enfiado pela chanfradura abaixo, enquanto eram condecorados pelo mais alto representante do Estado português.

E, desculpa contradizer-te, mas não é assim que eles se identificam. Identificam-se pela sua música. Curiosamente, foram também emitidas imagens de uma sua actuação e, durante ela, não havia lá boinas nem chapéus de palha enfiados nos ditos. Portanto, essa alegação cai logo pela base.

Repito: apenas queria que aparecessem de cabeça descoberta durante a cerimónia. Trata-se de uma questão de educação e respeito pelo Estado que os condecorava.

Mas quem eu critico não são eles. É o PR. Esse é que é o culpado. Não condecorava sem antes acertar no modo como eles se apresentariam na cerimónia. É para acertarem esses pormenores que a Presidência da República têm serviços de protocolo e mais a Casa Civil e a Casa Militar, que todos nós pagamos.

Quanto ao strip, ao contrário, quero comparar. Porquê? Porque, se esse é o modo de eles se apresentarem na sua arte, o modo de a Cicciolina se apresentar na sua é em pelota. Portanto...

Se em vez de irem assim receber a condecoração os U2 tivessem sido os Xutos, a estas horas teria havido uma revolução. Como são estrangeiros... Sabes, Fernanda, isto já vem de longe... Mais uma vez baixámo-nos e, é sabido, quando a gente muito se baixa, o que fica a descoberto é o traseiro.

Beijinho

Ruben

Sulista disse...

:-)
tens razão amigo Ruben...como é
costume...

Sobre os U2 já 'lá' REpubliquei
o post sobre eles e não só...

Beijinho
Maria João

lazuli disse...

Ruben e Sulista, decididamente não vejo as coisas assim. E não me considero subserviente. Um abraço!:)

Ruvasa disse...

Viva, Fernanda!

Vamos esclarecer uma coisa desde já.

Quem eu estava a chamar de subserviente era o Sampaio. Mais ninguém, ok? ;-)

Apenas ele se sujeitou e nos sujeitou "àquilo".

Ok? ;-)

Beijinho

Ruben

lazuli disse...

Pois sim, Ruben..Continuo a achar que aquilo não foi do melhor que vi em matéria de medalhação, mas não vejo que constitua uma humilhação. Há piores, debaixo da capa de uma homenagem qualquer a uma personalidade "qualquer" bem comportada do mundo de hoje.
Geralmente concordo contigo, mas lá teria que vir o dia..eh eh
Um beijinho;)

lazuli disse...

Não consegui ter acesso à caixa de comentários da Sulista, será que tenho que pagar 125 euros? macacos me mordam...
Mas gostei:)

JMTeles da Silva disse...

Para mim você tem razão.
Almoço do biltre ou papel higiénico?
Abraço.

marco valle santos disse...

A dimensão dos U2 como maior banda mundial é quase incontestada.
Com aquela indumentária o mais certo era estarem a gozar com o ridículo da situação.
Num país em crise financeira será de bom tom gastar tanto dinheiro em festarolas de pompa e circunstância com os convidados dos altos dignitários da nação? Pois é,... duvído. Na Irlanda donde é o Bono, o sentido económico é o inverso e eles lá sabem como se faz.
O que o homem queria dizer ao «nosso» PR com aquela roupagem era: Palerma...Chapéus há muitos!!!