segunda-feira, fevereiro 27, 2006

678. Promessas são promessas...



al como ele tudo prometeu a todos - para além do bacalhau a pataco, ele próprio - também eu prometi a mim mesmo que tudo hei-de fazer, por muito difícil que se mostre, para dar-lhe um ar mais simpático e afável, a benefício - seu e nosso.

Contrariamente ao que acontece com ele, eu tento cumprir o que prometo.

Assim, aqui estou em mais uma tentativa. E não vou ficar por aqui. Não descansarei enquanto o noss'primêro não aparecer aqui são como um pero, belo como Adónis, afável como Sileno saciado, esforçado como Madre Teresa de Calcutá, inocente como o filho de Gepeto.

Ao menos no aspecto geral...

Promessas são promessas...
...

6 comentários:

ZéBonéOaparvalhado disse...

Não e nada simpatico.

Quais foram as promessas?

Ruvasa disse...

Viva!

Foram tantas, tão variadas e tão faltadas de senso que me forcei a esquecê-las, para não me passar com elas.

E, principalmente, com ele.

Saudações

Ruben

ZéBonéOaparvalhado disse...

Obrigado pelo incentivo, mas quando diz que foram tantas, aguardava que me desse 2 ou 3.

Não estara de acordo com a despesa publica,ou acha que isso e coisa de somenos importancia.

Não estara de acordo que se baixa a despesa publica em materia da despesa improdutica.

Não estar de acordo para fazer face ao deficit que se aumente a taxa de IVA de 19 para 21%.

Então como faria?

Passava as reformas para os 40 anos de idade?.

Aumentava a função publica em 10%?

Ruvasa disse...

Viva!

Será que precisa de incentivo para conhecer as promessas abstrusas e enganosas a que o homem se entregou na campanha eleitoral, para, com papas e bolos, obter o que queria?

Promessas que sabia que não podia cumprir?

Será que precisa de incentivo para constatar que uma das que fez, vem agora propalando estar a cumprir, fazendo-o capciosamente e pela forma mais indecente que alguém poderia imaginar?

O meu caro andava distraído, estava fora do país ou está apenas enfeudado, como alguns que por aí andam?

E combate-se o déficit aumentando os impostos? Have pity!

Têm aparecido, na vida portuguesa, vários educadores de alto gabarito, como o célebre educador da classe operária de triste fim.

Nunca, porém, algum deles teve o descaro de educar as famílias portuguesas a delatar-se entre si e assanharem os seus membros igualmente entre si, como o dito Sócrates, na vergonha moral, que, a todos os títulos, é o Crime Sem Investigação, perdão, o Complemento Solidário para Idosos.
Solidário, hein?! Give me a breake!

Se um governante do partido em que estou filiado (e em que não me ensaio para desancar quando julgo necessário, tivesse a pouca vergonha de - sequer - aventar a possibilidade de dar corpo a medida tão vergonhosa, eu nem lhe dava o benefício da dúvida. Pura e simplesmente punha-o com dono e despi-lo-ia em praça pública, porque nada me envegonharia tanto como ter no partido gente de tal jaez.

Desde o tipo de Baviera, mais os tipos do Kremlin 1917 e mais o tipo de Beijing 1949, que não se via governante algum com descaro suficiente para acirrar pais contra filhos e filhos contra pais, como esta medida de vergonha convida a fazer.

E quanto ao direito de os homens e mulheres de 80 anos a terem a sua individualidade própria, intransmissível e impartilhável, com os direitos inerentes, reconhecida e preservada em primeiro lugar pelo Estado, estamos conversados...

Mas o melhor é nem falar dessa miséria moral, que é do mais baixo que já alguma vez alguém legislou ou decidiu.

Os pontos que enunciou não se compaginam com o que eu disse e que o meu caro pretende contestar nem com coisa nenhuma.

Se quiser bater-se pela sua dama apresente argumentos que

1. Combatam o que eu disse

(já agora relembro: eu disse que ele tinha prometido tudo a todos, não disse que qualquer das medidas que tomou seja errada ou certa, embora saibamos o que são...);

2. Tenham alguma coisa a ver com alguma coisa, sem o que se arrisca a atirar foguetes muito festivos para o ar sem que ninguém consiga perceber qual o motivo da festarola.

Acha que vale a pena contestar a sua contestação a nada?

Cumprimentos e bons sucessos para a sua dama, que bom proveito lhe façam.

Cumprimentos

Ruben

ZéBonéOaparvalhado disse...

Mostrou alguma irritação, sinal de alguma da fragilidade do seu post, o que não é habitual, mostra sempre segurança naquilo que escreve.

Pedi-lhe que me desse 2 ou 3 promesas que não foram compridas no final do 1º ano de governação.

A resposta foi com tom jucoso, para ir defender a minha dama.

Eu sei qual e a sua dama, mas essa esta em Bruxelas deixando o país á deriva.

Chegou a ser candidato nas listas do PSD por Setubal?.

Agora a serio.

estou farto de lêr e ouvir os "especialista" que nunca pegaram num livro da macroeconomia e é uma area muito simples, basta um pouco de matematica aplicada, algum conhecimento de teoria economica e ajustar um modelo de crescimento, manter uma economia deficitaria e auto sustentada no funcionalismo publico, é que o que dá ao fim de 30 anos.

Ora,quer saber as medidas?

Tera que se inscrever no ISEG ou então pela via didactica.

Um abraço

Ruvasa disse...

Viva!

1. Não mostrei qualquer irritação consigo ou com o seu post. Nem haveria razão para tal. Mostrei e mostro é uma profunda irritação, isso sim, com esse senhor, de arrogância e pesporrência sem igual, que por aí anda, armado em primeiro-ministro, mais um que, chegado aos 50 anos, jamais exerceu qualquer profissão na vida, até que chegou ao lugar em que está.

De incompetência, de vaidades sem sustentáculo e, principalmente, de marketing de Feira de Carcavelos, estou farto...

2. Está equivocado. No sentido a que se referiu e me referira eu antes, não tenho dama. Há muitos anos. Desde, precisamente, 1989, em que um idiota do meu partido teve o sumo descaro de entender que só ele tinha toda a sabedoria do mundo e não hesitou em deitar abaixo o trabalho de muitos anos, feito com muito esforço e algum sucesso, por algumas pessoas. No que foi secundado por outro idiota mais pequeno mas não menos idiotizado, a quem tive o prazer de deixar a falar sozinho, coisa que ele nem acreditava estar a acontecer. Valha-me isso!

A partir daí, altura em que consegui retirar os antolhos que me tolhiam, só tenho uma dama, ou seja, o nosso país e nós, portugueses, simples cidadãos que não roubaram ninguém nem andam por aí no dolo sistemático, que pagam escrupulosamente os seus impostos e que têm, por todas as razões, direito a ser governados por gente que saiba o que faz e seja minimamente decente. Sem aldrabices.

3. Não fui candidato do PSD por Setúbal. Nem a deputado nem a autarca. Nem sequer o tentei. Andei 12 anos na política por puro amor à camisola das minhas convicções, que não se compaginavam com as sujeiras que vi e algumas que sofri. Por tal razão, quando entendi que não tinha mais estômago para deglutir tamanhas safardanices, mandei-os bugiar e, com isso, passei a ter um pouco mais de paz de espírito. Pena foi que não tivesse podido correr com esta caterva de políticos de treta que nos trouxeram ao que se sabe... e continuam...

O cargo que exerci, e em que dei a cara quando muitos outros fugiram aterrorizados e infligi a primeira grande derrota do PCP no distrito, foi cargo sem direito a remuneração - e mesmo que a ela houvesse lugar eu não a teria reivindicado... A minha actuação ao nível da intervenção social e política nunca se pautou por interesses económicos ou outros. E, quando quis vingar na vida, saí da política, entendendo que já fizera o que me competia, sem nada exigir em troca.

4. O que diz quanto aos especialistas, aplica-se por inteiro ao tal que, segundo tudo indica, tirou o curso por correspondência e em acelerado, enquanto se dizia secretário de estado, e em relação ao qual nem o próprio nem os respectivos serviços nem tão pouco a universidade são capazes - bastas vezes tal foi tentado - de fornecer informações quanto à forma como tudo aconteceu...

5. Quanto às medidas de macroeconomia, devo dizer-lhe que nada percebo de tal assunto, nem preciso. A macroeconomia é, em Portugal, assunto com que se entretém quem nada mais tem para fazer, que nenhum préstimo decente consegue evidenciar, pois que, como bem sabemos, ela apenas serve para mascarar a incompetência e o vazio que anda por aí em muitas cabecinhas tontas. Foi em nome dessa tontice - em Portugal - que chegámos ao que chegámos. A maior parte dos ditos cujos não sabe gerir a própria casa, o próprio ordenado, mas arroga-se o direito de ser especialista em macroeconomia. Tontices!

A alguém com um mínimo de senso comum e dedo e meio de largura de testa, não é necessário debater estulta e vaziamente teorias macroeconómicas para saber que o país foi trazido para o charco e nele se afunda cada vez mais, por total incompetência e nenhuma vontade de acertar de uma série de papalvos que nos têm governado e continuam...

6. Anotei, com um sorriso compreensivo, que tenha ignorado o caso lapidar que lhe apontei do Complemento Solidário (?) para Idosos...

Por aqui me fico.

Abraço igual

Ruben