sábado, abril 08, 2006

725. O mne do nosso contentamento...

Constituiu interessante estudo dos vários modos de encarar factos incontroversos da vida política nacional, o pequeno inquérito que fizemos, no sentido de saber se, como ministro dos negócios estrangeiros, Freitas do Amaral, é... (enfim, o qu'é qu'é...)

Ora, hands on aproach, vamos lá apreciar (pela rama, como deve ser, que há coisas que não podem ser levadas muito a sério, sob pena de "eles" ficarem cá fora e acabarmos nós por ser internados...):

1. mais de 1/5 das respostas considera que Freitas é mau ministro dos negócios estrangeiros, o que não surpreende porque, salvo melhor opinião – que não será melhor – é-o na verdade. E muito mau mesmo. Sócrates ainda não percebeu isso, mas vai perceber. Ou, então, percebeu mas encontra-se em período de expiação e pagamento… o que até nem lhe fará mal algum, diga-se em abono da verdade.

2. quase 14% entende que o abrangente Amaral não ministra. O que é puro engano. Ministra e bem, caramba! Cada gaffe diplomática ministrada pelo de cujus é um hino à idiossincrasia freitiana;

3. as hipóteses mais votadas são as que consideram que é o que merecemos, por castigo, e que deve ir de férias para a Papuásia. Embora não discordando completamente da primeira, sou a entender que, por muito mal que tenhamos agido, certamente que não nos comportámos tão mal assim, de forma a merecermos punição tão desumana.


In the other hand, pretender enviá-lo de férias para a Papuásia, constituindo prova iniludível de que somos gente de bem (sim, porque eu também votei nessa), já que não lhe regateamos o merecido repouso em paragens longínquas, onde mais facilmente poderá esquecer amarguras e ingratidões, é igual e contraditoriamente bem ilustrativo do egocêntrico luso espirito. Então, porque não apreciamos (sim, porque eu, relembro, também votei nessa) as suas excelsas qualidades, despachamo-lo para os confins papuasianos, na tentativa de que outros desgraçados - que nada têm que ver com a história - lhe aturem as bizantinices?

4. mais de 10% estão mais virados para a circunstância de que é o ministro que nos coube em boa sorte, por prémio, o que causa grande surpresa, pois que se saiba, se nada de muito mal fizemos, também nada de tão bom como isso praticámos, para alcançarmos semelhante prémio;

5. finalmente, há quase 7% de respostas que gostam do mne, entendendo que o homem é um bom ministro. Não há dúvida de que há gostos para tudo. O que será preciso que um ministro faça de incorrecto para que seja considerado mau? Bater na avozinha centenária e artero-esclerosada? Cuspir na sopa? Chamar nomes feios à mulher do primeiro ministro (quando a há, evidentemente)?

...

1 comentário:

Bajoulo disse...

"O mais difícil nessa altura era escolher entre os que se queriam associar ao projecto lançado e apadrinhado por Mário Soares (...). Com muitas dezenas de milhares de contos 'oferecidos' por Maxwell em 1987 e 1988, com consideráveis verbas oriundas do ex-MASP e uma importante contribuição de uma empresa próxima de Almeida Santos, houve o suficiente para aumentar o capital da Emaudio de 5 para 100 mil contos" - Rui Mateus

"A Procuradoria-Geral da República manteve sempre um silêncio sobre estas actividades criminosas" – Dra. Kity in "O Regresso do Patife", Revista "Espírito", nº 16, 2005.

"Portugal é um país diminuido pela indigência e obscurecido pela opacidade" – Dra. Kity in "O Regresso do Patife", Revista "ESpírito", nº 16, 2005.

"Mário Soares negociou financiamentos para o PS com Saddam Hussein. Terá a Fundação lucrado com o programa corrupto das Nações Unidas de troca de 'petróleo por alimentos',com o Iraque? Há quem diga que 'sim'" – Dra. Kity in "O regresso do Patife", Revista "Espírito", nº 16, 2005.

"Terá a Fundação do Mário lucrado com o programa corrupto das Nações Unidas, de troca de "petróleo por alimentos", com o Iraque de Saddam? Que ele teve grandes negócios com o saddam, teve!" – Dra. Kity in "O Regresso do patife", Revista "Espírito", nº 16, 2005.

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