quinta-feira, janeiro 12, 2006

639. A coerência dos incoerentes - parte II

Na sequência deste post, permitam-me que, acerca do assunto, anote mais uma relevantíssima questão:

Se o Estado é não confessional e o governo consequente, por que persistem no calendário oficial, com direito a serem guardados como se domingos fossem, os dias santos dos cristãos?

Se é coerente, o Governo só tem uma - de duas - atitude coerente a tomar:

Observa e respeita igualmente os dias de "guarda"
de todas as religiões, seitas, capelinhas e lojas, lojinhas e lojecas
ou
Saca
(o termo é mesmo apropriado, tratando-se deste governo...)
os dias santos cristãos do calendário oficial
...
(para puro deleite e supremo gozo da Excelentíssima Deputada Ana Drago)
...
Ou bem que somos corajosos e coerentes ou bem que somos...
...
Mas'afinal, o qu'é qu'a gente semos, hã?
...

2 comentários:

Ricardo disse...

Viva,

Excelente dissertação!

Como defendo um Estado Laico e, simultaneamente, como acho que temos o número de feriados mais ou menos aceitável (as "pontes" é que estragam tudo) sugeria o seguinte:

- Que o Natal deixasse de ser uma festa religiosa e passasse a ser uma festa comercial - que já é - com o nome "Época de comemoração ao Consumo de massas"!

- Que os outros feriados religiosos passassem a ser dias de reflexão dos males da nação! E que continuasse a ser proibido comer carne em certos períodos para aumentar a saúde nacional!

Já brinquei um pouco com o tema mas é, sem dúvida, uma questão interessante a colocar neste contexto.

O que não me faz desistir da ideia que as escolas não deviam ter símbolos religiosos nas salas de aula sejam eles quais forem. Mas já os alunos, e discordo da lei francesa, têm todo o direito em expressar a sua religião. Mas não sou fundamentalista, isto resolve-se sem ondas.

Abraço,

azurara disse...

Como diria uma grande amigo meu, subscrevo "por baixo"!
Vamos acabar com todos os feriados religiosos, Natal e Páscoa incluídos.
Sejamos coerentes.
Um grande abraço para o Ruben.