sábado, abril 02, 2005

286. Deixe-se de negaças, António Borges!

Para ser inteiramente claro, ab initio, tenho que começar por dizer que subscrevo integralmente a posição assumida por Luís Delgado, quando, na coluna de opinião de anteontem, Linhas Direitas, no DN, sob o título “A moção de Borges”, afirma que este tem que avançar para tentar a liderança, sem o que não faz sentido apresentar uma moção de estratégia global. SEGUE
000

4 comentários:

gelsenkirchen disse...

Caro Ruvasa tinha um comentário extenso sobre este seu post ja escrito e inadvertidamente desliguei o portátil.
sem paciencia para voltar a escrever tudo outra vez vou deixar-lhe aqui outro rapidamente mais curto.

gelsenkirchen disse...

Apagou-se outra vez.
Terceira tentativa:
Bom, para lhe dizer q li este seu post, áliás muito bem escrito, e q subscrevo quase na totalidade, PELO MENOS NO Q DIZ RESPEITO À QUESTÃO DE FUNDO Q LEVANTA.
nA política, como na vida, devemos ser frontais , ao jeito do é ou não é.
No entanto, no caso vertente, admito q o caminho escolhido por borges está certo.
Ele tem um curriculum invejável, mas a frieza das circunstancias diz-nos q no partido até hoje e por grosso, fez zero. nada, nada de nada.
Vai ter oportunidade neste congresso de se dar a conhecer e ás suas ideias, ao partido e ao país.
apresentar uma moção geral e n sectorial, neste contexto faz sentido.
penso tb q o faz n por razões tácticas q escondam uma intensão de concorrer já á liderança, pelo contrário, borges n quer ser lider já.
Repare q o episódio de cavaco n pode ser aqui chamado á colação, á época como sabe, cavaco ja havia sido ministro das finanças de s´´a carneiro, borges como referi, nunca teve qq actividade partidária ou política.
Admito q borges queira sair deste congresso com a imagem de um potencial líder do partido e q se invista desde já no papel de rosto da oposição interna a mendes, ams tb admito q a moçaõ n vá sequer a votos e ele apoie mendes.
agora de uma coisa tenho a certeza, com borges o congresso será muito mais interessante do q sem borges.
a questão da moção, não se traduzir numa candidatura à liderança, não é uma questão central, longe disso, é uma questão marginal.
vamos estar é atentos às ideias para o país e vamos saber, como num ambiente tão dificil para o psd, como são os tempos q atravessamos, este partido e os seus principais dirigentes se propoem fazer oposição de qualidade a sócrates e ao ps.

Ruvasa disse...

Viva, Patrick !

Deixei já resposta ao seu comentário no blog de que é titular, o Anjos e Demónios. Transcrevo essa resposta aqui também, para conhecimento geral. Deixei lá dito:

***

Claro que compreendo e aceito a posição de Borges, pelas razões que o Patrick aponta e... talvez até por outras mais.

O que me acontece é que, sendo militante do PSD desde que vim de África, ou seja, desde 1978, no partido vi muito e por muito passei, até que resolvi moderar a participação e hoje sou mais inscrito do que militante.

No entanto, tenho cá dentro o raio do bicho e, sempre que vejo aparecer algo que se assemelhe a alguns que por lá andam - e porque não sou de arcas encoiradas e gosto das coisas limpas mesmo e claras, aponto já aqui, sem rebuço, o execrável exemplo de José Pacheco Pereira - sou acometido por um formigueiro terrível, que logo me impele a saltar.

Por outro lado e para encurtar razões, se há qualidade que aprecio nos homens essa é, sem dúvida, a da frontalidade, aliada à clareza de propósitos.

Para mim, nevoeiros, só para filmes policiais de ambiente londrino. ;-)

cumprimentos

Ruvasa disse...

Estou totalmente de acordo com o meu amigo. DEIXE-SE DE NEGAÇAS...!
O País e o Partido não podem ficar eternamente à espera dos competentes sem coragem. O País necessita daqueles que se dizem competentes e em condições de o fazer sair desta confusão em que se encontra. Acabemos com as negaças.

Um abraço
AAlves