sábado, abril 09, 2005

307. Congresso do PSD – O voluntarismo de Menezes

Luís Filipe Menezes poderá ter – e tem certamente – alguns antecedentes que o deixam desfavorecido, relativamente à situação em que podia encontrar-se se os não tivesse.

Há coisas, porém, que ninguém lhe pode negar. Garra e vontade férrea, aliadas a uma elevada capacidade de fazer obra. O que conseguiu como edil de Gaia e como presidente da distrital do Porto é bem elucidativo do seu real valor, não apenas no sector de gestão administrativa e organizativa, como no político.

Tem, porém, contra si, a máquina do aparelho. Os instalados, que não querem perder sinecuras. Esses que, com a prática de tantos anos, tanto se apressam a apostar de início no cavalo que vaticinam vencedor, como, a meio da corrida, apercebendo-se que o conjunto em que ninguém acreditava está a chegar-se à frente, logo para ele correm pressurosos, não vá a onda ser perdida, por desatenção, por não se estar no local certo no certo momento.

Terá que não esmorecer. Terá que não se deixar levar. Denunciar em pleno Congresso tudo o que lhe parecer ilegítimo. E acautelar-se.

Mesmo que pense – e penso – que qualquer dos candidatos que de Pombal sair soi-disant vencedor, não o será mais do que a título provisório, a minha simpatia política vai para Luís Filipe Menezes. Não está subordinado ao aparelho, o que seria quanto me bastaria, se outros motivos não houvesse. Que os há. Porque Menezes apresentou, nos discursos que fez, ideias, projectos, linha de rumo. Contrariamente ao opositor.


Ainda que cometendo erros, em Menezes valerá a pena apostar para “director geral”.
...

2 comentários:

gelsenkirchen disse...

subscreveria este seu post sem hesitações, mas o diabo é q o tipo faz lembrar perigosamente o ZIGUEZAGUEANTE Santana e disso estamos nós fartos.
cumprimentos,

Ruvasa disse...

Viva, Patrick!

Esse é também o meu problema. Encontro-lhe demasiadas mudanças de humor.

No entanto, o adversário dele é que não. Foi incapaz - é incapaz - de apresentar uma ideia sequer. É bem o reflexo do aparelho partidário em todo o seu esplendor, que é eficaz a montar máquinas de propaganda, mas por aí se fica. Um deserto de ideias.

Aliás, é o que se verifica no PSD, de um modo geral, neste momento. Talvez hoje ou amanhã fale mais no assunto.

abraço