sábado, abril 23, 2005

331. No Congresso do PP, Ribeiro e Castro…

Terminou há momentos a intervenção de José Ribeiro e Castro no Congresso do Partido Popular que está a decorrer até à próxima segunda-feira.

É forçoso que confesse que JRC nunca foi político em quem eu tenha vislumbrado capacidades para grandes voos. Vi-o sempre mais como homem de bastidores, sem chama. Um, afinal, como carrada de outros que por aí abunda et nocet.

Claro que não é apenas por um discurso que se muda por completo uma opinião que se tem de há longos anos.

Por amor à verdade, porém, há que o afirmá-lo já aqui: José Ribeiro e Castro acaba de proferir o discurso de lucidez, de garra e de projecção do partido para o futuro, de que o PP muito estava precisado. José Ribeiro e Castro, saiu-se bem. Muito bem mesmo. Acertou em todas as “mouches” em que era suposto dever acertar e apontou todos os caminhos que havia que apontar. Sem sofismas nem espertezas saloias. Com toda a propriedade e adequação.

Fica-me o gosto de tal ter acontecido com um político português e no congresso de um partido português. Fica-me o enorme vazio de tal não se ter verificado com um político do PSD, em Congresso do PSD.

Não se pode ter tudo? Infelizmente...

...

2 comentários:

JRA disse...

Por vezes fico aflito quando me identifico muitíssimo com posições de outras pessoas. Parece-me estranho. Ainda por cima para quem se diz absonante. É o que se está a passar...
Parece que coincidimos, no pensamento e nos respectivos "blogs", quer quanto à posição do PSD em relação a Santana Lopes, quer em relação a José Ribeiro e Castro.
Ainda bem.

Ruvasa disse...

Viva!

Sabe que também eu sempre fui muito, mas mesmo muito absonante?

Além disso, nestes dois casos particulares, absonantes somos imensos. Quanto a Santana Lopes, corre aqui por Setúbal, no meu meio, uma onda de revolta por tudo quanto de passou. E é grande. Marques Mendes veio cá, mais ou menos a correr, na quinta-feira passada, mas não parece que tenha colhido simpatias por aí além, exceptuadas as dos mesmos de sempre, ou seja, aqueles que não querem perder sinecuras, esteja quem estiver montado no horse power. Mas esses, embora contando, verdadeiramente não contam. Não têm opinião.

Quanto a Ribeiro e Castro, também não estamos nada sozinhos. A opinião geral anterior que por aqui encontro é a que exprimi - e não só de agora, desde que ele era menino e moço, lá pelos idos de 1980, na então AD... Ontem, porém, surpreendeu... e muito. Terão sido os ares de Strasbourg?

Imagine que somos ambos - ele e eu - benfiquistas e sempre em barricadas opostas!...

abraço

Ruben