quarta-feira, março 15, 2006

697. Hong Khong – Tema 7 (final)


Vista geral, a partir do Pico Vitória
..... (Click nas fotos, para ampliar)



Hong Kong é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China, estando localizada na costa sudeste daquele país.

Tem economia extremamente liberal, sendo um grande centro financeiro internacional.

Antiga colónia inglesa - hoje administrada pela RPC, no âmbito da política chinesa “um país, dois sistemas” - Hong Kong dispõe do direito constitucional de se reger autonomamente, possuindo sistema legal, moeda e serviços aduaneiros próprios, bem como capacidade de negociação de tratados (como tráfego aéreo e permissão de aterragem de aviões) e leis de imigração igualmente exclusivas.

Mantém mesmo regras de trânsito próprias, com condução pela esquerda, reminiscência do tempo do domínio inglês. Apenas a defesa nacional e as relações diplomáticas externas são atribuições do governo central, em Pequim.

Apesar de ter passado para o domínio chinês, o nome da região permanece em inglês "Hong Kong" (a pronúncia na língua local, cantonês), e não "Xiānggang" como algumas fontes sugerem (o equivalente em chinês mandarim).

Aberdeen Harbour

A região de Hong Kong foi por muito tempo estéril, rochosa, constituindo porto seguro para piratas que enxameavam aquelas paragens. Foi ocupada pelos Ingleses durante a “guerra do ópio” (1839-42).

A colónia prosperou negociando com Oriente e Ocidente, sendo passagem comercial e centro de distribuição para o Sul da China. Em 1921 os Ingleses concordaram em limitar as fortificações defensivas da colónia, o que contribuiu para a sua fácil conquista, em 25 Dezembro 1941, pelos japoneses. Foi retomada pelos Ingleses, em 16 Setembro 1945.

Após 1949, quando os comunistas assumiram o controlo do território continental (mitland), centenas de milhares de refugiados cruzaram a fronteira, estabelecendo-se em áreas urbanas de Hong Kong, tendo provocado a maior densidade populacional do mundo. Problemas de saúde, droga e crime foram alvo de programas governamentais agressivos, mas com resultados pouco práticos.

Um "sampan", em Aberdeen Harbour

Em Maio de 1967, a colónia sofreu uma onda de motins, inspirados pela revolução cultural chinesa, forçando o governo a reagir com muita firmeza, o que, durante algum tempo, azedou as relações com a China.
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Após diversos anos das negociações, a Grã-Bretanha e a República Popular da China concordaram que Hong Kong (que compreende Hong Kong, Kowloon, no continente, e os territórios novos) se transformaria uma região administrativa especial de China, o que veio a acontecer em 1 de Julho de 1997, tendo sido acordado que os seus sistemas sociais e económicos permaneceriam inalterados por um período de 50 anos. Pouco mais de dois anos após, similar estatuto foi adquirido pela vizinha Macau.

"O último junco"
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Uma estadia em Hong Kong não dispensa visitas ao impressionante centro financeiro da cidade e ainda uma subida ao Victoria Peak (vista deslumbrante, sobre a cidade e os territórios adjacentes), e deslocações à Baía da Repulsa, a praia mais famosa de HK, ao Parque da Deusa da Misericórdia, Tim Hau e, finalmente, um passeio de sampan nas águas do porto, Aberdeen Harbour.

Quem uma vez visita o territótio, por certo que regressará um dia.
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Para além das suas belezas, Hong Kong impressiona pela dimensão do aeroporto (tem, pelo menos 4 pisos, todos servidos por escadas e passadeiras rolantes e… serviço de “metropolitano” interno), pelo assombroso movimento (a cidade não dorme e os habitantes fazem-no por turnos, já que a vida seria impossível se todos estivessem acordados, a trabalhar e a movimentar-se em simultâneo).
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Repulse Bay
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O comércio nunca fecha, de tal modo que é curioso ver que existem lojas de conveniência (a título de exemplo, a conhecida cadeia “Seven Eleven”), ignorando-se com que justificação, pois que todo o comércio está aberto a noite inteira, abrandando apenas por volta das 4 da manhã, para às 5 estar tudo novamente em frenética agitação. Curiosa, igualmente, a utilização exclusiva de bambu nas estruturas de andaimes na construção de edifícios, os mais altos incluídos.

Um tão diminuto território, com tal índice populacional e pulsar ininterrupto, em que é quase impossível ter-se um momento de recolhimento isolado, fatalmente que causa no ser humano profundas mazelas psíquicas, por força de um quotidiano assombrosamente stressante.
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Sala de jantar do Bauhinia Cruise
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Quando for a Hong-Khong, não termine a visita sem um cruzeiro ao longo do porto de Victoria, com jantar a bordo, no Bauhimia Cruise. A experiência é inesquecível.

10 comentários:

Sulista disse...

Ai ai...amigo Ruiben...«quando for a Hong-Khong»...e quando for a todos estes sitios maravilhosos de toda a China...um dia quem sabe?? ;-)
Por ora, já não é nada mau ficar com estes teus 7 posts/temas!

Obrigada ;-)

Beijinho
Maria João

Sulista disse...

Emenda:
Não é Ruiben mas sim RUBEN ;-)

Ruvasa disse...

Viva, Maria João!

Nunca digas "um dia, quem sabe??"
Diz sempre: quando...

Não vou, claro, contar-te a minha vida e tudo por que tive de passar, até que, por esforço, trabalho e alguma sorte também, pude dar concretização a alguns sonhos.

Sempre que estive por baixo (e estive algumas vezes e bem por baixo) nunca sequer pûs em dúvida que um dia...

Pensamento positivo, pois. Parece mais difícil do que, na verdade, é.

Beijinho

Ruben

Ruvasa disse...

Viva, outra vez!

Com o subsídio de férias fazes isso, crê.

Já alguma vez te informaste?

Beijinho

Ruben

PortoCroft disse...

Caro Ruben,

O Peral S. Buck não descreveria melhor as maravilhas da Hong Kong actual.

Já estou a "treinar" para suportar uma viagem de quase 24 de avião, sem fumar. ;)

Abraço.

Sulista disse...

Amigo Ruben,
o meu pensamento é sempre positivo, embora às vezes ná pareça ;-)...foi forma de falar...dum futuro longíquo mas que irá concerteza existir! Por ora, como sabes por experiência própria, o subsidio de verão e outras coisas que tais, tem que ser destinado a outros gastos inevitáveis e obrigatórios ;-)

Cada coisa da sua vez...lá chegará a minha altura de ir À China! :-)

Mais um Beijinho Grande
MAria João

Ruvasa disse...

Viva, Croft!

Pearl S. Buck era mestre a descrever. A China deve-lhe o muito que a desvendou ao mundo.

Abraço

Ruben

Ruvasa disse...

Viva, Maria João!

Agora, sim, gostei.
Go ahead, straight ahead!

Beijinho

Ruben

O Raio disse...

A maior densidade populacional do Mundo é Macau e não Hong-Kong.
Quanto muito em North Point (Hong-Kong) temos a espantosa densidade de 100.000 habitantes por quilómetro quadrado. Mas no total a ex-colónia de Hong-Kong tem uma densidade muito menor.

Um abraço

Ruvasa disse...

Viva, Raio!

Não ponho em dúvida a sua afirmação.

Conheço ambas e aquilo que vi levou-me a não duvidar da informação que recolhi. É que a olho nu constata-se, com a maior das facilidades, que dificilmente Macau - ou qualquer paragem semelhante - poderá ter densidade populacional de tal "gabarito". A não ser, talvez, o "metro" de NY em hora de alta ponta. Em Macau andei sempre sem dificuldade, a pé na rua, a qualquer hora do dia. Em Hong Khong, a coisa foi difícil, muito difícil mesmo. Inclusivamente às 2 e 3 da madrugada. E não apenas em HK, mas igualmente em Kowloon.

Como disse, no entanto, não ponho em dúvida a sua declaração, mas... :-)

Ruben