sexta-feira, maio 20, 2005

368. A intendência no seu esplendor

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Fui ao Sítio do Não.

Levava comigo um pressentimento. Era, ao mesmo tempo, um receio.

Danado de pressentimento que se revelou divinatório! Tolhente receio, que se mostrou lúcido!

O pressentimento era o de que o semelhante tal continuasse mero intendente; o receio era o de que ali tal condição se revelasse mais evidente ainda.

Danado de pressentimento, tolhente receio. Ambos confirmadíssimos.


O semelhante tal continua o mesmo. Na blogosfera não passa de mero amanuense de intendências. Que é mais seguro, como se sabe. Lança a farpa, dá uns bitates e deita-se à sombra da bananeira, esperando que haja quem lhe faça o serviço, por si desenvolva o esforço, que para colher os benefícios ali está ele. Na TV e em outras quermesses. E disso vive.

Não dá uma opinião. Não exibe um porquê. Sorve e embolsa os alheios. Transcreve, copy and paste, drag and drop. Nada mais. Improdutivo, seco, estéril, alimenta-se das meninges alheias. Apanha as canas da festa resultante do suor de outros e colhe os louros. Fica na foto. Em primeiro e único plano. Como convém.

Mas não é verdade que os intendentes sempre assim actuaram? Está certo, pois. Alimentem-no. Caritativamente, alimentem-no. É de gente assim, caritativa e sempre disposta a entregar as jóias todas ao primeiro que aparece, que "eles" vivem.
E todos têm direito à sua quota parte na vida da sociedade em que se inserem.

Per omnia saecula saeculorum...
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9 comentários:

David disse...

Sim e não o quê?
Alguém que explique, que esclareça, não basta dizer que sim e não basta dizer que não.

Ruvasa disse...

Viva, David!

Claro!
É o que ele não faz. Fica à espera que seja V. e eu e outros a dar-lhe as deixas.
Como sempre fez, na blogosfera, onde os únicos textos de sua autoria que se conhecem são para a maledicência relativamente a alguém, com frases de política dúbia.
E as pessoas vão atrás destas lérias e fazem-lhe o trabalho, colhendo ele os louros. Como sempre. Dia virá em que não mais quererão ser passadas...

abraço

Ruben

Ricardo disse...

Viva Ruben,

Infelizmente nós caímos na armadilha de promover estas acções mediáticas de auto promoção (também escrevi um post sobre este sui generis blogue). Mesmo correndo esse risco, assim como no teu blogue, não resisti a comentar o vazio de conteúdo do blogue no que realmente interessa, a discussão do Tratado. E a quantidade de citações envolvendo o próprio chega a ser constrangedor.

Abraço e votos de bom fim de semana (menos para o Benfica, hehe),

Ruvasa disse...

Viva, Ricardo!

Dizes bem, infelizmente cai-se na armadilha.

Dia virá, porém, em que as pessoas, todas as pessoas, acordarão da letargia e arrumarão cada qual no esconso vão de escada que mais se lhe adeque.

A justiça dos homens tarda mas não falha. É sabendo disso que o semelhante tal vai aproveitando o máximo que pode, enquanto a letargia se mantém.

abraço

Ruben

Ruvasa disse...

Desculpa, Ricardo, esqueci-me da parte final do teu comentário.

Bom fim de semana para ti também. Quanto ao Benfica, espero apenas que il italiano fique quieto no banco, amarrado, sem mexer, amordaçado. Se o fizer, o Benfica será campeão. Se mexer em algo ou proferir um monossílabo que seja, não será.

Apesar disso, não é verdade o que agora estás a pensar de mim. O quê?! Que eu desejo que o homem, além de múmia paralítica, passe também à condição de mudo.

Felizmente, está de partida.

Que tragam o pior treinador da 4ª Liga espanhola ou 6ª grega que, não ficando satisfeito, fico mais satisfeito do que tenho andado...

Sabes, Ricardo. Ganhar não é suficiente nem o mais importante para mim. Já passei essa fase da vida. Não quero ser campeão sem qualidade. Não quero ser campeão apenas porque os outros estiveram pior. Também não quereria ser campeão se tivesse andado a negociar jogos.

Se o for este ano, não vou deitar o título fora. Mas, não obstante, sentir-me-ei desconfortável.

Pode ser que para o ano seja melhor. Independentemente de ganhar ou não.

Para terminar. Embora não tenhamos ganho o ano passado, sempre te digo que estava, por esta altura, bem mais satisfeito com as prestações da equipa ao longo de toda a época. Que queres? É como te digo. Gosto de ganhar, é verdade. Mas o tempo de ganhar a todo o preço - porque o que conta é o que fica na memória das pessoas e registado nos canhenhos - esse já por mim passou há muitos e muitos anos. Era ainda giovanotto molto giovanotto quando a doença me passou.

outro abraço e que tudo te corra bem, ainda que com ressalvas...

Ruben

azurara disse...

É lá Ruvasa.
Que potência! Você deu-lhe forte. E apanhou-o de feição. Ecoou a estalada. Linda. Só se perdem as caem no chão.
Intendente, amanuense, à sombra da bananeira.
Muito bem.
Azurara

Ruvasa disse...

Viva!

Sabe, Azurara? Qualquer tipo de wiseguyismo me provoca enorme coceira.

abraço

Ruben

Elise disse...

Ainda bem que está de volta, e em força!

Em relação ao JPP, ele tem lugar na blogosfera portuguesa porque foi um dos pioneiros, mas... realmente tem vivido de créditos alheios.

E a culpa maior é de quem alimenta tal "preguiça".

Cumprimentos!

Ruvasa disse...

Viva, Elise!

Claro! Claro que o semelhante tal terá lugar na blogosfera. Estamos em Democracia... Pelo menos é suposto estarmos...

Portanto, ninguém - menos ainda eu, claro! - lhe contesta tal direito.

O que contesto - é meu direito também - é a falta de distribuição, por quem lhe faz o blog, dos dividendos ganhos.

E manifesto a minha surpresa pelo facto de as pessoas se contentarem com tão pouco, ou seja, nada, depois de tanto darem.

Se me permitirem, tais pessoas, sugiro que se independentizem e logo verão que não precisam de semelhante tal para coisíssima nenhuma.

Talvez, então, ele comece a trabalhar também e a colher louros que, então sim, serão seus.

A este nível, pois, é o que contesto. A outros níveis, porém, contesto muito mais e mais acerbamente. Porque a este nível o mal provocado será diminuto e, logo que as pessoas acordem da letargia, passar-lhes-á o pífio encantamento, pelo que tudo se conformará a contornos decentes.

No outro nível, aí as coisas correm de outro modo. Porque se verifica, de há muitos anos a esta parte, grave prejuízo para o Partido que ele diz que é o seu mas que eu apenas sei ser o meu e de mais uns quantos esforçados cidadãos que tudo lhe deram ou dão e nada receberam ou recebem em troca. Ao contrário dele que nada deu e tudo recebeu.

cumprimentos

Ruben