quinta-feira, março 17, 2005

257. Pedro Santana Lopes? Quem diria?

Sim, quem diria, que Pedro Santana Lopes tem assim tanto valor, é assim tão incómodo, que consegue levar a Oposição, toda ela, a encher-se de urticária ao mínimo movimento que por si é feito ou deixado de fazer?

Surpreendente, na verdade! Diria mais: how much amazing!

Para quem não dá uma para a caixa – como eles dizem – que só cria trapalhadas, mesmo quando nada faz – como eles propalam aos quatro ventos – que está completa e definitivamente derrotado – como eles rejubilam – PSL é, na verdade, um grande e muito prolongado incómodo, terrível espinho atravessado na garganta da Oposição. Mas não só da Oposição, que essa, por sinal, até actua legitimamente…

Primeira consequência desta realidade que se constata: se é tão incómodo para a Oposição, então é bom para o Partido Social Democrata!

Daqui necessariamente se retira que, na pressa de o desapearem de tudo, eles nem se apercebem de que os primeiros desapeados são eles próprios. Da coerência...

Logo, igualmente se retira, uma vez mais, que o filósofo de uma só filosofia, ainda por cima alheia, JPP, não tem razão quando afirma que PSL está a prejudicar o PSD. As raivinhas – espumantes ou não… – sempre se mostraram muito obnubilantes, não é verdade?

Aliás, na apreciação de qualquer actuação deste último senhor, no que se refere a PSL ou ao PSD, há que, de imediato, dar um enorme desconto, relativamente à veracidade e razoabilidade do que afirma.

Porque, no que toca a Pedro Santana Lopes, a actuação de JPP é sempre de ataque não ao político, não às actuações políticas, mas tão simplesmente, tão prosaica e menos elegantemente ad hominem, ou seja, a forma de actuação menos prezável (para ser comedido na terminologia) que se conhece; no que concerne ao PSD, porque, quem não for completamente desprovido de capacidade de análise, de ajuizamento de comportamentos, sabe bem que ninguém mais do que JPP tem, ao longo dos anos – muitos já, 15, é ele que o diz… – vindo a prejudicar o partido como ele. Um inimigo infiltrado no partido não faria melhor. Seguramente.


È pure, o mínimo que poderia mostrar-se espectável seria um pouco de decoro... político – digamos –, intelectual – concedamos. Infelizmente, dele não parece vislumbrar-se vestígio – reconheçamos sem consolo.

3 comentários:

azurara disse...

JPP, já o disse, devia ser alvo de procedimento disciplinar. Entretanto, com tanta raiva, não sei se não se pode transformar num problema de saúde pública.

Ruvasa disse...

Viva!

Tem razão.

Mudando agora de assunto:

Que se passa com o seu blog que, assim que lá entro, o IE fecha, impossibilitando que se leia seja o que for?

cumprimentos

Ricardo disse...

Viva,

Confesso que PSL foi dos poucos políticos que conseguiu retirar-me do meu cantinho de críticas moderadas aos políticos. Mas o incómodo não é receio ou medo partidário porque não visto nem nunca vesti (quanto ao futuro a Deus pertence, palavra de agnóstico) a camisola de nenhum partido. O incómodo tinha outras raízes como tantas vezes escrevi no meu blogue. Eu não tenho "medo" que o PSD ganhe (devemos muito a este partido), tenho "medo" é dum país sem estratégia, sem coerência e com uma governação errática e populista. Do resto não tenho medo ... que venham os Dias Loureiros, os Motas Amarais, os Laborinhos Lúcios (independente), os Marques Mendes e todos aqueles que podem contribuir para um país melhor. Os restantes incomodam até porque atrapalham quem é sério e quem faz melhor trabalho (Carmona Rodrigues).

Abraço,