domingo, março 20, 2005

260. Ora, deixem-se de críticas idiotas!

Tenho lido e ouvido por aí críticas ao programa de governo que vai ser discutido a partir de amanhã, 21 Março 2005, na Assembleia da República.

Fundamentam-se essas críticas na circunstância de se tratar de uma simples cópia do programa eleitoral com que o PS se apresentou às eleições legislativas passadas.

?!?!?!

Terei lido bem?! Terei ouvido bem?! Estarei burro chapado?!

A minha alma cai para o lado, zabumba de todo!! Está mesmo completamente parva!!!

Então, o que é que os sábios críticos efectivamente criticam? Que o PS esteja – ao menos uma vez na vida, caramba! – a ser coerente consigo próprio de um mês para o outro?

Afinal, queriam o quê? Que se tivesse apresentado ao eleitorado com um programa e aparecesse agora com outro diferente?

Ora, sejam sérios, meus senhores! E, acima de tudo, coerentes. E poupem-se, poupando-nos também. Critiquem quando devam criticar, mas contendo-se em parâmetros de razoabilidade, para não perderem a razão que possam ter, para que não caiam em completo descrédito. Acima de tudo, abstenham-se de fazer figuras parolas e de passar ao cidadão comum atestados de menoridade mental. E se o vosso problema real é de crescimento, mental ou não, então cresçam primeiro e apareçam depois.

Para falar de modo bem perceptível para todos e sem subterfúgios, como é forçoso que aconteça:

A política não tem que ser uma merda, sabem? A política não é mesmo uma merda. Não façam da política a merda que ela efectivamente não é. Metam isto no bestunto. Os políticos não têm que ser mentecaptos nem de mentecaptos devem presumir os eleitores.

Chega de hipocrisias próprias de idiotas! Tal não está a porra, hein?!

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2 comentários:

azurara disse...

Tem toda a razão.
A crítica é imbecil. Mau seria se o programa de governo se afastasse do programa eleitoral.
Bestas, mesmo!

Ruvasa disse...

Viva!

A prova de que a condição de político reveste algo de perverso está na circunstância de jamais alguém ter desacreditado a política tanto quanto os próprios políticos.
;-)

Cumprimentos